segunda-feira, 6 de abril de 2015

Mente

A mente se agita, excita e pertuba
A mente se assanha, a menina se acanha
Eu corro, eu fujo, eu sigo só
Me sinto.
Minha testa fica aqui: franzida por horas,
e eu nem percebo...
A genialidade que eu não vejo
Cê vê, ele também...
Mas eu?
Eu não.
Me jogo no chão, me sinto suja
E se eu não sou, me torno
Incontrolável é a tal sujeita,
a que cito em momentos de loucura.
Quem me cura é também quem me adoece
O que me apetece é o mesmo que descarta meu interesse
observo dali tudo se desfazendo,
me causando revés, me causando estresse.
Jogo o olho pro alto, jogo pensamentos também
Encosto a cabeça nas costas
Me afogo:
Em nuvem, em pensamento, em azul
menos em água.
Quase morri dessa vez.