E não me venha com mais perguntas sem respostas. Minhas dúvidas costumam ser o bastante para mim, eu não preciso que me deixe a desejar. Viva com as suas próprias dúvidas, não aumente as minhas. Traga até mim apenas as certezas da vida (se é que existem). Por que o que quero, na verdade, é a resposta para todas as dúvidas, mesmo que seja difícil aceitá-las assim quando surgem. Às vezes até finjo não existir, aí eu durmo. O mundo sempre quer me mostrar algo, disso eu sei. O problema é que ando meio preocupada demais com o que deve ser, do que com o que realmente é. Aqui, agora. Não vivo de incertezas, não, e ninguém vive. Antes uma realidade do que inúmeras ilusões, e aí, tudo se complicará menos. Que nenhuma pressão seja exercida sobre mim, é só isso que peço. Dúvidas me pesam. Dúvidas são as próprias pressões em exercício. No momento, eu abomino-as. E se me compreende, meus agradecimentos. A quem não sabe o que descrevo aqui, meus sinceros pêsames. Resolvi fugir das dúvidas essa noite.
Escrito com Matheus Maia.
Escrito com Matheus Maia.