Talvez seja maior do que penso,
Daquilo eu falo, bem longe do meu afago,
deixa meu olhar além do horizonte,
suprindo minhas necessidades.
Trazendo respostas sem explicações,
Indo além de toda e qualquer que seja as emoções.
Um dia me disseram que eu deveria aprender a calar-me.
Não aprendi a mudar a mim por aí nessas esquinas
Zerando incógnitas e buscando outras.
Assim que eu sou.
No meio do eu,
escrevi uns versos bem bagunçados,
Diferente dos teus.
Saudade aperta antes mesmo de chegar,
sendo breve em nossas tardes nada leves...
da correria à calmaria,
do meu ponto de vista e dos outros,
Sorrisos são meu tesouro!
Nem pensar a gente tenta.
Nem pensa, a gente vai lá e inventa.
Não se esconde do que queremos ver,
Algo pode nascer, que seja!
Vista pro horizonte eu quero
onde ninguém me aviste,
é o que espero.
Aonde o Sol ou a Lua chega,
e é bem mais belo de se apreciar.
Me assista, veja só!
Abrindo o livro que escrevi em vida,
como peregrino quando quer dizer sobre sua ida,
como quem jamais voltará a terra visitada,
Ouça o som de olhos fechados!
Talvez seja covardia, quiçá...
aprendendo a ser sozinho,
pra errar e acertar.
Pra desviar-me dos espinhos,
que eu ainda não aprendi a me esquivar.
Colocar na mochila mais um vinho e algumas lembranças,
colocar em cada bolso um trago das minhas esperanças.
Porque no frio da noite eu continuei com a camiseta de canto,
jogada na cabeceira da cama,
assistindo todo esse meu drama,
mudando mais uma trama.
Daí eu escrevi esses tais versos,
que não nos dizem nada,
Pra dizer que eu não sou o inverso do que meus versos falam.
Mas se eu disser que sim, que seja.
Amanhã é outra coisa.