quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
O que me é real e vivo, eu vivo
Dizer que eu mato um leão por dia seria uma mentira. Na verdade, eu mato mais que um, todos os dias, às vezes, mais de um por hora. Mas hoje, apesar dessas matanças, sinto que a paz me abraçou lá dentro, além do físico. Me senti mais forte, não dura e fria como uma rocha, mas resplandescente como uma primavera. Surpreendentemente, digo, foi preciso um pequeno sermão de quem vem dos becos e vielas para a senhorita socialite. "Muié, cê não sabe porquê eu tô aqui, ó!", pronto. Matei. A fera curvou sua cabeça, deu meia-volta e sumiu, não se gabou do seu diploma na minha frente: quem luta de uma forma que ela talvez não tenha conhecido. Por aí, tive aula prática sobre o respeitar que você não conhece. Sinceramente, vejo que minha vida de caminhar por aí até acertar têm me feito fluente da alegria, dona da minha vida e conhecedora de muitas histórias das quais me enriquecem, pois eu tenho meus ouvidos atentos ao mundo e não costumo me limitar à um sofá espaçoso e caro com uma TV "majestosa" à minha frente nem aos meus filhos calados com seus celulares na mão. Eu sou do amor, mulher... Eu dou valor ao que tem real valor. Nossa senhora, rego tais por aí, sentindo as mais nítidas emoções que faltam-me à quem contar. Por fim, me sinto riquíssima, pois aos poucos vejo o mundo meu, não vejo papéis com valores capitais, que voam na primeira ventania e logo se vê as mãos vazias. A minha paz é poder sentir o vento passando pelo rosto, isso sim. Não consigo me render a esse mundo que me é imposto, ainda assim querem me cobrar imposto.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Nua. Crua.
O mundo pode tirar de você
Alguém que lhe ensinou a viver.
Essa é a minha maior e mais dolorosa certeza.
Vejo o quanto seres humanos são cruéis, também...
Vejo algumas tristezas que vem e vem, não se vão.
Olho pro lado, logo vejo um irmão pedindo um trocado
Na minha frente vejo corpos ao chão,
Adormecidos, esquecidos como um cão...
Sem dono.
Na favela matam vários negros,
Nas metrópoles morremos lentamente porque viemos do gueto,
Sem saber, já nascemos réus.
Mas o tempo é quem comando cada passo que dou,
Nunca me esqueci de onde eu vim, muito menos o que sou,
Onde é que agora estou?
Acordo todo dia de manhã,
Sempre fico à pensar,
Cumprir meus compromissos é sempre uma missão,
À começar pelo ônibus que todo dia é lotadão.
Na calma de um monge eu sigo em cima dessa trilha que o mundo me propõe
Nessa noite escura
Nesses versos que componho
Sabendo que mais uma vez me recomponho pelo que sonho.
Privilégio mesmo é nascer em berço de ouro, o resto é plágio.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Só
"você não é daqui não, né?"
pois eu trazia os vícios da grande cidade
"não, sou de Brasília"
e tudo ficou explicado
Lugar tão habitado
mas mesmo assim tenho dificuldade de encontrar loucura parecida com a minha
na esquina de cada uma dessas ruas
humanos parecem querer se complementar
E eu penso
falo comigo mesmo
apenas
Quer algo melhor do que os goles de saliva?
Pros solitários, só um copo de vinho quente
tomo goles de vida solta.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Sagaz, cidade.
Conheço essa cidade como meus pensamentos
até comparo as ruas: percorri curvas semelhantes em alguns corpos
Passei pra registrar uns fatos
acabei fazendo parte da maioria deles.
Essa parte da história eu conheço bem!
É, amigo...
não fujo da arraia, não.
Nunca fui de traçar passo em vão,
gosto de escrever em verso tudo o que eu não previ, pra vê se vejo o que há
mas não prevejo nada...
É por isso que a maioria não mergulha nu dentro de mim.
Encosto a cabeça na cadeira do busão e olho pra cima
esse céu azul meio cinza estático me traz calmaria
Há outras coisas que causam a mesma sensação de paz
Mas às vezes eu preciso só do meu espaço
Tanto egoísta como sagaz...
domingo, 4 de outubro de 2015
Longitude
Nada do que já fizemos poderá ser desfeito de fato
Não me submeti ao que a maioria aprova, isso já significa meu mundo estável
Mostrando a alma sem máscara mas o espírito envolto de escudo
Malandro é quem respeita o espaço!
É bom saber que o mundo é grande
mas mesmo assim dói saber que SP tá tão longe
A agitação da minha mente é semelhante a Rua Augusta, da qual eu desconheço
Permaneço distante
Nesse instante rezo pra que eu não me esqueça um segundo
Solitude nata
procuro o que não me prenda
fico onde me cabe melhor
Mais um dia de missão cumprida
é agora que volto pra casa
Não estou muito cansada para me despedir agora
Mas o cedo tornou-se tarde pr'eu me ajeitar sem que o tempo pare
Finjo que tenho pressa.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Cachos (pequenos relatos)
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Serena saudade plena
aqui, amor não tem de sobra.
As noites sem Lua costumam ser não muito aconchegantes.
Mas eu ainda quero ser poeta, mãe! E eu serei.
Ainda vou viajar o mundo, seguir mergulhando fundo,
em cada alma, em cada mar.
Hoje eu me lembro da vida precoce-antiga.
Do que me importa, do que esqueci e do que quero de volta.
O tempo não volta, lancei flores por aí, colhi pomares.
Quero meus passos serenos pra alcançar o que almejo.
Dar valor a cada sorriso que vejo e causo.
O que será, será... O que será?
O que é que vale?
Tantas horas jogadas no lixo,
esforços soprados ao vento,
colhendo e deixando morrer,
algo precisa mudar.
Mas hoje, só quero que o tempo não passe,
que algum corpo me aperte e ofereça um bom abraço.
Quando a vida corre demais,
quando você sente que lhe falta tempo,
começa a ver o que concretamente tem valor e,
consequentemente, costuma perceber aquilo que é supérfluo.
E são tantas as coisas aparentes e superficiais...
Não devo ser profunda pra mergulhar em algo tão raso demais...
Só sigo viajante, de codinome Pirata, e não é atoa.
Navego em todos os lugares até encontrar melhores mares,
me afastar dos males e concentrar-me em mim mesma.
Meus pés estão no chão, no ato.
No fim das contas, só quero mais liberdade.
Nada de arrumar as malas e sair de casa,
nem mesmo quero abrir mão do aconchego do abraço apertado de minha mãe depois de um dia cansativo.
Hoje, especialmente hoje, eu quis chorar.
Não sei ao certo se seriam lágrimas de alívio,
por ver o tempo passar,
ou por simplesmente saber quanto tempo ainda me resta para criar.
Hoje senti saudade até da nega que mora longe,
da prima-irmã que mora no meu prédio e quase não a vejo,
da irmã melhor confidente que em Minas Gerais está, com meus dois sobrinhos.
A vida vai passando, saudade dentro de mim ela tece.
Hoje eu parei para pensar.
É que eu sou assim.
É um mundo que gira dentro de mim.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Lá do alto
segunda-feira, 29 de junho de 2015
O que eu penso do amanhã
Nem planos eu quero...
Só levá-la a um bom lugar, causar boas sensações no corpo e no pensamento.
Sem papo barato de quem quer conquistar, nada de levar alguém ao céu.
Fazer a perna tremer com facilidade na hora da transa é bem melhor que isso,
ela se sente bem e eu também sinto.
É um sorriso seguido de uma grande gargalhada que eu quero escutar,
arrepiá-la facilmente, viajar na volúpia, sem dúvida!
Mas eu não sei agir, quando eu sinto não sei reagir.
Não quero vê-la partindo enquanto eu fumo meu cigarro
e nem perder a chance de criar mais um momento bom.
Vivo mergulhando fundo no que penso, se é certo ou errado, eu nem sei.
A realidade parece outra, mas é difícil aterrizar nela.
Se aconchegar no seu corpo é bem mais simples.
É aí que vejo a complicação de caminhar depois de estar no mesmo lugar durante tanto tempo,
revendo fatos e julgando as ilusões.
A mente não funciona à favor de mim.
A sensação me responde.
E meu olho mostra o quê?
Medo de haver mais um precipício para se jogar.
As coisas levam tempo pra crescer, mas eu sempre acho que vou morrer amanhã.
domingo, 24 de maio de 2015
Qualquer verso
Registrei, mas sem premeditar
Qualquer causa desses meus versos
É só pra desfazer um coração de concreto...
Não gosto disso, nem daquilo
Vou em busca do que me agrada
De quem me agrada
(Esse tal paladar...)
Gosto!
Nem que seja da boca
Do peito
Do aconchego
E do adeus...
Sou quem sinto e nada mais. (Será?)
Caminho, mas é a rua quem me leva
Em partes eu sou dela e ela é minha
Mas sou tua, também
Bem tua, meu bem
Quis segurar tua mão com a minha
Improvisar um verso
Acabar com suas dores e desprazeres
Gosto do teu ceticismo,
mas prefiro cê sorrindo
Porque te flores sempre que sorri.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
terça-feira, 19 de maio de 2015
Caliandra
Pra ti eu escrevo os mais singelos versos
Agradeço por me virar do avesso
E por criar momentos dos quais não me esqueço
Te chamo de flor do cerrado e não é atoa
Tão forte que nasce onde quiser
No terreno mais baldio e seco
reconhece resquícios de um solo bom
E soa como melodia rústica cada soprar do vento sobre nós
Só, eu não estou
Mesmo que longe flor
Sinto teu perfume
guardei sua essência no meu olfato
E de fato lhe tenho amor
"Todo fim de mundo
É fim de nada
É madrugada
E ninguém tem mesmo nada a perder
Eu quero ver,
Olho pra você,
Tudo vai nascer"
Seja como flor, mas que seja.
sábado, 16 de maio de 2015
Nada de blefe
Secando por dentro, mei' neutralizada
Preocupada só com o cheiro das cinzas
Procurando motivo pra ver se brinda
Pra ver se vinga, se vai embora...
E a sensação que fica habita por horas
Pra fugir do ócio, vários remédios outrora
Dei um gole e um trago pra neutralizar o tédio
No meio da agonia não se encontra paz
Pensa em ir pra rua só pra ver se o céu traz
sa...gacidade constante
E o frio congela as mãos mas o coração não
A situação se nega a ser assim diante dessa correria
O passo eu quero dar, mas sem pressa
Sem estar presa a qualquer peso do passado
E o que dói de verdade, não te interessa
São sequelas de um momento errôneo
E só de querer ter coragem
Ela dá suas caras!
De se entregar a viagem
só por ter alcançado o que tanto almejava
E se é a última chance, a gente nem sabe
Se "pá" o tempo pode responder
É que a dúvida arrepia até os nervos
Bem mais do que o frio que tá no cômodo
Incômodo é viver do incerto
Mas sempre apostando nele, mesmo que cego
O apê tá vazio, acabou o cigarro e os versos também.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
segunda-feira, 11 de maio de 2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Depois de ontem, o hoje
terça-feira, 28 de abril de 2015
Chorar é (la)crime(jo)
sábado, 25 de abril de 2015
Laço amasso
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Flor murcha
Tempo vagabundo e meu texto quase individualista
Texto sem rima
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Mente
A mente se assanha, a menina se acanha
Eu corro, eu fujo, eu sigo só
Me sinto.
Minha testa fica aqui: franzida por horas,
e eu nem percebo...
A genialidade que eu não vejo
Cê vê, ele também...
Mas eu?
Eu não.
Me jogo no chão, me sinto suja
E se eu não sou, me torno
Incontrolável é a tal sujeita,
a que cito em momentos de loucura.
Quem me cura é também quem me adoece
O que me apetece é o mesmo que descarta meu interesse
observo dali tudo se desfazendo,
me causando revés, me causando estresse.
Jogo o olho pro alto, jogo pensamentos também
Encosto a cabeça nas costas
Me afogo:
Em nuvem, em pensamento, em azul
menos em água.
Quase morri dessa vez.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Nota do dia tal
quinta-feira, 12 de março de 2015
Hoje
Mas só hoje eu não quero ter pressa. Quero esquecer da vida que me faz correr e pensar demais. Quero ser apenas eu, nu. Distante das obrigações, do dever de ser convicto. Talvez uma mochila com pouca roupa e uma estrada à perder de rumo é o melhor caminho. Hoje eu quero poetizar, ter tempo pra enxergar cada detalhe mínimo do céu e do lugar que me cerca, quero poder distribuir abraços mais longos e apertados, sem me preocupar com os segundos em que estou ali. Quero esquecer do tempo e discutir menos, poder amar mais, unir bons corpos. Hoje eu tirei o dia pra saber mais do que sou e pra desejar o que está ao meu alcance. Quero deixar claro que estou fugindo, pra muito longe! Longe de qualquer envolvimento superficial, de qualquer palavra dita no momento em que não me convém. Vou pra longe das complexidades, vou me aproximando do simples cada vez mais. Logo, tu verás somente o meu vulto distante, coloque teu óculos se preferir me enxergar um pouco mais. Mas estou partindo, refiz minhas malas. E tudo isso é pra fugir do que me é doloroso ou agoniante. Vou pra onde tenha sossego, vou procurar uma rede e um isqueiro. Falem demais, discutam, saturem-se. Cada um faz o que lhe convém, sem temor algum. Convém a mim ser livre, da forma como for, como minha alma pede.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Quero me casar com a rua
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Céu azul e branco, coisa de sonhador
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Poesia lunática
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Perguntei-me
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Amargo
Dança com os sentimentos.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Que e quem?
Escrevo sobre aquilo e quem eu posso matar a saudade e repetir a dose.
Os belos corpos, copos.
As melhores curvas, sobre tragos.
Momentos de ócio e momentos inesquecíveis.
Escrevo sobre a trilha que eu quero andar e sobre os caminhos que já trilhei.
O dia que não terminou porque eternizei em meus versos.
Escrevo sobre o que a alma me conta, sobre o que o espírito pede.
No fim das contas, torno eterno o que quero até que o poema chegue ao fim.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Bom dia de um dia inteiro
Hoje acordei com vontade de escrever
Sobre o que for
Mas que fosse pra você
De tantos versos que perdi
E aprendi a escrever
Recitei na minha mente cada um
Durante a noite e o amanhecer
Não me impeço que eu pense em ti
Na verdade ninguém me impede
É que quando cê tá longe, o coração pede
Para que você esteja aqui,
mas sem prece, sem pressa...
Nem com passe de mágica nem "forever"
Nada disso é o que interessa
Não uso palavra que não me expressa.
A tua boca despertou meu desejo
Olhei para os compromissos
E pedi carta de despejo
Que me mandassem para bem longe
E para mais perto do meu anseio
Peço que não se assuste não, morena...
Mas eu gosto do teu jeito,
Nem tão louca,
Muito menos total serena.
É que minha alma nada amena
Encostou na tua
Pegou um travesseiro
E foi pra rua
Acendeu tua alma com um só isqueiro
Ôh, dó...
Parece que por um dia inteiro!
domingo, 25 de janeiro de 2015
Poesia do presente passado
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Rimando piratamente #3
Rimando piratamente #2
Rimando piratamente #1
Embriague
Só não perambulo, sonâmbulo
Não impeço que assim seja
Pois não perde-se mais rápido
Do que eu entre pensamentos
Entre quartos e paredes
Todos vazios entre si
Me acanho no meio
Perdidamente em cada devaneio
Vejo em mim um tal sorriso
Sem rima
Sem trilha
Ao canto
Reinvento cada história
Difícil de acreditar
Até compreender
Muitas voltas num vôo dará
E sobre arrepios
Escolhi não relatar
Somente em palavras
Essa minha forma de enxergar.






