quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Que madrugada?


São 4:32 da madrugada e eu aqui: em pé, com agasalhos da cabeça aos pés e esperando o próximo trem na estação escura que sabe-se lá que horas irá aparecer. Hoje eu não bebi como você está pensando, só resolvi voltar "um pouco" mais tarde para casa porque essa rotina de casa, trabalho e escola tem me cansado. Tu sabes que sinto a sua falta durante a semana inteira, não sabe? Pois é. Queria eu ter 30 horas por dia só para poder aproveitar pelo menos umas 4 horas contigo embaixo do meu cobertor. A minha casa ficou uma bagunça no decorrer da semana, a minha cama que divido contigo ainda está bagunçada, eu nem tive o trabalho de arrumá-la, até porque não faz sentido se você não está. Que falta é essa que você me faz? Hoje eu tive bastante tempo para pensar e decidi ser mais sereno sem perder toda a minha demonstração do quanto estou louco por ti. Me sinto preenchido a ponto de não desejar nem um cigarro enquanto estás comigo. Quem diria? Logo eu que nem mais acreditava nessa coisa toda de "bons sentimentos e pessoas verdadeiras existem"... Olha só o que você causou em mim. Revirou a minha cabeça, o meu coração, o meu físico. Revirou tudo. Sem contar que continua causando inúmeras sensações em mim, algumas eu desconhecia e outras eu tinha esquecido como era senti-las. Mas você me deixa em paz, basta eu saber que existe. Desculpa, meu amor, mas acabei de acender um cigarro para lhe contar que todo dia você me surpreende com algo e cuida de mim sem nenhuma reclamação, acredito eu. Sei que gosta até dos meus defeitos mais esquisitos. Parei de beber durante a semana depois que passei um dia sem ti e me afoguei para preencher o vazio que é a minha vida sem você, logo, me arrependi. Vou voltar para casa. É uma pena que a minha outra casa (teus braços) não estarão lá me esperando, porque aqui venta e faz muito frio, seria uma boa se estivesse abraçada comigo.
Cheguei em casa há umas 2 horas atrás, fui preparar o café da madrugada e acabei cochilando na mesa com o segundo cigarro do dia na mão, até queimei o dedo. Eu penso em você toda hora e nem me esforço para fugir disso, não mais. Eu não sei quanto tempo isso irá durar, não sei ao certo se os dias estão passando rápido demais, só sei que desejo ser infinito quando beijo a sua boca e aperto a sua cintura. E confesso que me sinto infinito por tudo o que sussurra em meu ouvido enquanto aproximo-te de mim, quando abre aquele sorriso maravilhoso quando digo alguma besteira que lhe faz sorrir. Me sinto infinito por te ter, e isso é tudo. Nem sei quanto tempo dura o "tudo", mas me sentir assim mesmo sentado sozinho em uma mesa num pequeno apartamento no centro da cidade; com buzinas de carro pela madrugada; a casa parecendo um cinzeiro gigante; com uma cama bagunçada; é a melhor sensação que alguém como eu (poeta, carente, louco e desajeitado) pode sentir. Eu me esqueço de tudo durante o dia, menos de você. Esqueci até que eu deveria ter dormido às 23:00 horas da noite. Eu durmo cedo ou pelo menos dormia, até te conhecer.