Por muito tempo, não falarei de amor. Por mais que ele ecoe em meu peito, não falarei. Amei. Amei demais? Talvez. Porém, mais sim do que não. É inevitável evitá-lo, quem o sente, sabe. Tão, tão diferente da paixão, chega transformando tudo em uma grande metamorfose de sentimentos, sem "bons modos", sem pedir licença. Amar é querer cuidar mesmo que não cuidem de você, de querer por perto mesmo que não queiram tua presença, de amar mesmo que não seja amado. "O amor é lindo". Realmente, é lindo. Esperá-lo a perder de vista, e ao perder, encontrar. Aos poucos te domina, sem que você o veja. Quando vê... "já foi". Quando vi, já falei de amor. "Quando vê, já foi". E foi assim, e será sempre assim. Sempre assim?