domingo, 2 de junho de 2013

Vomito minhas letras

Porque você não mentiria para alguém como eu? Porque? Porque diria somente a verdade? Me banhe com tuas verdades guardadas em um baú com nome de coração. Não, não minta desta vez. Vomite tuas palavras em mim, vomite teus sentimentos. A vida é longa, escrevo páginas em um livro que parece nunca terminar e já acho que vivi muito. E se eu realmente tiver vivido bastante coisa assim?
É tarde. Muito tarde. Quem sabe realmente é tarde demais. Talvez não tão tarde assim, mas agora é tarde. Desculpa, mas esse é um daqueles dias que eu engulo mais uma vez tudo o que eu queria dizer a ti, olhando em teu olho, acariciando o seu rosto e segurando uma de suas mãos. Eis que a vida segue, eis que eu sigo, sem olhar para trás. Sem querer seguir. Querendo voltar...
E seria diferente o seu modo de enfrentar dificuldades se eu estivesse ao seu lado ainda? Como seria? Que palavras confusas... mas eu sou uma pessoa confusa, dos pés a cabeça, do coração ao cérebro. Ninguém nunca irá entender, ninguém. Nem eu mesma.
Não sei o que faço, por onde ando, o que fiz de errado, o que devo dizer, e outras coisas. Não sei de muita coisa. "Não sei" faz parte de mim. Não sei, isso faz parte. E dessa vez, será que aprendi? Não a chamo de problema, situação. Você é apenas uma situação da qual depois a gente olha para trás e sorri, ou diz "era bobagem" em vista de qualquer outro acontecimento que seja.
Espero não fazer das minhas lições os meus maiores problemas. Não me importarei tanto. Farei coisas que sempre faço para esquecer por segundos coisas que me deixam mal. Preciso escrever, hoje eu preciso. Como preciso escrever todas as vezes. Como escrevo quando estou assim. Como escrevo quando... sei lá. Quando isso vai passar. Interrogações. Pedradas. Os olhos cheios de lágrima, ah, vai entender... não é mesmo? Quem sabe. Saudades, não. Deixa voar. Deixa voar por saber que sabes qual é o caminho de casa. O coração. Guarde a chave. Quero doses de vaidade: excesso de amor próprio. E o que estou escrevendo, onde irá parar? Precisar, mas precisar de quê? Não precise. Seja preciso. Sentimentos precisos. Precisamos é de uma boa dose de alegria, mesmo que não precise, mesmo que não seja tão necessário. Até logo. Que estranho...