sábado, 3 de maio de 2014

Avulso escrito por impulso

Então deixa eu viajar em paz
Viajar em busca da paz
Quem sabe em Brasília
Ou até em Marília
Deixe-me aprender o que é esquecer
Deixe-me estar, ir e compreender...
Todo lugar é lugar
Pra exaltar e exalar alegria
Sei que a vida não é só conflito
É também tranquilidade
E de verdade, eu vou falar o que pra mim nunca foi fácil

Nem se passaram muitos anos
E aqui estou
Em pé
Coração dói
Relaxa, tá tudo bem
Tudo que vem
Volta
Tudo que vai
Vem

Aranhas e aranhas
Entranhas,
Tudo estranho meio Augusta
Meio desconhecido aos meus olhos
Leblon.

E os demais sentimentos
Derretidos ao relento
De uma taça de Chandon
Da confiança que se vai
Que talvez era apenas ilusão

E tudo o que observa
Vê com outros olhos
Talvez com os olhos da multidão
Talvez de uma bela sabedoria

Deixe-me aprender o que é esquecer
Deixe-me estar, ir e compreender

Eu tenho vontade de fazer mil tatuagens
Tatuar coragem e sabedoria
Dia a dia, hora após dia

Observo o que me atrai a alma
Talvez esse seja mais um poema que traga calma
Tudo está envolvido em lençóis
Lençóis bagunçados
Por corpos aguçados

Aguçadamente prazeroso...

Era tudo tão divertido
Mas as coisas estão invertidas
Num processo de esquecimento
Desejado pelo coração.