Pra cada coisa, um refúgio busco. O tempo funciona como um enorme fardo aqui em minhas costas, desejo mais algumas horas a cada dia. O poder de vencer permanece em minhas mãos e a ansiedade por chegar a algum lugar, grita com minha alma. Nada é tão certo além daquilo que nós sabemos sozinhos, cada um possui a sua própria certeza sobre tudo. Quando sonho demais, logo procuro por acordar, só pra me aterrizar no solo. A vida é bomba-relógio... Todo dia eu cumpro uma missão, só pra poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz, mesmo que isso aconteça às 5:00 da madrugada, por algum motivo. Não me esqueço que a tal "bomba" pode explodir a qualquer momento. Crise existencial tem lá seus motivos, quaisquer sejam eles, assim como cada acontecimento, mesmo que eles durem um segundo ou um dia inteiro. Faço do meu jeito por que não me preocupo se incomodo, meu mundo sempre falou mais alto... ou melhor, gritou. Muito do que está a minha frente, não me convém. Vez ou outra, não. Sempre arrisco. Não me impede a nada o tal do perigo, minha sina é correr risco, risco em tudo aquilo que compoe uma vida ou várias delas. Sigo perdendo o medo por aí e ainda ou apenas só me restam resquícios do que um dia foi o meu medo. Nem corro, não gosto da velocidade... à não ser fisicamente, se é que me entende, 100km/h na estrada é puro prazer. Minha alma eu deixo-a vagar na sua própria velocidade, com calma ou não. Prezo sempre pelo lento. No momento em que ajo vagarosamente, faço isso por que preciso sentir e saber o que se passa e até onde isso vai. Deito na rede, acendo o meu cigarro, filosofo sobre minhas próprias dúvidas na companhia de quem brilha todo dia pra trazer tranquilidade igual Maracujina. A rua é a minha melhor amiga, tatuo nela todas as minhas lições. Chamam de arte a minha forma de iluminar o mundo. Sou mesmo artista, artista da minha própria vida, que vez ou outra insisto em borrar, mas é sempre sem querer. "Tudo tem uma razão", é. Cômica ou puro drama, quiçá! Vou viver e já vivo. Intensidade não é sinônimo de corrida, é saber aproveitar. Sentir tudo, sentir nada... Mas, sentir, ver, observar pra absorver o que devo. Tudo é aprendizado... Aprimorar os muitos sentidos, isso faz parte. Tudo faz parte. Não corro, dessa vez eu vou, mas sem pressa. Se é pra vir, venha... seja lá o que for.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Sobre pressa
Pra cada coisa, um refúgio busco. O tempo funciona como um enorme fardo aqui em minhas costas, desejo mais algumas horas a cada dia. O poder de vencer permanece em minhas mãos e a ansiedade por chegar a algum lugar, grita com minha alma. Nada é tão certo além daquilo que nós sabemos sozinhos, cada um possui a sua própria certeza sobre tudo. Quando sonho demais, logo procuro por acordar, só pra me aterrizar no solo. A vida é bomba-relógio... Todo dia eu cumpro uma missão, só pra poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz, mesmo que isso aconteça às 5:00 da madrugada, por algum motivo. Não me esqueço que a tal "bomba" pode explodir a qualquer momento. Crise existencial tem lá seus motivos, quaisquer sejam eles, assim como cada acontecimento, mesmo que eles durem um segundo ou um dia inteiro. Faço do meu jeito por que não me preocupo se incomodo, meu mundo sempre falou mais alto... ou melhor, gritou. Muito do que está a minha frente, não me convém. Vez ou outra, não. Sempre arrisco. Não me impede a nada o tal do perigo, minha sina é correr risco, risco em tudo aquilo que compoe uma vida ou várias delas. Sigo perdendo o medo por aí e ainda ou apenas só me restam resquícios do que um dia foi o meu medo. Nem corro, não gosto da velocidade... à não ser fisicamente, se é que me entende, 100km/h na estrada é puro prazer. Minha alma eu deixo-a vagar na sua própria velocidade, com calma ou não. Prezo sempre pelo lento. No momento em que ajo vagarosamente, faço isso por que preciso sentir e saber o que se passa e até onde isso vai. Deito na rede, acendo o meu cigarro, filosofo sobre minhas próprias dúvidas na companhia de quem brilha todo dia pra trazer tranquilidade igual Maracujina. A rua é a minha melhor amiga, tatuo nela todas as minhas lições. Chamam de arte a minha forma de iluminar o mundo. Sou mesmo artista, artista da minha própria vida, que vez ou outra insisto em borrar, mas é sempre sem querer. "Tudo tem uma razão", é. Cômica ou puro drama, quiçá! Vou viver e já vivo. Intensidade não é sinônimo de corrida, é saber aproveitar. Sentir tudo, sentir nada... Mas, sentir, ver, observar pra absorver o que devo. Tudo é aprendizado... Aprimorar os muitos sentidos, isso faz parte. Tudo faz parte. Não corro, dessa vez eu vou, mas sem pressa. Se é pra vir, venha... seja lá o que for.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Tempo não tarda a passar
¿Qué es la vida?
¿Qué eres?
Quando digo, trata-se logo a pensar no mau
Mas o que esperas de ti
é realmente normal?
Creio que não...
Ah, nunca és
Que dirá então sua mente toda vez que olhar em direção aos céus?
No alto vê-se as estrelas
admiráveis são de se esperar
e aparecer...
Então, lo que dices tú alma?
¿lo que dices?
¿lo que dices?
Não sabes dizer
quem dirá então sobre o entardecer
pois, as horas voam em meio ao caos
Onde tu buscas paz, será que encontra?
¿Sabes lo que es esto?
Ó céus...
mergulho em tua calma como se fosse um mar
pra lavar essa alma de todas as coisas más
e dos poréns
nem que seja por um mero segundo
e mízero...
O tempo é curto,
se não, grande
¿Qué está sucediendo?
Ah, à minha vista passa
quando nem sempre vejo
ou talvez não quero enxergar
é que vez o outra o tempo acelera demais
o coração vai junto e...
é tudo questão de segundo
A noite passou que nem vi
parece até que eu estava ali
e distraído
só observando o céu
enquanto as estrelas brilhavam
Brilhou que eu nem vi.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Tudo solto inacabado
| Do Museu Nacional de Brasília |
Enquanto a cidade não pára, tudo o que faço é sentir sem deixar ir. Tudo profundo, exagerado. Talvez eu pense mais do que devo, mas só talvez eu não saiba se esse caminho realmente é estreito. Provável que eu viva em busca de compreensão, do parecer fazer algum sentido, da reciprocidade. Não é nada com cara metade, falo-lhe sobre realidade. Eu vivo em liberdade, mas ao mesmo tempo os meus olhos enxergam além da individualidade. Prisão não óbvia. Nunca fui de fazer sentido, nunca fiz sentido, não serei sentido quando mergulhar em ócio. Sou ouvido, escutado, mas não sou compreendido. Agir de modo esperado, o que é isso? Busco poder sentir a vida, vivê-la intensamente, mas algo me contém, me prende. Permito-me constantemente, pois tudo acontece de repente. "Só pode falar de amor quem ama", falo para mim mesma sobre tal, escuto à mim mesma, fujo quando posso e permaneço quando devo. Tudo incontível... Busco o controle, logo vi que era impossível controlar aquilo que sou. Rio do meu próprio fracasso, acho cômico. Ficam lembranças leves, vagas, soltas no passado tentando arrombar a porta do presente e mudar todo o futuro, mas eu não deixo. O susurro do tempo é calmo e as palavras são utilizadas instantaneamente como doses de ilusório. No breu dessa noite tudo muda, no breu de todos os dias. Vulnerabilidade se manifesta quando penso. Ô, se penso... penso até demais! Chega a ser tamanha tal vulnerabilidade...
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Sacomé, amor... momento
Daqueles "filmezin" que passa na mente
sei bem...
Eu me recordo
concordo, plenamente
entre os meus tantos versos e incertezas
Sei que o medo me detém, às vezes
(disso eu tenho certeza)
mas a gente ergue a cabeça
sem pensar duas vezes
disso eu também sei...
Sobre a Lua, eu conheço
como um poeta conhece seu verso
Mesmo que inverso
escrito de trás para frente
À fundo, só mostrando o seu mundo
mergulhado nas próprias sensações
afogando nos pensamentos
Observo tamanha beleza sem rir ou chorar
mais rio do que choro
Entre pigarros e sarcasmos
Eu olhei para as estrelas
elas ainda nem estavam lá pr'eu me acanhar
naquele brilho distante
Não bastou muito tempo
pra que eu conseguisse ver
não precisei de muito tempo
apenas pra perceber
que a gente tem que dar amor
e não preocupar-se em receber
nem em tê-lo de volta
É que ele mora dentro da gente
e vive sem escolta
lenha pra tal fogo...
que Deus a tenha
e coloque-as à minha disposição
sempre que eu me perder nesse jogo
de idas e voltas
e me detenha
que detenha a vida, também
sempre que ela querer recordar
sobre o que é sentir sem acalmar
sempre que me faltar lenha
É que a chama me acalma
quero deixá-la bem acesa
só pra deixar toda a tristeza
que rondar meu pensamento
bem longe, indo embora com o vento
mesmo que hoje seja só mais um momento.
sei bem...
Eu me recordo
concordo, plenamente
entre os meus tantos versos e incertezas
Sei que o medo me detém, às vezes
(disso eu tenho certeza)
mas a gente ergue a cabeça
sem pensar duas vezes
disso eu também sei...
Sobre a Lua, eu conheço
como um poeta conhece seu verso
Mesmo que inverso
escrito de trás para frente
À fundo, só mostrando o seu mundo
mergulhado nas próprias sensações
afogando nos pensamentos
Observo tamanha beleza sem rir ou chorar
mais rio do que choro
Entre pigarros e sarcasmos
Eu olhei para as estrelas
elas ainda nem estavam lá pr'eu me acanhar
naquele brilho distante
Não bastou muito tempo
pra que eu conseguisse ver
não precisei de muito tempo
apenas pra perceber
que a gente tem que dar amor
e não preocupar-se em receber
nem em tê-lo de volta
É que ele mora dentro da gente
e vive sem escolta
lenha pra tal fogo...
que Deus a tenha
e coloque-as à minha disposição
sempre que eu me perder nesse jogo
de idas e voltas
e me detenha
que detenha a vida, também
sempre que ela querer recordar
sobre o que é sentir sem acalmar
sempre que me faltar lenha
É que a chama me acalma
quero deixá-la bem acesa
só pra deixar toda a tristeza
que rondar meu pensamento
bem longe, indo embora com o vento
mesmo que hoje seja só mais um momento.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Passa-vento, passa-tempo
Queria escrever algo pra expressar meus sentimentos, sendo assim eu escolhi o vento
que de tão passageiro, passou aos meus olhos ligeiro por demais...
aos meus olhos e ao meu redor, coisas tão banais são leais, sempre estão por ali.
Deixo que o pensamento se vá, ahhhhh... que passa.
A moça que passa por mim e renasce a cada manhã, na fé do amanhã.
Teu olho brilhou e eu vi, até sorri enconstado bem ali, na sacada.
Ah, tem coisa que parece mesmo não existir para nada.
Mas a maioria do todo tem seu sentido contínuo,
no fim das contas tudo poderá ser uma descomplicada reciprocidade.
Canto todos os dias para a minha liberdade,
para que quando chegar, que não venha cheia de maldade.
O que eu quero é a bondade dentro da realidade.
Não quero sonhar infinitamente e ter que acordar de repente!
Quero viver sereno, ameno... amenizando o que causa dor,
tirando de mim aquilo que causa terror.
Limpando a vida como se fosse feita de vidro,
aos poucos, diante de mil cuidados enxergo do meu parabrisa o outro lado da pista.
Sorrindo eu vou, só indo pra rir!
Deito na grama, olho pro céu e começo a sorrir.
Sem mil desculpas, progredir!
É que nada me segura, quem acha é por que me procura.
E nessa loucura eu vou, meio a sós desatando muito nós que um dia eu fiz,
coisas que não enxerguei e se encontravam bem abaixo de meu nariz.
Mas passou. Enxerguei. Vi o erro e concertei.
Coloquei as mãos no bolso e prossegui.
Eu disse "bola pra frente!" e morri, mas dessa vez foi de tanto rir.
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