Vivo a esperar.
Onde estou? À procurar belezas na vida, pra escapar daquilo que perturba a mente, não necessariamente a minha. Havendo reciprocidades inteiras, faltando meio termos, é a forma em que vou bem. E ir a procurar nos arredores o que me encanta, porque é demais pra cabeça a ausência do que me agrada. Vivendo numa monotonia baixa, sem muitas opções… É como se eu fosse cego por dentro, feio dizer isso mas, digo. Não pressione, não… Impressione! Tribulações zero. Tributos a quem valha a pena (eu quero). Como a navalha que o corpo corta, tenha destreza em se livrar. E voe bem, bem alto, em calma. Da minha janela eu enxergo tons e desfechos, há uma infinita massa de horizontes. Por dentro, sempre há uma liberdade gritando, querendo existir, deixando de ser apenas pensamento e vontade. Dê vida! Vontades nascem e renascem, o tempo inteiro em que o coração pulsa. A linha entre esperar e fazer acontecer, eu sei que é tênue, mais tênue do que nunca. Mas é que aqui tudo costuma ser deveras devagar, e como a ansiedade em mim reina, fico querendo correr. Eu sujo enquanto eles surgem a cada minuto, também renasço várias horas e sou alguém distinto a cada dia. Sem saber o que é, apenas sinto, sem denominações. Porque realmente acredito que querer dar nome a tudo, acaba levando-nos a uma “prisão”. Não desejo ser prisioneira de algo. Por que eu não iria preferir ter meu caminho criado por mim? É claro que prefiro. Ser dona de mim pra que as flores exibam seus cheiros e eu possa sentir cada um sem me preocupar com o resultado de uma boa essência. Algumas vão além do meu simples olfato.