segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Pausas e palavras

Talvez eu nunca saberei o que fui pra ti.
Isso leva um tempo.
Um (longo) tempo.
Ansiedade.
Surpresa.
Sei lá, o quê.
A vida toda sinistra,
com seu toque sinistro, 
com sua trilha sonora incessante.
Incomoda.
Não passa.
"A bad não passa".
Por favor, então. Pode ser?
Farei. Algo. Que bom...
De bom. Sempre farei.
Continuarei assim.
Do modo que era. Como tem que ser.
Ser ou não ser? Não eis a questão.
Confusão. Peitos alagados de amor. Coração se afoga na ilusão.
"Quem sabe o que é ter e perder alguém?"
Afinal, tu sabes? Eu sei? Sei. Se não sei, saberei.
Mas no fundo, sei, eu sei.
E todo esse sentimento, passará.
De certo modo, passará.
Como o tempo passa.
Como as pessoas caminham de um lado para o outro.
Como tudo passa.
Passa... Sim.
Passa.
Mas se não passar?

Um pequeno texto, algo, e "Clichês"


Por muito tempo, não falarei de amor. Por mais que ele ecoe em meu peito, não falarei. Amei. Amei demais? Talvez. Porém, mais sim do que não. É inevitável evitá-lo, quem o sente, sabe. Tão, tão diferente da paixão, chega transformando tudo em uma grande metamorfose de sentimentos, sem "bons modos", sem pedir licença. Amar é querer cuidar mesmo que não cuidem de você, de querer por perto mesmo que não queiram tua presença, de amar mesmo que não seja amado. "O amor é lindo". Realmente, é lindo. Esperá-lo a perder de vista, e ao perder, encontrar. Aos poucos te domina, sem que você o veja. Quando vê... "já foi". Quando vi, já falei de amor. "Quando vê, já foi". E foi assim, e será sempre assim. Sempre assim?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Uma carta, uma decepção e o fim disso tudo

Me lembro como se fosse ontem de como tudo começou. Você no seu canto e eu no meu. Eu já tinha lhe visto algumas vezes, em alguns lugares… eu me encantava com toda aquela beleza, aquele sorriso. Ao meu pensar, eu nunca teria a mínima chance que fosse, porém, a vida veio e provou que “não é bem assim”. Dia 11 de novembro de 2012, começamos a nos falar, foi o dia em que recebi a primeira mensagem de “boa noite” vinda de você com um lindo poema do ano de 2005. E durante cinco dias fomos nos falando, horas e horas, o tempo passava muito rápido e quando víamos, já era tarde da madrugada. Durante esses dias, você foi me conquistando com o seu jeito de me tratar, de me dar atenção, de cuidar de mim… e eu me apaixonei, mas não queria aceitar esse fato porque não queria correr o risco de ouvir um “não” ou algo do tipo. À partir daí, você começou a me surpreender. Dia 16 de novembro de 2012 poderia ter sido só mais um dia, como os outros, em que conversávamos e íamos dormir, mas não foi assim. Ainda era de dia quando me disse tudo o que sentia por mim. Eu fiquei sem reação, nunca me senti totalmente capaz de conquistar alguém feito você, mas aconteceu. Me apaixonei perdidamente pela pessoa que tu é. Contigo aprendi que por mais que as pessoas possam ser diferentes em vários aspectos, elas podem se completar e serem felizes. Foi o que aconteceu comigo. Tudo aquilo que faltava em mim, exatamente tudo, eu vi em você. Lembro das inúmeras vezes que me escutou até o fim no telefone, ouvindo minhas “declarações de amor”, minhas “safadezas”, o meu ciúme exagerado… Os dias se passaram e finalmente a gente se encontrou de verdade, olho no olho, o primeiro abraço, a primeira vez que pegou em minha mão… ainda me lembro da reação que tive ao tocar suas mãos, acho que naquele momento as minhas mãos eram o meu mundo, porque você o-segurou. Até ali, é como se estivéssemos vivido muita coisa, passado muitos anos lado á lado. No mesmo dia, toquei os seus lábios pela primeira vez… foi algo tão simples, mas tão, tão intenso! Você foi embora e naquele dia eu percebi o que eu estava sentindo, era amor. E nesse dia surgiu o primeiro “eu te amo” de ambas as partes. Passei o dia pensando naquilo tudo, nas mensagens depois que nos vimos. Foi um dos melhores dias da minha vida, sem dúvidas. Alguns dias depois, exatamente numa quinta-feira dia 29 de novembro de 2012, nos beijamos pela primeira vez. Foi maravilhoso! Nesse tempo todo que vivi, nunca senti tanto sentimento em um beijo e isso foi o que mais me encantou. Eu te olhava tanto porque a sua beleza é inigualável, o seu olhar então… e você olhava pra mim, abaixava a cabeça e sorria. Dizia pra mim parar de olhar porque você sentia vergonha, mas eu continuava olhando, não consegui não olhar. Toquei a sua pele, beijei… mexi no seu cabelo, ele tinha um cheiro tão bom! (risos). A hora ali passou rápido com você. Quando se foi, na verdade eu não queria deixá-la ir. Você, pequenina, me olhando de baixo para cima e eu com cara de pessoa boba pelo simples fato de estar ali, junto de ti. Quando saí, é como se aquilo tudo ali não tivesse sido o bastante, eu queria mais, queria mais você, mais, mais, mais… Percebi que todo esse sentimento que chamam de “amor”, já tinha crescido e você fez com que ele crescesse a cada minuto com você. A gente brigou de quase acabar com tudo, mas quando isso estava prestes a acontecer eu sentia uma vontade incontrolável de fazer algo pra evitar que se afastasse de mim, porque eu te amo. Eu já te fiz chorar e você também me fez chorar, mas sempre que isso acontecia, eu sabia que logo depois ficaríamos bem. Sempre soubemos o que fazer depois de uma briga… “você sabe, amor…” que uma simples ligação na madrugada curava tudo! Te irritei com o meu ciúmes, você ficou irritada comigo porque sentiu ciúmes, mas sabemos que isso tudo faz parte de uma grande história que a gente só vive uma vez, ao lado do “amor da vida”. Eu lembro de quando me apaixonei por você, mas agora me lembro mais ainda da diferença de uma paixão para um amor. Contigo eu realmente aprendi a amar. Com você, o que eu estou sentindo, nunca ninguém me fez sentir, acredite. Talvez eu escreva mais do que demonstre, mas nunca fui de brincar com sentimentos, e jamais brincaria com os seus. A gente sabe o quanto é difícil da gente ficar junto. É tanta complicação… mas cada dia que falo contigo, vejo uma foto, ouço a sua voz, tenho a certeza de que quero continuar lutando pelo nosso amor. Eu prometo que se você não desistir de mim, eu não desistirei de você, porque ainda sou capaz de qualquer coisa pra te ouvir dizer um “sim” após eu perguntar “quer casar comigo?”. Porque eu sei, de longe, que você é o amor da minha vida, e isso nunca vai mudar. Amor, eu te amo!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Uma musica, um dia vazio, e outras coisas

Escutar uma musica que fale de distância e cair na real de que estamos longe enquanto a saudade aperta o peito. Eu me olho no espelho e imagino você comigo... abaixo a cabeça com esse pensamento. Quando levanto, sinto meus olhos cheios de algo, com pupilas dilatadas. Parece que você esteve ali por algum momento. As palavras do e-mail que recebi de você, ainda ecoam na minha mente. Tu não sabes, mas aquilo fez o meu dia feliz melhor. Desde que chegou, você colore o meu mundo. Obrigada por isso. Passei o dia pensando em ti como de costume, e me pergunto se você pensa em mim como penso em você, apesar de que isso não importa muito. Sei do que ando sentindo e isso deve respeito à mim, somente... tu sabes. Hoje o dia nasceu vazio, cheio de mágoa pela noite passada, e permaneceu assim. Não, não era um dia nublado. Mas estava nublado dentro de mim, tudo escuro aqui dentro, sem você. É só mais uma noite mal dormida, um dia mal vivido, apenas. Mas eu sei que você está aqui, não digo que esteja fisicamente, mas sei que seu amor se faz presente. Digo-lhe novamente, obrigada.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Tchau, amor, coisas e outras coisas

Estou indo embora.
Estou indo recomeçar.
Você ainda não deitou na minha cama,
não tocou o meu corpo com suas pequenas mãos.
Ainda não me carinhou.
Mas estou indo.
Se me esperar, eu prometo voltar.
Só não depende de um ser só.
Depende de você, também.
De mim...
meus olhos estão fixos no horizonte,
me perguntando a que horas poderei sentir a paz de deitar ao seu lado e fechar os meus olhos,
sabendo que quando eu abrí-los, você ainda estará ali.
Acordarei primeiro e ficarei olhando você dormir.
Um dia ficarei em paz, amor.
Esteja comigo até lá.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Uma manhã, de nome? Saudade.

São quase 8:00 da manhã. Acordei cedo e acendi um cigarro. O cheiro ficou impregnado por toda a minha casa apertada. Nem mesmo a janela eu quis abrir. Não que eu quisesse evitar o vento. Hoje não venta. Mas de algum modo imaginei que a saudade pudesse invadir o meu quarto, onde eu queria deixar apenas o cheiro do meu próprio cigarro. Minha mente está banhada de metáforas e cansaços desde que você chegou e partiu. As preocupações assolam a minha mente e ficam por aqui, não querem ir... Ir pra bem longe. Deixo minha mente vagar meio que sem rumo, aparentemente em uma fria madrugada de inverno. Frio aqui dentro de mim. Queria distrair até o frio, fazer com que esquecesse de algo que é preciso esquecer. Talvez uma massagem para relaxar, outra saudade para se preocupar, outro amor que pudesse curar, mesmo que depois me ferisse novamente, como de costume. Alguém que se importasse comigo de certo modo. Que resolvesse ficar, mesmo com o meu jeito não muito agradável de ser aos olhos dos que me rodeiam. Mas que ficasse, mesmo assim. Apenas outro alguém, quem sabe seria o meu próximo amor de poucos que eu tive. São mais de 8:00 da manhã. O cheiro ainda está impregnado. E você? Ah, você também, em todo o meu corpo.


Já se foram versos e antigos costumes.
Já se foram sorrisos e antigas preocupações.
Já se foram vidas e antigas alegrias...
Minha vida e minha alegria.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Passos

Meus pés descalços tentam aliviar a minha mente que está à mil.
Caminho sem medo de pisar.
Numa moldura clara e simples, sou aquilo que se vê.
Como diz Raul, "essa metamorfose ambulante" que escorrega ao caminhar mas, quase nunca cai.
Se cair, machuca.
Trabalho o meu equilíbrio.
Meus passos são constantes e apressados.
Não porque desejo que assim seja.
E sim, porque sou desse modo.
Meio frenético.
Meio preguiçoso.
Mas caminho, meus passos são constantes.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ei, amor.


Envelhecer pra quê?
ver as coisas indo embora...
as pessoas.
Coisas boas e terríveis acontecendo.
Prefiro morrer de felicidade.
E como todos os dias depois que você chegou,
dos quais são corridos;
estressantes;
irritados,
esse terminou com um gosto de:
"não se preocupe, eu estou ao seu lado"
E essas poucas palavras explicam porque eu amo você.
Como das outras vezes... "não tente entender, só sinta."
Hein, amor. Te quero mais perto.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Se for...

O que é que tem, permanecer assim?
Em algo sem fim.
É meu direito.
Sem querer, já foi.
Mas não que tenha caminhado, aconteceu-se.
E agora é assim,
cada dia que passa,
tem o melhor de mim.
E de uma ponta a outra,
carrego meu sorriso.
A melancolia acompanha-me.
Mas não é dela que eu preciso.

com Lucas Brito

Perguntas à parte

E se todas as gramas fossem verdes e os olhares fossem palavras?
As memórias se queimam mesmo por alguns instantes?
E o green, por horas?
E se tudo acabasse quando quiséssemos?
O sofrimento, a dor interior, o mundo.
Ninguém sabe ao certo.
As coisas estão assim: como devem.
Permanecem até quando podem.
E devem.

Sei, do que?

Fumo pra ver se ponho fim em algo.
Pra ver se a fumaça queima o que sinto aqui,
e deixe apenas cinzas!
Funciona momentaneamente.
Mas não do jeito que eu almejo que funcionasse.
Caralho!

Acorda?

Mais uma vez, isso.
De um jeito desigual.
Machuca do mesmo modo.
Destrói na mesma intensidade.
E não, eu não aprendi da ultima vez.
Serei uma eterna apaixonada, à moda antiga.
Nunca me fui.
Eu sonho que um dia possa ser diferente.
Mas é apenas um sonho... outrora acordo.
Mas sempre durmo, mais uma vez.
"Acorda, Rafa. Acorda...
Deixa esse sonho pra lá, mas só esse sonho.
Lhe impede de pensar em si.
Ouvir e agir. Isso te prende."

Deixe estar, despercebido.

Ninguém olha, ninguém vê.
Ninguém percebe a lágrima descer.
Se conter, apenas com doses.
Sejam elas de amor, ou de uma nova dor.
Conter ações.
Emoções à flor da pele.
Sossego...
anote aí: não conter.
Enquanto estiver tudo bem, deixa estar.
Tudo passa. Quiçá.
Dúvidas? Elas passam rápido como carros na estrada.
Como paixões coisadas.
E até mesmo o céu, o azul do céu... se vai.
Se me quer ou não. Deixo-a ir.
Sem prisões.
Corrói. Corrói, você sabe.
Mas a vida vai, não para.
A idade te para? E o tempo? Talvez pare.
Até que ponto os sentimentos te controlam?
Eis a questão.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O que?

Penso agora no que eu deveria estar pensando. Não tinha parado pra refletir, assim. Será que é pra mim? Acho que... Tenho vontade de ter sempre por perto. Senta aqui ao meu lado. Deixa eu lhe abraçar pela cintura. Vamos à um parque. Fale de musica comigo. Me beije. Durma comigo. Acorde ao meu lado. Acorde primeiro que eu. Faça o meu cafezinho diário. Vamos aquele show de musica acústica. Assista filmes comigo. Passe o dia ao meu lado. Não provoque ciumes, já tenho bastante. Curta o frio. Prefira estar comigo. Um sábado ou uma sexta pela noite, para mim e você, apenas. Vista o meu moletom e deixe o seu cheiro nele. Leia meus escritos. Me faça carinho. Venha me ver [...] Me compreenda. Talvez seja difícil, aliás, nunca fui fácil de entender. Esse texto não tem fim. São apenas hipóteses. Bastante confusão. Ai, meu coração. Acho que vim de outro lugar. Quero demais. Quero pra mim. Quiçá.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Quiçás

Se souber o que sinto, diga a mim
mostre-me algo mais do meu eu
faça com que eu abra mão de tudo aquilo que não me deixa fluir naturalmente
"ah dindi, se tu soubesse como machuca, não amaria mais ninguém"
quiçá, isso passe logo
quicá, tu segure a minha mão e me faça caminhar
mas podera soltá-la se quiser
eu não quero
ainda te quero
te espero
Eu espero o amanhã.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Só te peço


Só te peço que não espere muito de mim nessa hora.
Meu coração não aguenta enorme baque, você sabe.
Só te peço que não deixe eu ir embora.
Se eu for, prometerei a mim que não irei voltar.
Só te peço pra que decida-se, apenas.
Precisamos por um basta em algumas coisas.
Entenda como preferir.
Mas não espere nada de mim.

Arruma essa bagunça.
Esse excesso de desorganização me incomoda.
Mas deixe o quarto bagunçado.
O meu quarto.