sábado, 11 de maio de 2013

Por muito dizer...


- Tentar dizer e falei até demais.
Mesmo assim senti que ainda faltava algo à ser dito. Algo que nem eu mesma sei. Sinto um sono imenso, acabei descobrindo que dormir é (praticamente) a melhor coisa do mundo para fazer. Não me incomodo quando durmo e não incomodo à ninguém. Relaxo. Esqueço os problemas. Tudo passa… O que não passa quando eu adormeço? Por mim, nada. É certo que eu crio as piores expectativas possíveis, talvez elas evitem muita coisa. Consigo me virar a maior parte da minha vida, sozinha. Desabafos em cima de desabafos. Coitado de quem me ouve ou lê o que escrevo. O meu rosto, creio eu que não tem expressado nenhum sentimento, ao contrário do que acontece dentro de mim. Me pego sempre com a cabeça encostada no vidro do ônibus e o meu olhar distante. Até fico me perguntando: o que será que essas pessoas pensam quando me veem assim? Mas isso não importa. Os meus dedos cheiram a cigarro, os meus melhores companheiros. Percebo que a esperança de que tudo pode melhorar tem medo de aproximar-se de quem sou e não sei bem o por que. Vomito palavras que mais parecem abismos esquisitos. Foda-se, o peso da vida diminui. Sinto tudo girando, de cabeça para baixo. Que ânsia! Terminarei o meu dia monótono, chato, assim: escrevendo. Talvez seja a única coisa que ainda sei fazer, se é que sei. Porque o resto… é só o resto.