Meus pés descalços tentam aliviar a minha mente que está à mil.
Caminho sem medo de pisar.
Numa moldura clara e simples, sou aquilo que se vê.
Como diz Raul, "essa metamorfose ambulante" que escorrega ao caminhar mas, quase nunca cai.
Se cair, machuca.
Trabalho o meu equilíbrio.
Meus passos são constantes e apressados.
Não porque desejo que assim seja.
E sim, porque sou desse modo.
Meio frenético.
Meio preguiçoso.
Mas caminho, meus passos são constantes.