Quem sou eu?
Cheguei a conclusão de que sou malandro,
mas também sou poeta romântico.
Viajante parado ou em movimento,
sou filósofo da vida que optei por ser minha.
Um cafajeste longe do faroeste, talvez,
mas com o coração sempre em alguma mão.
Nem precisa ser das outras, mas na minha mesmo,
sempre que padeço diante das minhas loucuras.
Sagaz e burro, o que preferir.
Sagaz e burro no momento em que me convém,
prefiro ser sagaz.
À pensar no futuro, de vez em quando olho para trás,
porque passado de poeta nunca se desfaz.
Nasci com a ajuda da mãe e sou corajoso,
quase sozinho. Mas me acanho no ninho pra fugir um instante do perigo.
Sou a calma e o pertubo. Ameaça e proteção.
Yin, Yang... Turbilhão.
Cheguei a conclusão que sou um universo longe da extinção.