Mas se tiver algo bom pra lembrar e guardar comigo, que eu lembre. Que eu continue a minha vida aconteça o que acontecer, mesmo que as coisas pareçam nunca se ajeitar. Sei que um dia tudo ficará lindo e agradável, novamente. A vida é uma completa metamorfose: em questão de milésimos tudo pode mudar. Na verdade eu não sei quem sou, chego a conclusões e depois as perco. Isso é incomodante, porém, não há como evitar. Estou nos meus quase 17 anos, entre a adolescência e a fase adulta, quase que precoce. Todos os sentimentos embaraçados, contidos, estranhos, formando o meu caráter que talvez seja o único para uma vida toda. Sentimentos de que errei diversas vezes, mas também acertei o alvo e consegui arrumar a minha vida em todas as vezes em que ela ficou de cabeça para baixo. É como acordar dia após dia e o quarto estar literalmente bagunçado depois de uma mudança, e aos poucos vou lhe arrumando até que ele fique impecavelmente organizado como a minha vida é em alguns (e poucos) momentos. É assim que as coisas no meu universo fluem. Meu próprio universo. Dediquei-me a muitas coisas que não valeram a pena, mas o fato de eu saber que tudo que acontece tem um por quê visível, me faz prosseguir. Errei, oque é completamente normal. E acertei inúmeras vezes, mesmo sem perceber. Dizem que isso é de gente que é como a lua, pessoas de fases variadas. Se realmente for assim, bom, acho que todos os seres humanos são, até mesmo aqueles que usam máscaras e esquecem do que realmente são ao se infiltrar demais no personagem que criou para tentar fugir do que construiu em si próprio, do que realmente é. Mas, eu mesma prefiro assumir o que me tornei e prosseguir assim mesmo, porque no fundo eu sei que um dia as máscaras caem e não quero ter nenhum problema quando isso acontecer. Eu assumo a minha realidade mesmo que ela seja complicada e confusa, afinal, acho que viver é isso: encarar as coisas como elas realmente são. Não quero ser taxada de idiota, tão pouco hipócrita. Sou o que sempre fui, mesmo que eu não saiba o que sou.
Escrito com Matheus Maia.