quarta-feira, 25 de junho de 2014

Tudo solto inacabado

Do Museu Nacional de Brasília

Enquanto a cidade não pára, tudo o que faço é sentir sem deixar ir. Tudo profundo, exagerado. Talvez eu pense mais do que devo, mas só talvez eu não saiba se esse caminho realmente é estreito. Provável que eu viva em busca de compreensão, do parecer fazer algum sentido, da reciprocidade. Não é nada com cara metade, falo-lhe sobre realidade. Eu vivo em liberdade, mas ao mesmo tempo os meus olhos enxergam além da individualidade. Prisão não óbvia. Nunca fui de fazer sentido, nunca fiz sentido, não serei sentido quando mergulhar em ócio. Sou ouvido, escutado, mas não sou compreendido. Agir de modo esperado, o que é isso? Busco poder sentir a vida, vivê-la intensamente, mas algo me contém, me prende. Permito-me constantemente, pois tudo acontece de repente. "Só pode falar de amor quem ama", falo para mim mesma sobre tal, escuto à mim mesma, fujo quando posso e permaneço quando devo. Tudo incontível... Busco o controle, logo vi que era impossível controlar aquilo que sou. Rio do meu próprio fracasso, acho cômico. Ficam lembranças leves, vagas, soltas no passado tentando arrombar a porta do presente e mudar todo o futuro, mas eu não deixo. O susurro do tempo é calmo e as palavras são utilizadas instantaneamente como doses de ilusório. No breu dessa noite tudo muda, no breu de todos os dias. Vulnerabilidade se manifesta quando penso. Ô, se penso... penso até demais! Chega a ser tamanha tal vulnerabilidade...