Mas o céu ainda está nublado apesar dos pesares de que o coração está feito primavera: chove para que tudo fique mais belo. Abre-se um arco-íris mental independente do tempo lá fora. Aqui dentro tudo funciona de um modo distinto e estranho dos outros, eu sou o que eu sou, eu sou o eu estranho. Sem me explicar, explicar não adianta, nós sabemos disso. As frases não permanecem (cor)retas, são linhas tortas de alguém torto que mal vê defeito nos outros. Conversam entre si longe de meus ouvidos, atrás da melodia de minha música. Mas eu nem me importo, quiçá. Que seja! Que venham lindas e novas fases, e se tiver que chover que seja para alimentar as flores que colorem o dia e o coração. Sem egoísmo, sejamos francos e solidários, sem negar que: todos nós precisamos de alguém que seja como um sol: nos aqueça, compartilhe sua luz própria e faça-nos enxergar a beleza do redor. Preciso, também, ser sol em vidas. Quero. Preciso. Quero o que for preciso e certo, aprender o Português, não esconder-me da luz que tu provocas a sós em meu interior. E exterior? Dos pés a cabeça, inúmeros arrepios. Se não sou bom no que faço, esforço-me, mas sem esforço faço-lhe feliz. E se houver escuridão em ti em alguma noite dessas, serei a tua lua. Às vezes não tenho luz própria, necessito do sol para que haja alguma luz. O sol precisa de outras belezas, se for você o meu sol, precisará das poucas belezas que vem de meu interior. Vou fazer-te pensar nas coisas da vida e tu me fará entender o que eu nunca compreendi por completo, uma boa parte da vida. Boa parte.