Saí andando pelas ruas desta cidade como se fossem minhas, apenas. Eu sempre procurei algo nessas ruas e jamais encontrei, não sei ao certo o que é, mas sempre procurei. Procuro até hoje. Sou movido por paixões, acho que viver sem ter à quem dedicar-se não é bem o meu forte, preciso de emoções, diversas emoções. Eu caminhei e pensava, sem parar. Não, eu não parava de pensar. Mas no que eu pensava? Em tudo. No amor. O amor pra mim é tudo. Sentei na mesa do restaurante, pedi o prato do dia e comecei a escrever poesias. Quis expressar o que eu sentia naquele momento com palavras soltas ao vento, nada interligado. Às vezes estar junto cansa. Não que eu canse, mas as pessoas sempre cansam. Aí sim, o sempre existe. Continuei escrevendo. E as pessoas iam para lá e para cá, sentavam ao meu lado, saiam, me olhavam estranho, mandavam beijos e eu concentrado naquilo. No amor. Não resultaram em muitos escritos o meu sentimento, queria eu ainda conseguir convertê-los em bons escritos. Foi-se o tempo. O tempo sempre se vai. Porque diabos eu ainda não fui dormir? Porque me falta algo, eu ainda sinto aquele vazio. Estou cansada, muito cansada. Me sinto doente paciente. Espero tudo que vem, passar. É um sentimento tão puro que adentra em mim com leveza e dor e talvez nem seja tão puro assim. É como um veneno. Ela não vai voltar. Eu já não aguentava nem mais uma vez escutar aquele lindo nome. Por isso tapei os ouvidos e fiz minha imaginação gritar.