terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Uma manhã, de nome? Saudade.

São quase 8:00 da manhã. Acordei cedo e acendi um cigarro. O cheiro ficou impregnado por toda a minha casa apertada. Nem mesmo a janela eu quis abrir. Não que eu quisesse evitar o vento. Hoje não venta. Mas de algum modo imaginei que a saudade pudesse invadir o meu quarto, onde eu queria deixar apenas o cheiro do meu próprio cigarro. Minha mente está banhada de metáforas e cansaços desde que você chegou e partiu. As preocupações assolam a minha mente e ficam por aqui, não querem ir... Ir pra bem longe. Deixo minha mente vagar meio que sem rumo, aparentemente em uma fria madrugada de inverno. Frio aqui dentro de mim. Queria distrair até o frio, fazer com que esquecesse de algo que é preciso esquecer. Talvez uma massagem para relaxar, outra saudade para se preocupar, outro amor que pudesse curar, mesmo que depois me ferisse novamente, como de costume. Alguém que se importasse comigo de certo modo. Que resolvesse ficar, mesmo com o meu jeito não muito agradável de ser aos olhos dos que me rodeiam. Mas que ficasse, mesmo assim. Apenas outro alguém, quem sabe seria o meu próximo amor de poucos que eu tive. São mais de 8:00 da manhã. O cheiro ainda está impregnado. E você? Ah, você também, em todo o meu corpo.


Já se foram versos e antigos costumes.
Já se foram sorrisos e antigas preocupações.
Já se foram vidas e antigas alegrias...
Minha vida e minha alegria.