Fazia Sol, depois chovia e eu permanecia
sozinho.
Fazia frio, ventava e eu continuava
sozinho.
Buscava prazer, me embriagava e seguia
sozinho.
Sempre
sozinho.
Ignorei o ronco do meu estômago e acendi um cigarro,
só para pensar.
A minha alma sempre grita,
raramente sussurra...
mas hoje, escolheu sussurrar
enquanto eu andava por aí com o cigarro aceso
queria soltar isso tudo e aquilo
só pra ver se dessa vez eu consigo voar.
Eu nem quero ir muito longe
meu lugar só é desconfortável de vez em quando,
igual agora...
finjo ter paciência,
apenas finjo.
Nem sempre sou dono dessa dádiva,
mas te trago como um trago.
É que eu gosto desse embaralho,
só não gosto de embaralhar.
Complico,
sinto a culpa sem desculpas,
mas eu não sei me desculpar.
Desculpa.