sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Rimando piratamente #2

Teus olhos negros, meus olhos castanhos, minha mente se assanha só d'eu te enxergar. Meio estranho, mas é onde eu me acanho. Vejo o brilho dessa tua alma pura frente à minha toda escura. Rente ao meu corpo, essa tua beleza se tornou meu sinônimo de alteza, de repente... Teu corpo está no meu, envolvente. Pele escura, nua e crua, iluminada solenemente. De onde se cria toda essa volúpia interminável, inimaginável... Possui emoção da cabeça aos pés, não é invés, é certo. Não há nada incerto, aqui nada fica no revés. Quando se ajeita aqui, torna-se estreita e difícil de acompanhar. Dona da beleza imensurável, inexplicável, que me faz ficar na espreita, me desajeita (o tempo todo). Viver de confusão é como se fosse a minha reação, mas existem certezas que guiam o que eles chamam de "ter coração". Pra onde é que eu vou? Não sei. Também não me interessa agora, quando é o momento certo a gente percebe a hora. Pra cada incerteza a busca da solução, escrevo alguns versos pra ver se ninguém tira a minha razão. Fique sempre à vontade, sinta-se à vontade...