quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Palavras que surgem do nada


"O céu é tão infinito..."
E eu aqui
tão pequena
meio grande por dentro
o cigarro
seus 10
7 minutos
aceso
e a minha mente inquieta
e o tempo todo
e o mundo
que chamam de "todo"
o mundo é a vida
são várias portas numa só
vida
entro em todas
nesse caminho perdi a chave de muitas delas
arrombo todas e sigo nesse corredor
tão confuso quanto cada...
sentimento
mil pensamentos
será que tudo é momento?
nem sei
tu não sabe
Não sabemos de quase nada
e já acho que sei de tudo
quando na real não sei
talvez eu nem saiba de nada
culpa da minha própria filosofia
"Porque somos assim?"
são mil despedidas de uma vez só.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Eu sou o eu estranho

Mas o céu ainda está nublado apesar dos pesares de que o coração está feito primavera: chove para que tudo fique mais belo. Abre-se um arco-íris mental independente do tempo lá fora. Aqui dentro tudo funciona de um modo distinto e estranho dos outros, eu sou o que eu sou, eu sou o eu estranho. Sem me explicar, explicar não adianta, nós sabemos disso. As frases não permanecem (cor)retas, são linhas tortas de alguém torto que mal vê defeito nos outros. Conversam entre si longe de meus ouvidos, atrás da melodia de minha música. Mas eu nem me importo, quiçá. Que seja! Que venham lindas e novas fases, e se tiver que chover que seja para alimentar as flores que colorem o dia e o coração. Sem egoísmo, sejamos francos e solidários, sem negar que: todos nós precisamos de alguém que seja como um sol: nos aqueça, compartilhe sua luz própria e faça-nos enxergar a beleza do redor. Preciso, também, ser sol em vidas. Quero. Preciso. Quero o que for preciso e certo, aprender o Português, não esconder-me da luz que tu provocas a sós em meu interior. E exterior? Dos pés a cabeça, inúmeros arrepios. Se não sou bom no que faço, esforço-me, mas sem esforço faço-lhe feliz. E se houver escuridão em ti em alguma noite dessas, serei a tua lua. Às vezes não tenho luz própria, necessito do sol para que haja alguma luz. O sol precisa de outras belezas, se for você o meu sol, precisará das poucas belezas que vem de meu interior. Vou fazer-te pensar nas coisas da vida e tu me fará entender o que eu nunca compreendi por completo, uma boa parte da vida. Boa parte.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Tudo dito sem precisar abrir a boca

Não era pra ter acontecido nada.
Não era pra nada permanecer na memória do coração.
Não.
Aconteceu alguma coisa.
Algo ficou gravado aqui.

Só o que senti, talvez nenhuma palavra dita, apenas relances. A minha memória é meio instantânea, na verdade. O ventilador já desligado, a chuva caindo lá fora. Aqui dentro, em mim, já não chove. Faz sol. O som ainda segue ali no fundo, bem baixinho. Não há como não lembrar, nem como esquecer. É que teu corpo em sintonia com a tua alma formam o que, diante da minha insanidade, posso chamar de "País Das Maravilhas". Onde me perco, sem esforço algum. É como se vendasse os meus olhos e permitisse que eu enxergasse apenas o surpreendente! Eu devo gostar de pássaros, ela é como um pássaro. Não sou caçador. Enquanto ela voa eu a observo de longe e numa qualquer hora dessas ela pode voltar a aninhar-se em meu colo. O cheiro de sua pele, o brilho dos teus olhos ao me olhar, é como um sol que ilumina alguma escuridão. O seu beijo é como se fosse uma dose capaz de curar qualquer ferida que passeia pelo meu espírito. É tudo natural. E um nada pode tanto ser um tudo. "Nada" pode acontecer. Nada pode acontecer. E qual lado eu enxergo? Eu não sei. Não sei sobre o "nada". Talvez eu nem saiba de nada. Tudo é tão relativo quanto nada. Até a palavra. E o que seria "tudo"? E o que seria "nada"? Eu acendi um cigarro aqui. Continuo ouvindo aquele som, mas tu pode sentar aqui ao meu lado, acender o seu cigarro e deixar a minha mão envolver a sua cintura. E eu sei que a gente vai ouvir a musica e continuar em silêncio, e eu vou colocar a mão na sua nuca por que é isso que eu sempre faço, mesmo que eu não me recorde e nem você. É que a gente só sente, não repara muito, talvez. Talvez. Eu sinto e deixo guardado até quando devo, aprender a ter auto-controle: é mais ou menos isso. É que eu aprendi a deixar rolar, e prefiro assim. Será que eu sou o yin e você yang? Ou será ao contrário? Talvez, mais uma vez. Eu estou aqui, sem máscaras.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Antes que o céu vire concreto

Selva de pedras
onde o céu é calmante
me vejo numa busca incessante
pelo amor inconstante
que me preenche em um instante,
porém, de nada vale
se não é sincero
de tanto que procuro
às vezes me encontro por aí.

Eu me desespero
acendo incenso
um ret
e determino um fim
naquilo que não me deixa voar
que me impede de ser livre
me lembro de onde eu vim
e derrubo muros de concreto.

Sigo o caminho certo
que de tão certo é estreito
mas é assim que me preencho
Devo ser humano feito
ou perto do quase
ou totalmente completo
repleto de teto e abrigo
me abrigo onde dizem
que a vida é mesmo pura fase.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Versos submersos

Saudade
pra nada
pra sentir saudade
do tudo
do mudo
do meu mundo...

É que aqui dentro
tudo é embaraçado
e nesse embaraço
me enrolei em você.

Quiçá
um novo dia
mude, e meu nó
não seja mudo
pra não lhe trazer agonia.

Que não nos falte alegrias.

Quero te encher só
de meus versos
imersos no meu sub mundo.

domingo, 3 de novembro de 2013

Esquina

Aquela esquina era bem conhecida, eu passava por ali todos os dias durante o meu percurso até a escola. Acho tudo muito pacato e eu gostava de observar aquele lugar, meus devaneios no meio dali tornavam-se mais intensos, porém, tranquilos. Eu não sei se existe uma loucura tranquila, ou talvez eu saiba e até viva uma delas. O amor, sim, o amor. Minha mente o considera uma loucura que apesar de conturbada, é tranquila. Contradições à parte. Me contradigo e o meu coração esconde aquilo que realmente acredito. Sentada no meio fio observando o céu e nenhum sinal de chuva. Domingo e um trânsito quase inexistente, a rua deserta. Talvez tudo o que eu precise é de um pouco de silêncio, as outras coisas importantes eu já possuo. Alegro-me ao abrir a minha mochila e saber que continuo carregando um estojo de canetas e um caderno depois de tanto tempo. Pensamentos em um dia como esse precisam ser gravados. Preciso pensar em outras coisas. A vida precisa andar incessantemente para a frente, passando por tudo o que deve passar, mesmo que seja rápido. Pisquei. Passou. Vi. Senti. Vivi. Me ergui. Pingo nos ís da vida. Ainda bem que eu pude observar, ainda bem que absorvi. O mundo e a evolução não fez de mim uma pessoa de alma cega, eu vejo além do que se vê e sinto além do exagero. Eu sobrevivo do amor, eu o respiro, deixo voar, pego de volta. Um ciclo de um vício bom. A tarde passou e eu nem vi. Pisquei. Escureceu. Levantei e fui. Continuei o meu caminho e retornei a minha casa, eu ainda precisava de silêncio. O único barulho que quero ouvir aqui é do amor dizendo que não quer ir embora. Quer ficar aqui, sentado no meu sofá, assistindo a TV acompanhado de um belo cafuné e um café esfriando. A única coisa que não aceito deixar esfriar é esse amor. O café pode.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Com um quase rumo

Poesia sem dor.
Lembranças.
Saudades...
Sem.
Chorei lágrimas que não valiam
uma nota de cem.
No ecoar dos sons,
acabo que sinto sonoramente
o meu corpo em silêncio.
Movimentos.
Gritos.
Sussurros.
Pedidos de socorro.

Uma musica fora de meus ouvidos.
Mas é a própria vida.
Desafinada, acertando os tons aos poucos.
Sinto-me maestro de mim mesmo.
Regente.
Reagi a tudo.
Eu sempre reagi...

A simplicidade exposta no corpo.
A leitura de uma poesia ou um poema.
A abertura de pequenos olhos.
A suavidade dos passos bailarinos.
Artísticos.

Tu, a minha mais bela arte já observada.
Teus gestos e delicadeza
destroem toda e qualquer frieza
imposta num momento de tristeza.

Teu olhar que de tão verdadeiro,
aquece-me, faça lá o frio que for.
Sou poeta louco, como preferir.
Mas, prefira a mim
como sou.

Tua bela voz que me acalma.
E o valorizar daquilo que não se tem valor.
O que esbanja riqueza, já não é enxergue.
E o encanto.
Histórias contadas nos cantos da cidade.
E eu aqui no canto.

A vida.
A linha tênue entre a paz e o abismo sentimental.
Vida dividida.
Levei em conta o que me encantou e fez sorrir:
Uma bela bailarina.

Me afoguei em ti, me esqueci das dores.
Ah, que bom seria
se tu fosse uma flor
que onde quer que eu passasse
teu perfume eu sentiria
e tua presença jamais se findasse
por todo o meu caminho
meio que sozinho
não sei até onde eu vou.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Mais um sábado de agosto, ou madrugada

Hoje, segundo sábado de agosto. Ela resolver bater em minha porta... mas justo hoje?! Nesse dia chuvoso em que eu permaneço com a minha solidão e a cabeça encostada na cabeceira da cama escrevendo sem parar, acendendo um cigarro após o outro, bebendo toda a garrafa de café e quase nu. Nu por dentro, sentindo frio. Você! Que me deixou nesse afago e necessidade de ti, não seria maldade? Logo às 2:34 da madrugada, depois de eu ter tomado um banho e estar sentado em frente a TV, com o mesmo bloco de notas, o quarto maço de cigarro e outra garrafa de café. Você só faz maldade, mulher. És o meu veneno preferido... Bateu na porta do meu apartamento com o corpo todo molhado enquanto lá fora chovia incessantemente e eu jamais imaginaria que apareceria ali: com cheiro de cigarro (e você nem fumava), essa maquiagem toda borrada e o cabelo pingando bastante água de chuva no seu pequeno guarda-chuva... que surpresa sinto em vê-la e sentir sua respiração ofegante por subir desesperadamente as escadas com medo de não me encontrar. Seu guarda-chuva está quebrado e você nem reparou. Ela abriu um papel branco com umas letras borradas e jogou em meu peito. Começou a falar o que, segundo ela, estava registrado ali: naquela folha que até cheirava a seu perfume (ou talvez cheirava a cigarro). O seu cabelo assanhado lhe dava uma aparência de louca, parecia que estava mais paranoica do que quando lhe conheci naquela festa chata e quase vazia. Os seus olhos me imploram socorro, bem mais do que quando os avistei pela primeira vez. Deve haver algo literalmente importante para que chegue assim, de surpresa, depois de tanto tempo. Até pensei que tivesse se mudado para longe como tinha dito que faria meses depois de termos colocado um “ponto final” em tudo. Mas você apagou o ponto final e em seu lugar colocou uma vírgula. Quanta loucura... Olhe só para meus olhos, levante esse rosto! Sabe bem que não sou um monstro e que fugistes da primeira vez porque preferiu assim. Louca. Livre, leve e solta. Porém, não leve e muito menos livre, prisioneira de suas vaidades. Me disse que mesmo que eu fosse um tremendo babaca e lhe trocasse por noites e madrugadas na rua ou nos bares bebendo com os amigos, jamais desistiria de mim, como havia dito assim que chegou em minha vida. Mas as atitudes descritas não foram bem as minhas. Me disse que eu era um medroso e covarde, mas que havia deixado o coração em minhas mãos e não o queria de volta, queria que eu voltasse a cuidar bem dele e pediu para que eu parasse de ser tão egoísta. Eu não sou egoísta, ou talvez eu seja, mas só contigo. Eram essas coisas que estavam escritas naquele papel borrado que você atirou em mim e desceu as escadas sem ao menos me dar a chance de segurar forte em seu braço e pedir para que não fosse. É uma pena que eu não saiba mais onde lhe encontrar, o número e endereço descritos na carta eram justamente o que tinha escrito de caneta vermelha, da qual a chuva (talvez por ironia) fez questão de borrar assim como você borrou toda a minha vida.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

É que eu perdi o meu sono

Com o cabelo que de tão molhado pinga em minhas pernas cruzadas, cá estou eu escrevendo mais uma vez na tentativa não muito frustrada de interromper algo que possa me corroer de algum modo. Eu troquei o calor pelo clima estável, molhei o meu corpo, tentei limpar o pouco de suor que restou em mim. As lágrimas já não cabem em mim, há tempos já não existem. De tão valiosas, tornaram-se raras neste meio tempo. E quem se importa? O dia me sugou mas, ainda existo. Os dias me sugam e eu continuo existindo. Talvez não muito, mas estou aqui. Só espero que ninguém resolva entrar em meu quarto e atrapalhar o meu raciocínio aleatório que descrevo aqui. Sei lá o quê. Esse existir, o que seria? Não sei de alguém que saiba. "Only one". Mais quantas doses de anestésico impedem uma desistência mental das coisas? Nunca se sabe. Penso que sei, mas não sei. Assim é entre vários outros sentidos das coisas esquisitas que chamam de destino. Em tudo usam "destino" como desculpa. Sei lá, não é bem assim que as coisas prosseguem. Deixa para lá, eu já nem entendo mais. Não sei se um dia entendi. Só sei que hoje não comecei um escrito com cigarros acesos. A fumaça de cinzas deixadas ainda me intoxicam aqui por dentro. Uma hora elas cessam e eu acendo mais um veneno desses. É que eu perdi o meu sono. Até a próxima loucura descrita...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Que madrugada?


São 4:32 da madrugada e eu aqui: em pé, com agasalhos da cabeça aos pés e esperando o próximo trem na estação escura que sabe-se lá que horas irá aparecer. Hoje eu não bebi como você está pensando, só resolvi voltar "um pouco" mais tarde para casa porque essa rotina de casa, trabalho e escola tem me cansado. Tu sabes que sinto a sua falta durante a semana inteira, não sabe? Pois é. Queria eu ter 30 horas por dia só para poder aproveitar pelo menos umas 4 horas contigo embaixo do meu cobertor. A minha casa ficou uma bagunça no decorrer da semana, a minha cama que divido contigo ainda está bagunçada, eu nem tive o trabalho de arrumá-la, até porque não faz sentido se você não está. Que falta é essa que você me faz? Hoje eu tive bastante tempo para pensar e decidi ser mais sereno sem perder toda a minha demonstração do quanto estou louco por ti. Me sinto preenchido a ponto de não desejar nem um cigarro enquanto estás comigo. Quem diria? Logo eu que nem mais acreditava nessa coisa toda de "bons sentimentos e pessoas verdadeiras existem"... Olha só o que você causou em mim. Revirou a minha cabeça, o meu coração, o meu físico. Revirou tudo. Sem contar que continua causando inúmeras sensações em mim, algumas eu desconhecia e outras eu tinha esquecido como era senti-las. Mas você me deixa em paz, basta eu saber que existe. Desculpa, meu amor, mas acabei de acender um cigarro para lhe contar que todo dia você me surpreende com algo e cuida de mim sem nenhuma reclamação, acredito eu. Sei que gosta até dos meus defeitos mais esquisitos. Parei de beber durante a semana depois que passei um dia sem ti e me afoguei para preencher o vazio que é a minha vida sem você, logo, me arrependi. Vou voltar para casa. É uma pena que a minha outra casa (teus braços) não estarão lá me esperando, porque aqui venta e faz muito frio, seria uma boa se estivesse abraçada comigo.
Cheguei em casa há umas 2 horas atrás, fui preparar o café da madrugada e acabei cochilando na mesa com o segundo cigarro do dia na mão, até queimei o dedo. Eu penso em você toda hora e nem me esforço para fugir disso, não mais. Eu não sei quanto tempo isso irá durar, não sei ao certo se os dias estão passando rápido demais, só sei que desejo ser infinito quando beijo a sua boca e aperto a sua cintura. E confesso que me sinto infinito por tudo o que sussurra em meu ouvido enquanto aproximo-te de mim, quando abre aquele sorriso maravilhoso quando digo alguma besteira que lhe faz sorrir. Me sinto infinito por te ter, e isso é tudo. Nem sei quanto tempo dura o "tudo", mas me sentir assim mesmo sentado sozinho em uma mesa num pequeno apartamento no centro da cidade; com buzinas de carro pela madrugada; a casa parecendo um cinzeiro gigante; com uma cama bagunçada; é a melhor sensação que alguém como eu (poeta, carente, louco e desajeitado) pode sentir. Eu me esqueço de tudo durante o dia, menos de você. Esqueci até que eu deveria ter dormido às 23:00 horas da noite. Eu durmo cedo ou pelo menos dormia, até te conhecer.

sábado, 12 de outubro de 2013

Assim como está: sereno

O tic-tac do relógio, a TV ligada no volume baixo, o incenso aceso impedindo que a fumaça do cigarro tomasse conta do cômodo. Milhares de lembranças. Fechei os olhos e segurei as suas mãos mentalmente. Fui abrindo-os novamente, pouco a pouco. Sinto vontade de tê-la aqui ou em qualquer lugar que seja, o brilho dos teus olhos me trazem paz, menina. Encostar os meus lábios secos nos teus tão belos e bem cuidados me fazem encontrar o céu, e abraçá-la é como se eu deixasse todo o meu mundo em teus braços, sendo protegido por ti. E se eu não te tenho aqui, o que faço? Lembranças me embriagam, não estou mais aqui. Estou noutro lugar, em outro mundo. Não mais eu e tu. Agora é nós. Meu ponto de paz, sei bem que não existem pessoas perfeitas, mas há aquelas que apesar dos defeitos tornam-se os seres mais lindos diante de olhares distantes e viajantes como os meus, e é esse o modo como lhe enxergo. O que é um dia sem ti, será mesmo um dia? Dói. Afogo as minhas mágoas por estar distante e peço arrego. "Eu preciso dela aqui", dizia o meu subconsciente. Só você tem toda a capacidade do mundo para me deixar bem, quando estou ao seu lado é como se existisse apenas você, eu esqueço de tudo aquilo que me toma a paz. Tu és tudo. Com meus olhos bem abertos observo-lhe e estou hipnotizada. Aproximo o teu corpo do meu e é como se uma chama acendesse dentro de mim aquecendo toda a frieza que um dia existiu bem aqui. Você derrete a grande geleira que cresceu aqui dentro ao longo do tempo e eu me sinto melhor assim, com você. Olhou dentro de meus olhos e aproximou sua boca da minha até sentir a minha respiração ofegante. E o meu coração dizia "olha aí, isso tudo é paixão". Percebo que nem da minha racionalidade consigo usufruir enquanto estás longe, torno-me insana sem ti, sem ti eu seria um ser humano sem rumo. Quando chegou, eu quase levantei as mãos para o céu e agradeci por ter chegado como um anjo em minha vida, colocando-me na estrada certa da qual devo permanecer. Nem reclama do meu cheiro de cigarro, os meus devaneios não lhe incomodam e diz que sou repleta de mistérios. E o que seria de nós sem isso tudo? Eu nem sei. Inúmeros copos de cerveja e tragadas no cigarro não mais preenchem o vácuo em meu peito, ele só se fecha contigo, eu percebi. Mas eu a deixo livre, para fazer o que quiser. Sabe bem que tem toda a liberdade do mundo para ir e não mais voltar, nunca mais. Mas você também sabe que pode permanecer com tua alma e desejos ligados a mim, bater em minha porta pedindo para entrar e dividir o cobertor e a cama pequena comigo, como quiser. Espero fazer com que fique e continue aquecendo todo o meu coração, não me acostumei com sentimentos frios. Sente-se aqui ao meu lado, deixe eu abraçá-la pela cintura e encostar a minha cabeça em teu ombro a fim de relembrar-me do que realmente me trás paz: te ter ao meu lado. E apesar de toda a liberdade, saiba bem que te quero aqui, assim como está: sereno.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Cansaço, frio, cigarro e outros pensamentos


Encostei-me na parede ao lado da pequena livraria de esquina e acendi o meu cigarro, ali mesmo. O dia já estava tornando-se noite e o frio chegava assoprando em meus ouvidos. Sentei-me, e fiquei imaginando toda essa fase de minha vida. Naquele momento eu percebi o quanto tudo estava cansativo, monótono, igual... Chame como quiser. Parece que eu estava me tornando, naquele momento, o que eu seria para o resto de minha "história". Eu sempre quis ter feio algo para que isso mudasse, na verdade, eu sempre tentei. De tanto tentar, aparentemente fui descobrindo o que eu queria levar para sempre comigo e o que merecia ser depositado em uma lata de lixo invisível. Mas, chega uma hora em que a gente cansa e deixa as coisas acontecerem naturalmente, tão naturalmente que tudo torna-se bem mais agradável de ser vivido (eu até esqueci que minha vida era um tanto quanto chata), e é assim que deve ser, pelo menos no meu ponto de vista não muito normal. Até agora eu devo ter tragado umas três vezes o meu cigarro, ele até gelou. Pensar, pensar me faz esquecer de tudo e ao mesmo tempo fazer com que eu lembre de cada detalhe que me incomoda ou me deixa eufórica com tamanha felicidade ou satisfação. O café esfriou, as páginas de meu livro estão um pouco molhadas, agora chove o suficiente para que eu me molhe enquanto caminho. A parada não é tão longe daqui, vou continuar caminhando com esses pensamentos meio barulhentos na minha cabeça e, sei lá. Faz bastante frio aqui, e logo à frente já avisto o ônibus vindo vazio com calor humano e pessoas com seus devidos olhares distantes. Viajantes, assim como eu. Eu soube que quando a gente não espera algo de alguém, é quando mais somos surpreendidos. Demorei muito tempo para perceber e aceitar isso. No momento, apesar de tudo acontecendo ao meu redor ao mesmo tempo, não tenho perdido a minha paz, alguém tem segurado ela para mim, e segurado muito bem por sinal. Boas companhias realmente chegam quando devem, más companhias sempre irão embora para dar espaço a pessoas que precisam permanecer conosco, mesmo que por um determinado tempo (muito ou pouco) para nos ensinar algo. Ainda é cedo para um monte de coisas, para pensar e tomar algumas decisões. Eu realmente acho que a vida não é curta como dizem por aí. Temos o tempo necessário, nem um segundo a mais, nem um segundo ao menos. "Como tudo deve ser". Nada a mais, nada a menos. De situações ruins eu só levo inúmeras lições. E em pensar que eu já reclamei tanto de tudo...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

I'm traveler

"Sou viajante."
na beira de um lago
me encontro no mar
olhando pro céu
me sinto uma estrela
com roupas largas
me sinto senhorita
mistura de senhorito
mas não sei
não sei o que é real, realmente
tudo é meio mentira
meio verdade
meio saudade
meio te odeio
meio te quero
meio duvido
mas te quero por inteiro
essa é uma verdade sem metades
Leva isso contigo
La la la iá

Viajei.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Para ler pausadamente


Coloquei o dedo na garganta para ver se eu vomitava a minha alma afim de fugir daquilo que me tornei. E vamos lá: vomitar sentimentos no sentido figurado de ser. E também, uma vida só. Vomitar uma vida inteira. Qual será? A minha. Beber café amargo e quente, fumar um cigarro por noite e viver de biscoito. Escrever, escrever, escrever: viver disso. Disso e mais nada. Outras coisas e momentos, para quê? Não há sentido algum. Leu o que eu escrevi e escutou o que eu disse pausadamente em seu ouvido? Pois é. Leia pau-sa-da-men-te. Cobertor. Melhor amigo em dias frios durante a primavera para observar da janela o tempo nublado comigo, querido Cobertor. Sim, primavera. Inverno, não. Só aqui dentro de mim. Nem o Sol sabe se vai ou fica de vez, quem dirá a Felicidade. Quem dirá as pessoas. Tamanhas indecisões existem. Será culpa da chuva? Talvez. “O Sol…” Uma vida baseada em “talvez” e “não sei bem”. A minha. Daqui a pouco você foge por vontade própria, mas não é isso que eu quero de ti. Descanso minha mente em frente a TV, que só serve para isso, é a marca registrada do meu tédio. Enfrento o papel como se fosse um muro apenas com uma caneta e escrevo alguma coisa que me cansa. Desabafo. Lembrar-me sempre cansa. Vou querer dormir. Me esgotei. Faço uma lista mental de coisas que não deveriam existir (ah, mas não deveriam mesmo), que por sinal levaram um pedaço do que fui, uma boa parte, inclusive. Me destruí um pouco, eu acho. Já não sei quem eu sou. Sei o que sou… sou mais um ser humano? Talvez. Me perdi bem ali naquela rua, já era noite. Deixei lá os meus pedaços importantes. Que pena, talvez. Ou será que alguém levou tudo? Alguém para me responder, por favor. Garçom, mais uma daquelas que tem um belo sorriso. Penso em uma coisa só, logo, sofro amnésia das outras. Perco os sentidos e o sentido da vida. Todos os sentidos. Esqueço porque vivo e tudo torna-se um passado fincado em um baú. Complicado. É uma vida. Compliquei. Embaralhe as cartas mais uma vez, esse é o jogo da vida. […] e que chova de novo para que dance comigo. Na vida. Na ida. Na vinda. Não quero dançar a sós (e que isso não seja mesmo necessário).  Fica. Supero. Respiro e espero. Alguns e poucos dias. Logo, volta. Logo, vai e volta. “Posso até me acostumar”. Ainda não me acostumei com idas e vindas. Apenas, fique.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Só sei que


É tanta paranoia que
Tanta verdade que
me fez ver de um modo que
não sei bem o que
será que
só sei que
a lágrima é o que
corta o que
eu queria que
tu
entendesse
o que significa o "que".

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Escrever e espairecer. Viver.

O dia começou tão monótono e meio cheio de confusão que eu realmente achei que nada mais me faria sorrir ou me fazer ver algum sentido na vida. É assim que eu me sinto ultimamente. É meio forte essa coisa de dizer que a vida não tem graça. É coisa demais nessa minha mente nada pura e adolescente. Viver precocemente sem perceber não é agradável a ninguém, acredito eu. Acabo obtendo tanta lembrança e sinto um certo peso, uma culpa totalmente sem querer. Eu gosto de ter certeza das coisas, porém, confesso que ultimamente não tenho tido certeza de nada, nem mesmo daquilo que estou sentindo e sobre as coisas que são mais concretas possíveis. Já sou errada pelo simples fato de ser humana, essa coisa de certo e errado é literalmente relativo. É óbvio que não sei o que cada um julga como certo. Costumo apenas ter certeza de minhas inúmeras palavras. A vida por ser vida já é complicada. Parei por alguns minutos para ouvir um rapaz, o seu filho tem olhos lindos e verdes, e um sorriso encantador. Senti o quanto as pessoas ao meu redor me olhavam estranho por essa atitude. Mas qual é o mal em parar pra ouvir alguém, seja lá quem for? Eu gosto de atenção, o rapaz gosta de atenção, a gente gosta de atenção. A gente toda, tanto quanto gostamos de ter os nossos valores sendo reconhecidos. Isso nem é tão necessário assim... A vida não é só sentido, nem tudo precisa fazer sentido (não agora). Opto por enxergar além do que eu realmente vejo, às vezes consigo, às vezes não. Mas sempre tento. Acredito que viver seja tentar, sempre. Reerguer-se, sempre. Pensar nisso me deixa melhor. Absolutamente nada é em vão, essa é uma das poucas certezas da vida. Quando coisas ruins demoram passar eu prefiro pensar que é essa tal dificuldade que formará o meu caráter inquebrável que desejo levar pela vida inteira. Aceito o que vier, de verdade. Sei o quanto sou forte. Forte e frágil ao mesmo tempo. Perdoo o que aparentemente eu não deveria pelo simples fato de que tudo é tão passageiro para que eu guarde rancor e envenene a mim mesma com isso. A vida em si é curta e boa apenas se eu souber viver. "É preciso saber viver" e deixar os dias que passaram ficarem apenas no passado, cada dia é "o dia", é pra ser vivido do jeito que prefiro. Mesmo que eu viva pouco, mas desejo que essa vida aqui, se ela realmente for curta, que eu viva de um jeito que realmente valha a pena, e que valha a pena tudo aquilo que passei e me fez estar aonde estou hoje. Não sei bem aonde estou, mas sei que continuo no caminho certo. Não demorará muito para que eu olhe para trás e encha a boca para dizer: eu realmente fiz a coisa certa. Vivi.

Peço desculpas por minhas palavras um tanto aleatórias, mas escrever sobre qualquer coisa sempre foi o meu refúgio pra um dia monótono como esse.

sábado, 14 de setembro de 2013

Breve

Não é sexo, drogas e rock’n roll que eu tenho a oferecer
Sou o oposto
Sou prazer e sentimento
chá quente e som leve
Sou carinho, cuidado e nada mais
Sou pouco ou sou demais
Sou tudo ou quase nada
Sou isso aqui que você vê
Ao meu olhar eu nunca mudei
Ao meu olhar
É tudo o que eu vejo
É só o que eu consigo enxergar.

domingo, 1 de setembro de 2013

Deixa no canto

Me perdi nas "curvas da vida"
A vida em si é uma estrada
Cheia de buracos
Possui acostamentos e...
sei lá.

Só sei que me perdi
numa hora dessas
Eu me perdi
Mas eu me queria de volta
E mesmo, até hoje tudo aquilo que perdi
não voltou.

Sei que te verei ainda
bem distante de mim,
bem distante
me perdi, e lhe perdi também.

Cadê meu chão?
Ficou contigo.
"Eu poderia ter perdido qualquer pessoa, menos você".

Mal sabe ela que foi eu quem a perdi,
te perdi e nem vi.
Senti.

E ela ainda disse pra eu fugir à pé.
Tarde.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A lanchonete


Eu a avistei de longe: sentada na cadeira da lanchonete que sempre frequento. No fundo eu sabia que ela vivia sem tempo para tudo, era o que os seus olhos me diziam. Pensava tanto que lhe faltava tempo para concluir seus pensamentos que mais pareciam infinitos. Insistia em mostrar o quanto era forte, mas fingir não era bem “a sua praia”. As pessoas que estavam ali (exceto eu), falavam alto, contavam de seus problemas no trabalho, da garota que conheceu noite passado, do homem que quase beijou os seus pés, mas eu permanecia calado. Gostava de observá-la naquele momento tão barulhento de sua mente. Sem querer, a decepção escorreu por seus pequeninos e cansados olhos e já não havia mais nada que conseguia fazer para esconder o que realmente faz parte de si: a fraqueza e a vulnerabilidade diante das decepções. Queria abraçá-la sem parecer louco, dizer que isso também acontece comigo, porém, essas coisas vão embora e mesmo que um dia voltem a ocorrer, irão embora novamente. É quase que uma lei da vida. Há momentos em que ela esquece de tudo aquilo que tem lhe impedido de seguir alegremente, noutras vezes, encosta a cabeça na mesa que está diante dela e deixa a mente vagar e inunda-se de paranoias. E isso é tão sem querer... sei bem  como ela se sente. Ninguém gostaria de ser paranoico assim como eu sou, por exemplo. Mas enfim... voltamos a falar dela. Sempre foi assim. E a cada tempo que passa ela tatua em si o estado de loucura em que tem vivido e isso torna-se cada vez mais permanente. Nem cigarros, bebidas, maconha ou café conseguem aliviar momentaneamente o que tem sentido. Porque ela esquece de tudo por um tempo e logo depois lembra-se de tudo, mais uma vez. É como se fosse um ciclo vicioso do qual ela participa forçadamente, mas sua vida toda é assim, repetitiva e cansativa. Quando acha que algo mudou, é aí que se engana. Parece que sua vida gira entorno de uma só coisa: “tudo que é bom dura pouco”. Não precisou me dirigir sequer um “olá” para que eu percebesse tudo o que se passa dentro dela, é impossível esconder de qualquer um que pára pra observá-la. E não mais consegue acreditar que há alguém que faça-a reerguer-se, que lute por essa merda que ela tem se tornado a cada dia vivido, que una as forças que possui com as dela, que quase não existem mais. E ela fica ali, quieta em seu canto, não quer decepcionar nada e ninguém. Levanta a cabeça, ajeita o cabelo, acende o primeiro cigarro do maço e beberica o seu café. Não quer acreditar em mais nada e não quer viver mais nenhuma aparente história de amor até que por algum milagre alguém resolva não desistir dela como das outras vezes e independentemente do que aconteça, não solte suas mãos e lhe deixe ali sozinha, sentada naquela cadeira e de cabeça baixa rezando para que se houver uma nova chance, que seja diferente e que unam a sua força com àquela que lhe resta e quase não existe.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013


Entre a chuva e o arco-íris


Papéis invertidos
sentimentos trocados
sorrisos contidos e sorrisos fáceis,
a ponto de escapulir.
Um sentimento incomum
sentido pouco sempre
mas que permanece sempre ali
adormecido.
Memórias que mais parecem tatuagens
Ficam cravadas aqui
dentro, bem dentro de mim.
Continuo
Sem procurar
Só persistir
Até que o amor resista
a toda essa tempestade
que um dia vai (e deve)
passar.

Eu espero o arco-íris,
pois, ele some, mas sempre volta.
E volta sempre para o mesmo lugar.
O Céu.

domingo, 25 de agosto de 2013

Sem muitos porquês

E hoje eu nem ligo se cigarro faz mal.
Cigarro inspira.
Hoje eu já não ligo para muita coisa, hoje já tenho medo do que pode vir.
Sempre há uma vontade de prosseguir e uma de recuar.
Nunca sei ao certo por qual optar.
Geralmente sigo em frente.
Porque a gente leva em conta o que sente.
E nada mais machuca.
Pode, é melhor parar.
Eu nem sei do que estou falando.
Apenas ajo.
Medo de perder.
Qual o sentido da vida, do amor?
Você sabe?
Eu sei.
Finjo que sei.
Finja também.
Finja que sabe que no final pode dar tudo certo.
Que pode continuar dando certo.
Que a vida é mesmo assim, curta.
E as coisas vem e vão, e todo esse período é curto demais.
Melhor parar de se questionar.
Mas eu sou cheia de medos.
Diga "Olá!" para mais um deles.

sábado, 24 de agosto de 2013

Rafaela

Do  que fiz
por singular foi reconhecido
e os versos que escrevi
maior parte só por ti foram lidos

o motivo já não importa
nem por que escrevi
vejo que vale a pena
ao tomar coragem
e mostrar a ti

e é a tu que encontra sentido no que vem de mim
que escrevo e digo o quanto me sinto bem assim

já cheguei acreditar
que o que escrevo
morre após eu digitar
ai vem tu e me apareces
e logo o faz ressuscitar

a tu escrevo de coração
você que leu tudo que escrevi
foi agora minha inspiração!

Por: Lucas Brito, meu grande amigo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Porque certas coisas não voltam



Era uma terça-feira, mas não "qualquer" terça. Acordei atordoada, com vontade de fugir de tudo e todos. Minha mente não parava um segundo sequer e eu pensava em tudo. Eu desejava colocar as dificuldades em uma sacola e jogar em um lixo, bem longe de mim. E foi isso que eu fiz. Logo após, peguei uma mala de couro marrom, presente do meu avô. Enchi a xícara de café e me dirigi até meu quarto. Coloquei o meu moletom vermelho dentro da mala (o meu preferido), um All Star velho e algumas calças jeans. Peguei o dinheiro depositado na gaveta da cômoda, todas as moedas do potinho que juntei para a minha viagem que seria daqui há uns 7 anos, escrevi uma carta de despedida para minha rainha e saí, totalmente sem rumo. Naquele momento abri mão de tudo o que me apeguei: amigos, sonhos antigos, família... vida velha! Ficou para trás. Deixei cair algumas lágrimas e segui para a rodoviária da cidade. Chorei feito uma criança abandonada, mas sabia que a mudança é necessária, e em algum momento da vida eu teria que tomar essa atitude, por mais amarga que pudesse ser no começo. Acendia um cigarro atrás do outro, eu realmente sentia medo de arrepender-me dessa atitude. Deixei amor, família e bens. Segui sem apego, apenas eu e a vontade de desapegar-me. Desembarquei em uma cidade qualquer da qual nem sei o nome, procurei uma lanchonete mais próxima e pedi um café. Queria sentir mais uma vez como era estar em casa... esqueci-me da sensação, literalmente. Senti falta do meu amor. Senti falta do colo da mãe. Senti falta da companhia de meus grandes e velhos amigos. Mas decidi ser forte. Era exatamente ali que eu começava a realizar todo o meu desejo de sumir de tudo e todos, de mudar tudo em mim, de batalhar e buscar realizar os meus sonhos, totalmente sem rumo e direção. Usei o meu sentimento como guia e minha vontade de liberdade. 
Segui em frente.
Sem olhar para trás.
Porque certas coisas não voltam.
Certas.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Pra não dizer que não escrevi neste domingo

Saí andando pelas ruas desta cidade como se fossem minhas, apenas. Eu sempre procurei algo nessas ruas e jamais encontrei, não sei ao certo o que é, mas sempre procurei. Procuro até hoje. Sou movido por paixões, acho que viver sem ter à quem dedicar-se não é bem o meu forte, preciso de emoções, diversas emoções. Eu caminhei e pensava, sem parar. Não, eu não parava de pensar. Mas no que eu pensava? Em tudo. No amor. O amor pra mim é tudo. Sentei na mesa do restaurante, pedi o prato do dia e comecei a escrever poesias. Quis expressar o que eu sentia naquele momento com palavras soltas ao vento, nada interligado. Às vezes estar junto cansa. Não que eu canse, mas as pessoas sempre cansam. Aí sim, o sempre existe. Continuei escrevendo. E as pessoas iam para lá e para cá, sentavam ao meu lado, saiam, me olhavam estranho, mandavam beijos e eu concentrado naquilo. No amor. Não resultaram em muitos escritos o meu sentimento, queria eu ainda conseguir convertê-los em bons escritos. Foi-se o tempo. O tempo sempre se vai. Porque diabos eu ainda não fui dormir? Porque me falta algo, eu ainda sinto aquele vazio. Estou cansada, muito cansada. Me sinto doente paciente. Espero tudo que vem, passar. É um sentimento tão puro que adentra em mim com leveza e dor e talvez nem seja tão puro assim. É como um veneno. Ela não vai voltar. Eu já não aguentava nem mais uma vez escutar aquele lindo nome. Por isso tapei os ouvidos e fiz minha imaginação gritar.

domingo, 28 de julho de 2013

O chão de um metrô e coisas que você ainda não sabe


Queria te contar mais esse acontecimento de minha vida mas não sei se já lhe contei tudo sobre mim, não sei  se você acompanha-a. Talvez nem seja tão interessante assim para que seja observada por ti como um belo livro. Você nunca sabe qual será a minha próxima atitude. Talvez ela possa lhe trazer saudade ou afastá-la de mim, ainda mais. Estou aqui sentado nesse chão vazio e empoeirado do metrô escrevendo essa carta para ti mesmo sabendo que não irá lê-la, mas independente disso, escrevo.Escrevo porque quando minhas emoções por ti começam a transbordar controlo-as escrevendo. Parei por um segundo e observei as pessoas ao meu redor, estão todas cansadas e olhando seus relógios. Não queria, mas, aqui estou eu contendo inúmeras lágrimas, cada uma com um sentimento diferente, até mesmo a indiferença. Enquanto as pessoas... ah, elas continuam me olhando.
Hoje venta e faz muito frio, lembrei-me das vezes em que abraçada à mim você ouvia uns dois, três contos meus antes de adormecer. Pegávamos aquele cobertor que a minha avó nos deu e nos cobríamos e dormíamos abraçados em dias como este. Porque as coisas boas se vão com tanta facilidade assim?
Demorei exatos 23 minutos (o nosso número da sorte) para chegar até a lanchonete da nossa antiga quadra. Foi aqui que eu lhe avistei pela primeira vez em minha vida. Sempre costumei agir com bastante indiferença aparentemente, e dessa vez não foi diferente. Você me olhou por inúmeros minutos e eu fingia não me importar. Na verdade, queria que soubesse que eu nunca tinha sido tão observado em toda a minha vida, costumo ser um cara invisível por onde passo.Enquanto me olhava daquele modo o meu coração palpitava incessantemente como nunca tinha ocorrido antes, e por fora, aquela mesma expressão de sempre: quase que nenhuma.
Comecei a fumar depois que te conheci. Isso é esquisito porque depois que cheguei a conclusão que não lhe conhecia mais, continuei fumando. Hoje paro e volto quando eu quiser. Sempre que não sinto saudade do teu calor, não trisco em um cigarro se quer. Milagrosa essa falta de saudade! Decidi parar porque apesar da vida ser bem chata na maioria das vezes, ainda não quero morrer.
Acabo de tomar um café. Hoje, pela primeira vez em minha vida decidi tomar aquele bem doce que você sempre pedia, e lembrei-me de muitas coisas! Pulemos essa parte. Deixei uma poesia na 7ª mesa ao lado esquerdo da porta de entrada, se um dia puder, leia-a. Eu a compus enquanto observava o seu rosto sem que me dirigisse algum olhar.
Os anos se passaram (e como...), eu lembro que quando mais jovem eu carregava um lema comigo: "O tempo resolve tudo." e acredito que de ti restaram apenas as boas e inúmeras lembranças da qual descrevi um pouco nesse papel amassado que encontrei no fundo de minha mochila, acredito que este tenha sido o melhor jeito que o tempo encontrou para resolver-nos. Jogarei-o por aí, torcendo para que você o encontre e seja curiosa o bastante para abri-lo e reconhecer a minha inconfundível letra (como você costumava dizer). Deixo registrado nesse simples pedaço de papel uma parte do que guardei de ti, espero que compreenda os meus pensamentos um tanto aleatórios. É que quando um certo sentimento transborda eu preciso escrever mesmo sabendo que ninguém irá compreender, até mesmo você que jurou me entender e suportar minha loucura e meus vários momentos de insanidade. Hoje sou o reflexo do que causou em mim. Se um dia encontrar-me, apenas me observe como sempre fez e verás o que me tornei.

Com amor, eu.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Mas, tudo bem

"É sexta-feira, amor"
Manhã
O sol bate na janela
adentra o quarto
Encontra alguém
É, o Sol encontra
Me abraça
e milhares de devaneios perambulam por ali
E o coração se pergunta quando há de ter paz.

A vida, mãe nossa?
Não sabe lhe responder
E aquela doce agonia está sempre por perto
Um doce, meio amargo, chamado paixão
Outro doce que deixam amargar chamado, amor

Queira o coração esquecê-la
ou esquecê-los
queira conviver com ela
ou eles
Ela sempre estará ali
A tal da agonia
Queira o coração, aceitar a situação
Queira

Porque a vida é mesmo assim...
Desse jeito.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Uma noite sem porquês.

E não me venha com mais perguntas sem respostas. Minhas dúvidas costumam ser o bastante para mim, eu não preciso que me deixe a desejar. Viva com as suas próprias dúvidas, não aumente as minhas. Traga até mim apenas as certezas da vida (se é que existem). Por que o que quero, na verdade, é a resposta para todas as dúvidas, mesmo que seja difícil aceitá-las assim quando surgem. Às vezes até finjo não existir, aí eu durmo. O mundo sempre quer me mostrar algo, disso eu sei. O problema é que ando meio preocupada demais com o que deve ser, do que com o que realmente é. Aqui, agora. Não vivo de incertezas, não, e ninguém vive. Antes uma realidade do que inúmeras ilusões, e aí, tudo se complicará menos. Que nenhuma pressão seja exercida sobre mim, é só isso que peço. Dúvidas me pesam. Dúvidas são as próprias pressões em exercício. No momento, eu abomino-as. E se me compreende, meus agradecimentos. A quem não sabe o que descrevo aqui, meus sinceros pêsames. Resolvi fugir das dúvidas essa noite.

Escrito com Matheus Maia.

domingo, 14 de julho de 2013

Isso para mim tem outro nome

Então deixa o choro vir e banhar o teu rosto
lavar a alma
acariciar-te como ninguém.
Deixe que ela te ouça, só ela.
A lágrima.
 Deixa que o tempo que tic-tac-teia
sopre o molhar desses pequenos pingos,
deixa.
É só mais uma noite que se vai
em busca de explicações para aquilo que, talvez,
nem tenha respostas.
Deixa estar que alivia.
Deixe estar.
Apenas.
Deixe.

domingo, 7 de julho de 2013

Alguns devaneios, poucas normalidades e um final cheio de "talvez"

Será que é errado pensar no futuro? Qual será a verdadeira face dos devaneios? Parecem verdadeiras loucuras. Talvez eu seja uma loucura normal, comum e ao mesmo tempo diferente. Acho que cada um tem em si um espírito de questionamentos infindáveis, da filosofia no ato, enquanto vive. É como se fosse uma chama que a partir do momento que acendemos-a, ferve em nós pensamentos que nos fazem delirar, mesmo que por pouco tempo. Em algum momento é necessário uma pausa para descansar, descansar o espírito, abrir mão das loucuras. Será que fomos feitos para morrer? Qual será o sentido da morte? Quem sabe um dia existiu algum "antídoto" que fizessem-nos viver  mais do que o normal e, com o tempo, esse antídoto foi sendo castigado e excluído pelas atitudes dos seres humanos? Hoje vivemos e morremos rápido, sem ver, sem saber o por quê. Haverá mesmo um sentido para o fim da vida? Será que há um jeito de viver eternamente? E criaram drogas destrutivas, e transformaram bons sentimentos em seus opostos. Do amor ao ódio, da paixão a possessividade, da compreensão a falta disso. Será que existe um caminho realmente certo a seguir? Penso que haja. Há momentos em que sinto-me bem seguindo tal estrada, há momentos em que incomodo-me e me transfiro a outra. E o medo, porque existe? Ressuscitamos ele por querer? Sentir medo talvez seja um ato involuntário, quase invisível. É preciso sensibilidade para decifrá-lo e mudar a rota, sair do medo, esquivar-se. E são tantos questionamentos para poucas respostas. Talvez isso nem seja um ato louco: questionar. Como ouvi dizer: as perguntas nos mantém acordados para tudo aquilo que acontece ao nosso redor. São elas que nos livram da alienação presente no dia-a-dia de cada um, seja nós quem formos, seja lá qual for a nossa classe social e a nossa postura diante da sociedade. Viver e questionar o futuro: mesmo que seja errado não evitarei que seja assim, preciso questionar e, talvez, todo mundo precise. Talvez isso seja viver. E sempre haverá coisas que terão um fim e deixarão porquês no ar,  isso poderá ser natural, depende de quem vê. A loucura é diferente e presente em cada um de nós. Acredito que um dia o tempo trará respostas para todas essas perguntas, sejam elas minhas dúvidas ou as tuas. Costumo dizer que o tempo resolve tudo, e talvez eu use "talvez" demais, mas a verdade é que eu jamais terei certeza de algo. Para mim tudo é um mito e as opiniões são todas relativas dentro de nós, e eu pensarei assim até que me provem o contrário. Esse é o "meu mundo".

domingo, 23 de junho de 2013

Sensações de domingo

Não tenho pressa. Pressa pra quê? Pra nada, hoje é domingo. Domingo preguiça. 23 de junho. Águas de março. Águas de junho. A terra e o céu se unem de um modo peculiar. E não vejo nada passar, não tenho pressa. O vento passa, ele passa. Não tenho pressa. Uma hora chega. Chega amor. Sossego elevado. Sono. Tudo. Mas "tudo" é relativo, o que seria tudo? Seria a minha, a tua vida, juntas? Ou todas as vidas juntas? Juntas da gente. O tudo de todos. E com calma... irei morar nos braços de alguém, e será meu novo abrigo. Meu novo ponto de inspiração, minha vida unida a outra. E talvez eu encontre o meu "tudo", mas o "tudo" também se vai. E é aí que não tenho pressa, sou preguiçosa. Passo lento. Pressa pra quê? A lerdeza do passo. Guarde teus passos, caminhe devagar. Quando caminha devagar o mundo torna-se mais perceptível. Sem pressa. Sem pressa a vida esvai. Sem drama. Sem chama. Sem frio. Só vai. E baterá a saudade, e os papos e escritos ficarão aleatórios, mas o "tudo" passa. E o que ontem era tudo para mim, hoje já não é nem o "nada".

sábado, 8 de junho de 2013

Olhos negros, poesias e poemas

Seus olhos negros me fazem
escrever poesias e poemas.
Pequenas e grandes palavras
de um coração que deseja amor.
Só que tu, pequena, se foi
e me deixou aqui no frio
meio que sem rumo.
Hoje bebo e fumo
finjo que te esqueço.
É, não há muito o que dizer...
Sigo em frente.
Hoje, nada mais me prende.

domingo, 2 de junho de 2013

Vomito minhas letras

Porque você não mentiria para alguém como eu? Porque? Porque diria somente a verdade? Me banhe com tuas verdades guardadas em um baú com nome de coração. Não, não minta desta vez. Vomite tuas palavras em mim, vomite teus sentimentos. A vida é longa, escrevo páginas em um livro que parece nunca terminar e já acho que vivi muito. E se eu realmente tiver vivido bastante coisa assim?
É tarde. Muito tarde. Quem sabe realmente é tarde demais. Talvez não tão tarde assim, mas agora é tarde. Desculpa, mas esse é um daqueles dias que eu engulo mais uma vez tudo o que eu queria dizer a ti, olhando em teu olho, acariciando o seu rosto e segurando uma de suas mãos. Eis que a vida segue, eis que eu sigo, sem olhar para trás. Sem querer seguir. Querendo voltar...
E seria diferente o seu modo de enfrentar dificuldades se eu estivesse ao seu lado ainda? Como seria? Que palavras confusas... mas eu sou uma pessoa confusa, dos pés a cabeça, do coração ao cérebro. Ninguém nunca irá entender, ninguém. Nem eu mesma.
Não sei o que faço, por onde ando, o que fiz de errado, o que devo dizer, e outras coisas. Não sei de muita coisa. "Não sei" faz parte de mim. Não sei, isso faz parte. E dessa vez, será que aprendi? Não a chamo de problema, situação. Você é apenas uma situação da qual depois a gente olha para trás e sorri, ou diz "era bobagem" em vista de qualquer outro acontecimento que seja.
Espero não fazer das minhas lições os meus maiores problemas. Não me importarei tanto. Farei coisas que sempre faço para esquecer por segundos coisas que me deixam mal. Preciso escrever, hoje eu preciso. Como preciso escrever todas as vezes. Como escrevo quando estou assim. Como escrevo quando... sei lá. Quando isso vai passar. Interrogações. Pedradas. Os olhos cheios de lágrima, ah, vai entender... não é mesmo? Quem sabe. Saudades, não. Deixa voar. Deixa voar por saber que sabes qual é o caminho de casa. O coração. Guarde a chave. Quero doses de vaidade: excesso de amor próprio. E o que estou escrevendo, onde irá parar? Precisar, mas precisar de quê? Não precise. Seja preciso. Sentimentos precisos. Precisamos é de uma boa dose de alegria, mesmo que não precise, mesmo que não seja tão necessário. Até logo. Que estranho...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Drinks, madrugadas e uma certa liberdade


Em um bar de uma esquina qualquer, dá alguns goles no seu copo de cachaça e sai do estabelecimento como um ser largado, livre. Camiseta aberta, calças caindo, caminhar desgovernado.Saiu sem rumo pelas ruas escuras da cidade. Acendeu um beck e esqueceu do mundo. Caminhou, caminhou, caminhou e foi interceptado por uma moça com uma ótima aparência que lhe chamou para tomar alguns drinks. Depois de inúmeros, ela o convidou para o seu pequeno quarto no alto daquele bar, entraram, tiraram a roupa e passaram a noite ali, juntos. Ele levanta da cama, acende um cigarro e observa a Lua às 4h da madrugada enquanto a moça estava ali: nua e deitada, ao alcance de seus olhos. Às 5h30min da manhã, ele começa a vestir-se novamente, em silêncio para não acordá-la, pega as suas coisas e retira-se dali. Sai pelas ruas mais uma vez, de madrugada. Mais uma vez está ali: caminhando sem rumo ao som do bom e velho Blues até que outra mulher o tenha por algumas horas, mais uma vez. Por enquanto está só, aguardando ansiosamente a próxima noite. Só deseja a pura e verdadeira sorte. Apenas isso, vivendo em busca do prazer: esse é o seu lema.

Aquilo que preciso

Tenho agonia dessa vida monótona.
Preciso que algo mude, preciso.
Preciso de tanta coisa que me perco.
Há tempos não acontece nada que me surpreenda de um modo positivo e mecha com meus sentimentos.
Mas agora, preciso descansar. Quero viver tranquila, quero ter um coração e uma mente totalmente leves.
Não quero me interrogar inúmeras vezes. Quero sentir que estou viva, por dentro e por fora. Interiormente e exteriormente. Não quero recordar-me de nada daquilo que me preocupa por longas e intermináveis horas. São tantas coisas, não cabem aqui, em meus pensamentos. Quero espaço. Poder respirar. Me utilizo daquilo que não faz parte de mim e sinto como se eu não estivesse aqui. A vida está cheia de vazios. Queria fugir de tudo, de uma vez só. Agora.

domingo, 26 de maio de 2013

Análises à parte

Mas se tiver algo bom pra lembrar e guardar comigo, que eu lembre. Que eu continue a minha vida aconteça o que acontecer, mesmo que as coisas pareçam nunca se ajeitar. Sei que um dia tudo ficará lindo e agradável, novamente. A vida é uma completa metamorfose: em questão de milésimos tudo pode mudar. Na verdade eu não sei quem sou, chego a conclusões e depois as perco. Isso é incomodante, porém, não há como evitar. Estou nos meus quase 17 anos, entre a adolescência e a fase adulta, quase que precoce. Todos os sentimentos embaraçados, contidos, estranhos, formando o meu caráter que talvez seja o único para uma vida toda. Sentimentos de que errei diversas vezes, mas também acertei o alvo e consegui arrumar a minha vida em todas as vezes em que ela ficou de cabeça para baixo. É como acordar dia após dia e o quarto estar literalmente bagunçado depois de uma mudança, e aos poucos vou lhe arrumando até que ele fique impecavelmente organizado como a minha vida é em alguns (e poucos) momentos. É assim que as coisas no meu universo fluem. Meu próprio universo. Dediquei-me a muitas coisas que não valeram a pena, mas o fato de eu saber que tudo que acontece tem um por quê visível, me faz prosseguir. Errei, oque é completamente normal. E acertei inúmeras vezes, mesmo sem perceber. Dizem que isso é de gente que é como a lua, pessoas de fases variadas. Se realmente for assim, bom, acho que todos os seres humanos são, até mesmo aqueles que usam máscaras e esquecem do que realmente são ao se infiltrar demais no personagem que criou para tentar fugir do que construiu em si próprio, do que realmente é. Mas, eu mesma prefiro assumir o que me tornei e prosseguir assim mesmo, porque no fundo eu sei que um dia as máscaras caem e não quero ter nenhum problema quando isso acontecer. Eu assumo a minha realidade mesmo que ela seja complicada e confusa, afinal, acho que viver é isso: encarar as coisas como elas realmente são. Não quero ser taxada de idiota, tão pouco hipócrita. Sou o que sempre fui, mesmo que eu não saiba o que sou.

Escrito com Matheus Maia.

sábado, 11 de maio de 2013

Alguma mala.

Sabe o que eu queria, mesmo? Fugir pra um lugar, fugir. Quem sabe eu conseguiria colocar essa minha cabeça no lugar? Porque anda tudo tão bagunçado, parece impossível que eu consiga “me ajeitar”. Colocar umas roupas numa mochila gigante com uma barraca e um bom tênis e seguir, sem rumo até que minha mente se purificasse do mal que tenho causado à mim, ultimamente. Comprar uns cigarros. Os meus melhores amigos costumam ser os 20 cigarros de um maço. Onde encontro forças para não desistir? Será que elas habitam dentro daquilo que eu sou? Eu me questiono, toda hora. Imagino o quão deve ser insuportável me ver reclamar da vida todos os dias, me ver com uma cara indiferente dia após dia desde que não tenho estado bem. Está tudo bem e de repente eu já não sei mais o que houve. Tudo escurece, fica horrendo e dolorido. E esse aperto aqui no meu peito, até onde vai? Preciso reencontrar o meu ponto de paz, talvez uma luz ao fim do túnel que caminho, caminho, caminho e nunca alcanço. Ultimamente os problemas tem vindo à tona, todos de uma vez. É como se eu recebesse caminhões de entulho em minhas costas e não conseguisse caminhar. Quem sabe consigo ficar aqui, parada, com esse bando de entulho psicológico em cima de mim? Quem dera eu toda vez que tomasse um banho, a minha alma e os meus pensamentos também entrasse no embalo. Há dias não consigo me reencontrar e me pergunto: onde é que eu fui parar? Cadê o meu eu? Não me encontro. E os meus sorrisos longos e alegres, onde estão? Será que eu tenho me abandonado sem perceber, deixado de cuidar dos meus problemas e afundando-me em ilusões? Até quando irei acordar e querer voltar a dormir com medo de enfrentar o mundo e conhecer pessoas, até quando? Tanta coisa mudou… cadê a minha coragem…? Eu vou tentar sair por aí, meio que sem rumo. Irei me procurando em todos os cantos possíveis, em todas as cidades, em todos os lugares que eu puder. Quem sabe eu esbarro em mim, por aí? Quem sabe o meu eu também esteja à minha procura? Não adianta. A minha cabeça não pára um segundo. A madrugada pode ser sim a melhor hora para pensar, mas é nessas horas frias que eu encontro a minha insanidade adormecida. Não queria acordá-la. Mas no final, acaba tudo bem. Hoje já é um novo dia. Que eu tenha uma boa madrugada, um bom dia.

Imagina.

Entre e feche a porta, eu desligo a luz. Deixe que eu feche todas as janelas e fique tudo bem escuro. Nada precisa ser visto e observado nesse momento, apenas sentido. Tudo começa com um beijo, nenhum de nós dois sabemos onde isso irá parar. Minutos depois eu sinto o meu corpo deslizando pelo seu precedido de leves sussurros. A minha mão alcança a sua cintura. Impossível me conter, o teu corpo grita por mim e eu desejo você. A tua boca me chama. É você, tudo o que eu desejo, agora. Agora, é só eu e você. Ninguém para atrapalhar. Você retribuí com todo o seu charme. Nossos corpos estão quentes. Realizamos todos os nossos desejos sem perceber que a hora passou. Esquecemos do mundo e só existe eu e você. No final das contas ninguém entende o que acontece entre a gente. Ninguém nunca irá entender, por mais que se esforce. Já é tarde. Cansamos. Agora é hora de deitar a cabeça no travesseiro e refletir: onde iremos parar? Se é que vamos parar…

Por muito dizer...


- Tentar dizer e falei até demais.
Mesmo assim senti que ainda faltava algo à ser dito. Algo que nem eu mesma sei. Sinto um sono imenso, acabei descobrindo que dormir é (praticamente) a melhor coisa do mundo para fazer. Não me incomodo quando durmo e não incomodo à ninguém. Relaxo. Esqueço os problemas. Tudo passa… O que não passa quando eu adormeço? Por mim, nada. É certo que eu crio as piores expectativas possíveis, talvez elas evitem muita coisa. Consigo me virar a maior parte da minha vida, sozinha. Desabafos em cima de desabafos. Coitado de quem me ouve ou lê o que escrevo. O meu rosto, creio eu que não tem expressado nenhum sentimento, ao contrário do que acontece dentro de mim. Me pego sempre com a cabeça encostada no vidro do ônibus e o meu olhar distante. Até fico me perguntando: o que será que essas pessoas pensam quando me veem assim? Mas isso não importa. Os meus dedos cheiram a cigarro, os meus melhores companheiros. Percebo que a esperança de que tudo pode melhorar tem medo de aproximar-se de quem sou e não sei bem o por que. Vomito palavras que mais parecem abismos esquisitos. Foda-se, o peso da vida diminui. Sinto tudo girando, de cabeça para baixo. Que ânsia! Terminarei o meu dia monótono, chato, assim: escrevendo. Talvez seja a única coisa que ainda sei fazer, se é que sei. Porque o resto… é só o resto.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Efeitos de uma madrugada sem você

Eu não sei que efeito é esse que trás a madrugada, mas acho que o vento dela carrega a saudade de ti na mesma intensidade do frio que sinto aqui. São 02:13 da “manhã”. Há alguns minutos atrás eu deitei e tentei (em vão) adormecer, mas algo me incomoda. Distância e saudade. “Distância e saudade” ecoam sem parar em minha consciência. E você, o que será que está sonhando neste exato momento? É, amor. Cá estou eu em minha casa, sem ti. Lembrando de como começamos e de como estamos indo. Tomando goles de consciência para compreender que dessa vez a paixão me laçou. Mais um gole para eu perceber que é de ti que devo (e quero) cuidar, passar anos e anos contigo. Outro gole para que fique claro que o meu coração está em suas mãos. Tento entender o que é isso que você causa em mim, mesmo estando longe. É, cheguei a conclusão de que certas coisas a gente não precisa entender, só precisa viver e sentir. Essa é a verdade. E o que sinto, só aumenta. A paixão me embriagou, literalmente.

domingo, 28 de abril de 2013

Apesar dos pesares

Teu coração explode de tanto sentimento e tu não sabes onde isso vai parar. E sente aquele medo de arriscar, de se ferir mais uma vez. Mas agora pensa de um modo distinto de como pensava. E, mesmo com isso tudo, decidiu aproveitar cada minuto. Bons ou ruins... as coisas costumam sempre ter sentido. Talvez não há explicações agora, mas haverá de ter. Sem pressa. Chegou a conclusão de que enquanto essa mesma mão estiver segurando a sua como está segurando ultimamente, seja lá onde quiserem ir, juntos, não haverá por que desistir. Em um caminho de gestos tão simples, encontrou o amor. É, a felicidade bateu em sua porta. Pra quem antes vivia algo tão monótono e se inspirava com o ócio aborrecedor dos dias, sim, o mundo girou (e como...). Antes as musicas que falam de amor não faziam o mínimo sentido para ti, agora elas fazem tanto sentido... Sua mente não pára um segundo, a sua vida passa mais rápido do que milésimos. Ah, sua vida há dias atrás... como tudo mudou assim, tão rápido? Acho que é mais ou menos isso que o amor faz com a gente. Deixa tudo de cabeça para baixo, de um modo bom, como uma brincadeira de criança. Eis que o amor bateu a sua porta e você deixou entrar, agora deixe que ele permaneça. Ou melhor, ela.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

E enquanto o tempo passa...


E enquanto o tempo passa ao meu redor, o meu mundo pára sempre que estou ao seu lado. Bebo um café, acendo um cigarro, escuto alguma musica e abaixo a cabeça… e o meu mundo gira, não pára. Você não está aqui. Enxergo outro mundo onde só existe “nós”. Tenho percebido que o meu sorriso depende tanto de você, ultimamente. O tempo passou… despertei. Despertei do filme em que assisti em minha mente e é uma pena não lhe ter aqui, presente, fisicamente. Cada tempo sem ti é uma tortura incessante. Lembrar do tom da sua voz numa noite fria enquanto te abraço, lembrar do seu toque enquanto te beijo, isso tudo é tão torturador. Aí está: você é o meu sonho, e eu não quero acordar, é um ato totalmente desnecessário. São 20:00 horas da noite, aqui venta e faz frio. Todas as janelas fechadas, o cobertor ao meu lado, calças e casacos me cobrem. Mas o meu frio é interior, até que você possa estar ao meu lado e mudar tudo isso como tem mudado toda a minha vida, desde que está aqui, dentro de mim.

sábado, 13 de abril de 2013

Então, me namora?



Mas a verdade, amor, é que eu sou um verdadeiro fracasso para amar. Eu me entrego, confio, me afundo. Mas tu sabes que o que sinto é puro e forte, vai além de qualquer infinito, além de qualquer céu azul.
Lhe peço que não me abandone, ó pequena. Esperei tanto por você. Sei que sou difícil de lidar, mas lhe dou o meu amor. Vamos, ele é todo seu. Abra os braços diante desse vento e então, quando cansar dessa aparente liberdade, eu segurarei-os e deixarei que sinta a liberdade bater em teu rosto.
Mas olha, preste bem atenção: não esqueça que tenho os meus defeitos, decepções na lembrança e qualidades. Não coloque todas as suas esperanças em cima de mim, não quero magoar-te. Quero surpreender-te.
Agora levanta essa cabeça, olha bem dentro dos meus olhos... consegue enxergar algo? Não? Olha mais um pouco. Repara. Eles brilham. Brilham porque tenho certeza de que é contigo que quero ver horas e horas passando rápido, porque quando estou ao seu lado parece que o tempo voa e quando vejo...
É amor, chegou a hora de eu me despedir. Olha, o sol já se pôs. Mas saiba que eu te carrego bem aqui dentro, no fundo do meu coração. Amanhã eu volto, pode ser? Mas amanhã, será a minha vez de olhar em teus olhos e farei aquela pergunta clichê que a gente faz quando gosta de alguém. "Então, me namora?".

"Se ela botar fé na minha história que é de rocha e vem do coração, vou estender o pano mais bonito feito na ilha de madagascar."

terça-feira, 9 de abril de 2013

Pensamentos, o que realmente sou, confusões e outras coisas


Eu sei que são apenas pensamentos de quem vive uma confusão imposta pelas pessoas que estão ao seu redor, e tudo não passa de uma mera invenção de fatos. E aí você começa a observar-se de um modo diferente, de uma perspectiva que só consegue enxergar depois de algumas dificuldades que a vida lhe impõe. E acaba perdendo a noção dos dias, da vida e do tempo. É quando não encontra explicação para mais nada, só se deixa levar. Sabe que o tempo está passando e está envelhecendo aos poucos, mais por dentro, do que por fora. Apenas deseja que as palavras que lhe dizem não o levem a precipício nenhum. Querem provar a ti que você é o que eles pensam e não o que você pensa de si próprio, mas eles não estão certos. E as coisas começam a complicar, ficam todas de cabeça para baixo, embaralhadas. Seu desejo é cuidar de quem cruza o seu caminho, mas como? Não consegue cuidar de si mesmo. Se joga no mundo e vive sem saber em que lugar irá chegar. Seus ouvidos estão tapados a quem quer que seja, quer se virar sozinho, está sozinho. Percebe isso ao olhar ao redor e ver que é tudo tão superficial, que as pessoas não tem mais a capacidade de amar e acreditar umas nas outras, são egoístas. Talvez nem você que diz acreditar no amor, amou um dia, e todo caminho que percorre leva a mesma resposta: "não, eu não amei a ninguém" além dos bons e velhos amigos, seria isso um ato de egoísmo? A pergunta ecoa na sua mente a cada minuto vivido. Ao abrir o livro que já está no final, sente como se não quisesse a companhia de ninguém. Quer encontrar-se no seu próprio mundo, o mundo criado dentro de si do qual deveria ser perfeito, até ser invadido. Acorrentaram-lhe e viu vários paradigmas. Saiu quebrando todos, quebrou todos os tabus da vida. E sabe onde quer chegar, mas também sabe que a vida é longa. Queria mesmo é saber o que ela lhe reservara, mas a vida não lhe diz uma palavra e se disser você sabe que seus ouvidos estão tapados. Agora só escuta o que quer dizer e ouvir. E o resto? Agora não, agora não importa. Está preocupado demais com o que realmente é e não com o que pensam que ele é. E como diz Caetano em uma de suas canções: "Hoje eu mando um abraçaço" à quem sabe o que realmente sou e não tenta fazer de mim alguém diferente.

Dedicado a minha mãe.

sábado, 30 de março de 2013

Desapego?




Decidi largar tudo. Livrar-me do que tenho feito de mim. A minha vida é repleta de rotinas das quais prefiro não reclamar, "está tudo bem". Ah... você não imagina em quantos lugares eu tentei me achar, quantos olhares eu cruzei pra tentar me enxergar. Esses tais sentimentos são como montanha-russa e fazem com que eu não saiba se estou bem ou se não estou, sei apenas que estou (seja lá como for). Faço das minhas palavras as minhas próprias confusões e embaraços, e não há quem desembarace. Tanta coisa já não faz sentido, porque será?... Sinto saudades de como já me entendi, de como já me controlei, mas agora isso parece um sonho distante. É uma pena.

"Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial
Algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei"