Selva de pedras
onde o céu é calmante
me vejo numa busca incessante
pelo amor inconstante
que me preenche em um instante,
porém, de nada vale
se não é sincero
de tanto que procuro
às vezes me encontro por aí.
Eu me desespero
acendo incenso
um ret
e determino um fim
naquilo que não me deixa voar
que me impede de ser livre
me lembro de onde eu vim
e derrubo muros de concreto.
Sigo o caminho certo
que de tão certo é estreito
mas é assim que me preencho
Devo ser humano feito
ou perto do quase
ou totalmente completo
repleto de teto e abrigo
me abrigo onde dizem
que a vida é mesmo pura fase.