domingo, 24 de maio de 2015

Qualquer verso

Pra poesia qualquer, nem parei pra pensar
Registrei, mas sem premeditar
Qualquer causa desses meus versos
É só pra desfazer um coração de concreto...

Não gosto disso, nem daquilo
Vou em busca do que me agrada
De quem me agrada
(Esse tal paladar...)
Gosto!

Nem que seja da boca
Do peito
Do aconchego
E do adeus...

Sou quem sinto e nada mais. (Será?)

Caminho, mas é a rua quem me leva
Em partes eu sou dela e ela é minha
Mas sou tua, também
Bem tua, meu bem

Quis segurar tua mão com a minha
Improvisar um verso
Acabar com suas dores e desprazeres
Gosto do teu ceticismo,
mas prefiro cê sorrindo
Porque te flores sempre que sorri.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Caliandra

Tu é a flor mais rara e bela
Pra ti eu escrevo os mais singelos versos
Agradeço por me virar do avesso
E por criar momentos dos quais não me esqueço

Te chamo de flor do cerrado e não é atoa
Tão forte que nasce onde quiser
No terreno mais baldio e seco
reconhece resquícios de um solo bom
E soa como melodia rústica cada soprar do vento sobre nós

Só, eu não estou
Mesmo que longe flor
Sinto teu perfume
guardei sua essência no meu olfato
E de fato lhe tenho amor

"Todo fim de mundo
É fim de nada
É madrugada
E ninguém tem mesmo nada a perder
Eu quero ver,
Olho pra você,
Tudo vai nascer"

Seja como flor, mas que seja.

sábado, 16 de maio de 2015

Nada de blefe

Apê vazio, fumo um cigarro
Secando por dentro, mei' neutralizada
Preocupada só com o cheiro das cinzas
Procurando motivo pra ver se brinda
Pra ver se vinga, se vai embora...
E a sensação que fica habita por horas
Pra fugir do ócio, vários remédios outrora
Dei um gole e um trago pra neutralizar o tédio
No meio da agonia não se encontra paz
Pensa em ir pra rua só pra ver se o céu traz
sa...gacidade constante
E o frio congela as mãos mas o coração não
A situação se nega a ser assim diante dessa correria
O passo eu quero dar, mas sem pressa
Sem estar presa a qualquer peso do passado
E o que dói de verdade, não te interessa
São sequelas de um momento errôneo
E só de querer ter coragem
Ela dá suas caras!
De se entregar a viagem
só por ter alcançado o que tanto almejava
E se é a última chance, a gente nem sabe
Se "pá" o tempo pode responder
É que a dúvida arrepia até os nervos
Bem mais do que o frio que tá no cômodo
Incômodo é viver do incerto
Mas sempre apostando nele, mesmo que cego
O apê tá vazio, acabou o cigarro e os versos também.