Queria te contar mais esse acontecimento de minha vida mas não sei se já lhe contei tudo sobre mim, não sei se você acompanha-a. Talvez nem seja tão interessante assim para que seja observada por ti como um belo livro. Você nunca sabe qual será a minha próxima atitude. Talvez ela possa lhe trazer saudade ou afastá-la de mim, ainda mais. Estou aqui sentado nesse chão vazio e empoeirado do metrô escrevendo essa carta para ti mesmo sabendo que não irá lê-la, mas independente disso, escrevo.Escrevo porque quando minhas emoções por ti começam a transbordar controlo-as escrevendo. Parei por um segundo e observei as pessoas ao meu redor, estão todas cansadas e olhando seus relógios. Não queria, mas, aqui estou eu contendo inúmeras lágrimas, cada uma com um sentimento diferente, até mesmo a indiferença. Enquanto as pessoas... ah, elas continuam me olhando.
Hoje venta e faz muito frio, lembrei-me das vezes em que abraçada à mim você ouvia uns dois, três contos meus antes de adormecer. Pegávamos aquele cobertor que a minha avó nos deu e nos cobríamos e dormíamos abraçados em dias como este. Porque as coisas boas se vão com tanta facilidade assim?
Demorei exatos 23 minutos (o nosso número da sorte) para chegar até a lanchonete da nossa antiga quadra. Foi aqui que eu lhe avistei pela primeira vez em minha vida. Sempre costumei agir com bastante indiferença aparentemente, e dessa vez não foi diferente. Você me olhou por inúmeros minutos e eu fingia não me importar. Na verdade, queria que soubesse que eu nunca tinha sido tão observado em toda a minha vida, costumo ser um cara invisível por onde passo.Enquanto me olhava daquele modo o meu coração palpitava incessantemente como nunca tinha ocorrido antes, e por fora, aquela mesma expressão de sempre: quase que nenhuma.
Comecei a fumar depois que te conheci. Isso é esquisito porque depois que cheguei a conclusão que não lhe conhecia mais, continuei fumando. Hoje paro e volto quando eu quiser. Sempre que não sinto saudade do teu calor, não trisco em um cigarro se quer. Milagrosa essa falta de saudade! Decidi parar porque apesar da vida ser bem chata na maioria das vezes, ainda não quero morrer.
Acabo de tomar um café. Hoje, pela primeira vez em minha vida decidi tomar aquele bem doce que você sempre pedia, e lembrei-me de muitas coisas! Pulemos essa parte. Deixei uma poesia na 7ª mesa ao lado esquerdo da porta de entrada, se um dia puder, leia-a. Eu a compus enquanto observava o seu rosto sem que me dirigisse algum olhar.
Os anos se passaram (e como...), eu lembro que quando mais jovem eu carregava um lema comigo: "O tempo resolve tudo." e acredito que de ti restaram apenas as boas e inúmeras lembranças da qual descrevi um pouco nesse papel amassado que encontrei no fundo de minha mochila, acredito que este tenha sido o melhor jeito que o tempo encontrou para resolver-nos. Jogarei-o por aí, torcendo para que você o encontre e seja curiosa o bastante para abri-lo e reconhecer a minha inconfundível letra (como você costumava dizer). Deixo registrado nesse simples pedaço de papel uma parte do que guardei de ti, espero que compreenda os meus pensamentos um tanto aleatórios. É que quando um certo sentimento transborda eu preciso escrever mesmo sabendo que ninguém irá compreender, até mesmo você que jurou me entender e suportar minha loucura e meus vários momentos de insanidade. Hoje sou o reflexo do que causou em mim. Se um dia encontrar-me, apenas me observe como sempre fez e verás o que me tornei.
Com amor, eu.
Comecei a fumar depois que te conheci. Isso é esquisito porque depois que cheguei a conclusão que não lhe conhecia mais, continuei fumando. Hoje paro e volto quando eu quiser. Sempre que não sinto saudade do teu calor, não trisco em um cigarro se quer. Milagrosa essa falta de saudade! Decidi parar porque apesar da vida ser bem chata na maioria das vezes, ainda não quero morrer.
Acabo de tomar um café. Hoje, pela primeira vez em minha vida decidi tomar aquele bem doce que você sempre pedia, e lembrei-me de muitas coisas! Pulemos essa parte. Deixei uma poesia na 7ª mesa ao lado esquerdo da porta de entrada, se um dia puder, leia-a. Eu a compus enquanto observava o seu rosto sem que me dirigisse algum olhar.
Os anos se passaram (e como...), eu lembro que quando mais jovem eu carregava um lema comigo: "O tempo resolve tudo." e acredito que de ti restaram apenas as boas e inúmeras lembranças da qual descrevi um pouco nesse papel amassado que encontrei no fundo de minha mochila, acredito que este tenha sido o melhor jeito que o tempo encontrou para resolver-nos. Jogarei-o por aí, torcendo para que você o encontre e seja curiosa o bastante para abri-lo e reconhecer a minha inconfundível letra (como você costumava dizer). Deixo registrado nesse simples pedaço de papel uma parte do que guardei de ti, espero que compreenda os meus pensamentos um tanto aleatórios. É que quando um certo sentimento transborda eu preciso escrever mesmo sabendo que ninguém irá compreender, até mesmo você que jurou me entender e suportar minha loucura e meus vários momentos de insanidade. Hoje sou o reflexo do que causou em mim. Se um dia encontrar-me, apenas me observe como sempre fez e verás o que me tornei.
Com amor, eu.
