segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Retrato

Escrever na rua. Observo toda essa frieza urbana, inevitável. Sei lá, tudo lá e cá o tempo inteiro e ninguém repara. Ou repara. Pára, olha ao redor, senta, fuma. E a vida vem e vai... todo segundo é raro, necessariamente. Mas, tem coisa que passa e ninguém vê. Madrugada traz muita coisa que fica jogada por aí, por nada. Por um acaso. Falta de percepção. Tudo pelo chão. Em vão... Metrô segue em rapidez, pessoas se erguem sem leveza e vão. Tudo um grande espetáculo pouco assistido. Reparado. Mas quem sabe tudo é sentido? E se tudo fizer sentido? E se sentir for tarefa descomplicada? Acordar é, tem despertador. Tem galo pra cantar. Tem Sol pra nascer! Ah, mas quem diria? Enquanto eu dizia o que ia e vinha, você sorria. Isso é normal. A estrutura não demonstrou o caos. Velocidade. Com que acontece, se vai, emudece, esquece. Deixa pra lá, ó. Papo besta! Pensa que não pensa e auto se afirma? Pra quê? Por quê? Máscaras sem graça ou um ponto pra disfarçar toda essa história mal contada que em versos foi planejada? É que ninguém sabe. Nem eu. Nem tu. Nem eles. Nem os pontos finais ou as vírgulas. Todos eles tem uma história pra contar e não pra colocar em outdoor de diversão. Escrever pelo nada não é o que ocorre. Nas minhas palavras escorrem tentativas de inúmeros. Eu quero um céu azul, sim, eu quero! Pra contemplar o dia inteiro. Um sorriso bem longo "pra aliviar o stress"... Não se pode dizer muito, não se pode fazer algo. Mas no fim das contas, tudo vale. Até o nada a ver. Até o que é viagem e devaneio. Dizer nada com nada pra ver se no fim das contas diz tudo. É ditado, eu relatei.