terça-feira, 20 de maio de 2014

Sobre o que esperar

Onde qualquer esquina torna-se perigo
E o meu abrigo
Daqui longe fica
Tudo se derrete em minhas mãos...

O corromper do olhar
que avista
A parar no meio da pista
E escoar

Sobre o não tão belo (talvez)
Depende do olhar
Quando se estabelece firme
E observante

Tudo será mera longitude
De onde se abre um feixe de luz
Interna ou externa, seja qual for
existe
E chega...

Aí fora eles mascaram tudo
Pintam suas paredes
disfarçam a sujeira de suas almas

Detalhe por detalhe
Susto
Que devaneio...
Mostre-me a tua verdadeira face.