Sou o que mostro e um pouco mais que isso, que fique claro. Me faço de monstro quando quero tanto quanto sou vítima noutras vezes. Que amanheça. Que o céu escureça e que as noites sejam longas. O que me excita de verdade chama-se liberdade. Me liberte de tais prisões, tu tens as chaves necessárias. Hoje eu quero sair só, me sentir só, acender um tabaco e ir embora. No meu bolso só restaram as chaves de minha casa. A violência tomando conta da cidade e eu presa em meus medos de fazer parte das estatísticas sobre esse momento podre na cidade em que tanto amo e nunca quis deixar. Abaixo do teto de minha casa tem eu. Hoje quero sair só, mas tenho medo. Hoje sou o que eu sempre fui. Se eu pedir para que vá, será que você realmente irá sem ira no seu coração? Preciso me encontrar. Ironicamente, eu preciso. Provavelmente, quando eu estiver extremamente feliz irei querer-te ao meu lado mais uma vez. Provavelmente não é sinônimo de certeza. Grito escandalosamente, não me faço de tola, solto o tal do verbo e nada muda ao meu redor. E é tudo uma mera mesmice, nem tais lembranças mudam. E tudo é tão real que. Me faltam últimas palavras para tudo, porém, me sobram explicações. E tais lugares e músicas trazendo até mim a saudade indesejada e abstrata, a saudade que deveria ter ficado no lugar de onde veio. Posso até me arrepender, mas sei o que é preciso fazer. Eu sabia que a dor não tardaria a chegar, mas a liberdade têm me atraído mais do que o prazer de estar com alguém. Talvez, estar a sós comigo seja realmente um prazer onde me martirizo na maioria dos momentos. Tomei coragem e parti. Parti um coração, quiçá. Ops... foi sem querer, te juro. Foi sem querer querendo a liberdade, eu juro.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Nas sombras do subsolo
Sinto a essência do que me agrada
perfume de inspiração
quarto esfumaçado, arrumado
cheirando e exalando lembranças
numa noite onde o som da TV no quarto ao lado é uma simples companhia
tão simples...
Sei de pessoas que vão e que voltam
Nem sempre em vão
nem sempre permanecendo em minha volta.
Procuro aqui entre as estantes
algo que me leve para longe sem sair do conforto de minha cama
onde descarrego todo o cansaço do dia-a-dia
"Tão nova e tão guerreira"
Um bom elogio
E um longo abraço sem sentimentos sombrios
Repleto de sensações embaralhadas
das quais eu me encaixo perfeitamente
como num quebra-cabeça pequeno que me revela algo surpreendente a cada vez que
me dedico a ele novamente...
Mente
O que é a vida?
Mentes que mentem
Corações que doem
Sensações que voam e voltam para o lugar de onde
saíram.
Resolvi sair também
Carrego em meu bolso todas elas
Das mais belas às mais retraídas
escondidas num bolso.
Baú
onde guardo todas as minhas recordações
todas as lições
sem medo de escondidas perseguições.
É que eu sei o que faço
mesmo que a minha insanidade ultrapasse
limites
eu me controlo
me descontrolo
não me arrependo
agora ou depois
me desenrolo no rolo que é a vida
Eu própria me consolo embaixo de um subsolo.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Sobre um dia comum
Hoje a noite parece longa
Mas são tantos pareceres
que até pareço um ser sério
Só pareço
Não pereço no mesmo lugar
Nem agora, nem depois
Hoje deixarei para depois
Talvez por opção.
Deixo as emoções transparecerem
Como um transcender de ideias
Sensações à parte
Deixo ecoar.
Hoje o ar quis que eu seguisse contigo
Desde então o vento me levou
E eu vou
Sem pausas
Sem pasmas
Sem surpresas
Apenas vou...
Hoje o normal me atraiu
Pareceu anormal
Mas não era
São as eras passando
Verás que é a vida
Sagas... cidade
Tão clichê não clichê...
Poucos fatos
muitos relatos
é demais para mim.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Só não estranhe quando ler
Nem bebida, nem cigarro, é algo que não se preenche com química física. É mais uma questão de interioridade, falta algo aqui dentro. E ter que se virar só, nunca foi comigo. Aqui faz tanto frio... e a necessidade de um colo, um ombro, uma mão para segurar é tanta que empurra as lágrimas que escorrem pelo meu rosto como se fosse o nível hard da vida e eu tivesse que enfrentar dia após dia o "chefão" da história tão real quanto as fantasias que eu criava para me divertir enquanto era criança. Perco o sono durante a noite, sinto medo de estar só. Dói... e é tudo questão de sensibilidade, mas não exatamente. Não venha me perguntar como estou se o fato de eu não estar bem e me sentir desprotegida possa lhe incomodar. Preciso que me abrace, me sinto vulnerável... e logo eu que tanto protejo? É a junção de várias coisas que causam essas sensações em mim, odeio me sentir fraca e vulnerável. Mas não se preocupe! Lembra que eu sempre fui forte? Ou pelo menos tentei. Me encontro aqui em meu quarto, quase nua e junto a solidão. É chato demonstrar fraqueza, afinal, o meu signo é Leão (se é que você me entende). Não que o choro demonstre apenas uma fraqueza, mas é como me sinto nesse momento. Desculpa, mas sou tão vulnerável como uma bolha de sabão. O cigarro queimou todo, as cinzas caíram ao chão e o vento as levou, mas esse incômodo não foi embora. Coisas que me incomodam, não querem me abandonar e eu não sei pra onde corro. Queria ter braços a qual recorrer, mas não encontro. Nem correr pra encontrá-los eu consigo, não agora. É parar e deixar as lágrimas escorrerem sem nem ter que piscar os olhos com força para que elas possam cair. É tentar acreditar que tudo vai passar e não conseguir. Será a tristeza e o medo juntos ao mesmo tempo? Eu praticamente desconheço tais sentimentos. Choro com inúmeras descrições saem de meu peito, não quero esconder, hoje eu não estou afim. Retiro todas as minhas máscaras de suposta felicidade e alegria e mostro-lhe como sou verdadeiramente. Será que o meu lado Yin também te encanta? Sinto necessidade do modo como me enxerga com clareza, não quero ser escuridão e mistério para ti. Mas as máscaras me incomodam e assustam. O jeito é buscar respostas nos olhares, sempre. Olhares tem mais o que dizer. Palavras serão sempre só palavras. Sou louca, de verdade. Isso até quem não enxerga, consegue ver. Ainda vou conseguir cuidar de você quando um dia eu cuidar melhor de mim. É que eu gosto de me encontrar mesmo que eu me perca de vez em quando.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Só mais um trago
Fazia Sol, depois chovia e eu permanecia
sozinho.
Fazia frio, ventava e eu continuava
sozinho.
Buscava prazer, me embriagava e seguia
sozinho.
Sempre
sozinho.
Ignorei o ronco do meu estômago e acendi um cigarro,
só para pensar.
A minha alma sempre grita,
raramente sussurra...
mas hoje, escolheu sussurrar
enquanto eu andava por aí com o cigarro aceso
queria soltar isso tudo e aquilo
só pra ver se dessa vez eu consigo voar.
Eu nem quero ir muito longe
meu lugar só é desconfortável de vez em quando,
igual agora...
finjo ter paciência,
apenas finjo.
Nem sempre sou dono dessa dádiva,
mas te trago como um trago.
É que eu gosto desse embaralho,
só não gosto de embaralhar.
Complico,
sinto a culpa sem desculpas,
mas eu não sei me desculpar.
Desculpa.
Assinar:
Comentários (Atom)