domingo, 22 de fevereiro de 2015

Poesia lunática


Durante a noite eu me sinto tua
Tu se mostra clara pra mim
E eu me sinto nua
Na rua você me abraça
Torna desgraça em graça
Na praça me acompanha embriagada
e toda vez que lhe vejo eu penso: obrigada!
Traga pra mim mais noites inusitadas
Vem ser minha quando eu disser que não tenho nada
Diga que eu sou tua,
Diga em silêncio
Porque eu me sinto amada
Me torno criança no acalento
Teu brilho é o meu sustento
Eu deito no teu colo e me recordo da vida
Esqueço do eterno ócio, me lembro do que posso
Apareça às seis
Ás sete
Me reveste porque quando eu estou contigo
Tiro a minha capa de cafajeste
Penso até em fugir pro Agreste
pra ver se de lá eu te contemplo
e faço do teu corpo lunar
Tudo aquilo que chamam de templo
Peço-te que pra ir embora
Você nunca se apresse.