Poesia sem dor.
Lembranças.
Saudades...
Sem.
Chorei lágrimas que não valiam
uma nota de cem.
No ecoar dos sons,
acabo que sinto sonoramente
o meu corpo em silêncio.
Movimentos.
Gritos.
Sussurros.
Pedidos de socorro.
Uma musica fora de meus ouvidos.
Mas é a própria vida.
Desafinada, acertando os tons aos poucos.
Sinto-me maestro de mim mesmo.
Regente.
Reagi a tudo.
Eu sempre reagi...
A simplicidade exposta no corpo.
A leitura de uma poesia ou um poema.
A abertura de pequenos olhos.
A suavidade dos passos bailarinos.
Artísticos.
Tu, a minha mais bela arte já observada.
Teus gestos e delicadeza
destroem toda e qualquer frieza
imposta num momento de tristeza.
Teu olhar que de tão verdadeiro,
aquece-me, faça lá o frio que for.
Sou poeta louco, como preferir.
Mas, prefira a mim
como sou.
Tua bela voz que me acalma.
E o valorizar daquilo que não se tem valor.
O que esbanja riqueza, já não é enxergue.
E o encanto.
Histórias contadas nos cantos da cidade.
E eu aqui no canto.
A vida.
A linha tênue entre a paz e o abismo sentimental.
Vida dividida.
Levei em conta o que me encantou e fez sorrir:
Uma bela bailarina.
Me afoguei em ti, me esqueci das dores.
Ah, que bom seria
se tu fosse uma flor
que onde quer que eu passasse
teu perfume eu sentiria
e tua presença jamais se findasse
por todo o meu caminho
meio que sozinho
não sei até onde eu vou.