terça-feira, 28 de abril de 2015

Chorar é (la)crime(jo)

Meu choro agoniado
Segue pelo meu rosto
Desvairado como eu mesma
Chora...

Cada escorrer
Um grito de "por quê?!"
Nem a lágrima sabe onde cai
Nem eu sei onde vou percorrer

Quando é que ela esvai?
Quando a paz me encontrar
Quando o escuro cessar
É aí que vou correr
Quiçá, talvez!

Mas digo muito de cada vez
E nenhum sossego me cala
Falo, falo, falo
Não engulo choro
Porque não me sufoco
Por qualquer esporro

Pra cada lágrima
Construo uma explicação
Mesmo que ela não exemplifique nada...
Não a chamo de dona da situação,
A dona, sou eu.