sábado, 16 de maio de 2015

Nada de blefe

Apê vazio, fumo um cigarro
Secando por dentro, mei' neutralizada
Preocupada só com o cheiro das cinzas
Procurando motivo pra ver se brinda
Pra ver se vinga, se vai embora...
E a sensação que fica habita por horas
Pra fugir do ócio, vários remédios outrora
Dei um gole e um trago pra neutralizar o tédio
No meio da agonia não se encontra paz
Pensa em ir pra rua só pra ver se o céu traz
sa...gacidade constante
E o frio congela as mãos mas o coração não
A situação se nega a ser assim diante dessa correria
O passo eu quero dar, mas sem pressa
Sem estar presa a qualquer peso do passado
E o que dói de verdade, não te interessa
São sequelas de um momento errôneo
E só de querer ter coragem
Ela dá suas caras!
De se entregar a viagem
só por ter alcançado o que tanto almejava
E se é a última chance, a gente nem sabe
Se "pá" o tempo pode responder
É que a dúvida arrepia até os nervos
Bem mais do que o frio que tá no cômodo
Incômodo é viver do incerto
Mas sempre apostando nele, mesmo que cego
O apê tá vazio, acabou o cigarro e os versos também.