sexta-feira, 3 de abril de 2015

Nota do dia tal

Um mano em extinção, vítima de contradição. Humano contraditório, anormal... igual rato quando quer fugir do laboratório, alternar o cérebro por total: querem transformar-lhe em quê? Não sabe se tenta ou se morre, não sabe se o sangue por ti escorre. Pau, pedra, papel, tesoura! Transforme pau em casa, coração em pedra, papel em muro e tesoura em separador... Mas o que dói de verdade não mostra, aquela máscara que se encosta nunca mais quer sair dali. E dizem que a culpa não é tua, mas te julgaram se preferiu deixar o coração na mão d'uma meretriz, logo nessa noite que começou e nem precisa terminar. Na verdade não me interessa saber qual é a norma ou a linguagem culta, coloquemos em pauta alguma coisa, mas não a vida de uma puta. Vida dela. "Vagabundagi"... Mais confuso que o clima da própria cidade, senta num canto, acende um cigarro, dois, três... Viaja por várias horas sem o mínimo de dificuldade. Agitado, pensa em cair fora, voar pelo mundo sem se preocupar com as horas. Apaixonado, pensa em cair pra dentro, cada vez mais à fundo (mas é sem querer). Tropeços, é. Cara no chão faz parte. Meio louco? Nada a ver, louco completamente. Seja o que quiser ser, pode ser! Mas teu refúgio é arte, teu descrever. Pra entender o distúrbio da tua mente, nem o mais sábio dos sábios, nem psiquiatra. Psiquiatria? Psico nada. Quer compreender o fato? Faça parte da jornada. Lacrimeja, vai. Demonstra o que tu almeja, na beleza do teu choro, nascem outras certezas. Conta sobre a resposta de "Qual é a dela?". Correu, tá cansado. Quer se livrar do fardo... A irônica vida causa desconforto, aposte seus dados!


Dê valor a sua calma.