terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Céu azul e branco, coisa de sonhador

Escrevo enquanto caminho, e desejo caminhar sem que alguém me tire o saber desvendar. O céu continua lindo e há uma grande nuvem sob o Sol. Penso em alguém que mexe comigo e quase peço arrego e fujo, mas prefiro ficar. Me disseram que uso a razão, o que eu jamais imaginei que de fato usava, mas vez ou outra é necessário, vez ou outra... Parei para pensar no quanto penso e ajo com os pensamentos, senti-me um tanto surpresa. Olhei pro céu e queria continuar olhando, sonhando, desvendando mistérios. Acomodei-me no degrau do ônibus, acomodei-me em qualquer lugar. Aconchegante era qualquer espaço onde eu pudesse enxergar a imensidão azul unida ao branco que sempre estara acima de minha cabeça. Eu gosto da simplicidade de quem é o que é mesmo sem saber o que de fato é "ser". Gosto do olhar que me toca a alma sem mesmo conhecer. Um monte de "mesmo assim" que me leva a uma certeza, ou várias delas. Quiçá eu seja sonhador demais, mas não lhe atrapalho e nem vou.