domingo, 28 de julho de 2013

O chão de um metrô e coisas que você ainda não sabe


Queria te contar mais esse acontecimento de minha vida mas não sei se já lhe contei tudo sobre mim, não sei  se você acompanha-a. Talvez nem seja tão interessante assim para que seja observada por ti como um belo livro. Você nunca sabe qual será a minha próxima atitude. Talvez ela possa lhe trazer saudade ou afastá-la de mim, ainda mais. Estou aqui sentado nesse chão vazio e empoeirado do metrô escrevendo essa carta para ti mesmo sabendo que não irá lê-la, mas independente disso, escrevo.Escrevo porque quando minhas emoções por ti começam a transbordar controlo-as escrevendo. Parei por um segundo e observei as pessoas ao meu redor, estão todas cansadas e olhando seus relógios. Não queria, mas, aqui estou eu contendo inúmeras lágrimas, cada uma com um sentimento diferente, até mesmo a indiferença. Enquanto as pessoas... ah, elas continuam me olhando.
Hoje venta e faz muito frio, lembrei-me das vezes em que abraçada à mim você ouvia uns dois, três contos meus antes de adormecer. Pegávamos aquele cobertor que a minha avó nos deu e nos cobríamos e dormíamos abraçados em dias como este. Porque as coisas boas se vão com tanta facilidade assim?
Demorei exatos 23 minutos (o nosso número da sorte) para chegar até a lanchonete da nossa antiga quadra. Foi aqui que eu lhe avistei pela primeira vez em minha vida. Sempre costumei agir com bastante indiferença aparentemente, e dessa vez não foi diferente. Você me olhou por inúmeros minutos e eu fingia não me importar. Na verdade, queria que soubesse que eu nunca tinha sido tão observado em toda a minha vida, costumo ser um cara invisível por onde passo.Enquanto me olhava daquele modo o meu coração palpitava incessantemente como nunca tinha ocorrido antes, e por fora, aquela mesma expressão de sempre: quase que nenhuma.
Comecei a fumar depois que te conheci. Isso é esquisito porque depois que cheguei a conclusão que não lhe conhecia mais, continuei fumando. Hoje paro e volto quando eu quiser. Sempre que não sinto saudade do teu calor, não trisco em um cigarro se quer. Milagrosa essa falta de saudade! Decidi parar porque apesar da vida ser bem chata na maioria das vezes, ainda não quero morrer.
Acabo de tomar um café. Hoje, pela primeira vez em minha vida decidi tomar aquele bem doce que você sempre pedia, e lembrei-me de muitas coisas! Pulemos essa parte. Deixei uma poesia na 7ª mesa ao lado esquerdo da porta de entrada, se um dia puder, leia-a. Eu a compus enquanto observava o seu rosto sem que me dirigisse algum olhar.
Os anos se passaram (e como...), eu lembro que quando mais jovem eu carregava um lema comigo: "O tempo resolve tudo." e acredito que de ti restaram apenas as boas e inúmeras lembranças da qual descrevi um pouco nesse papel amassado que encontrei no fundo de minha mochila, acredito que este tenha sido o melhor jeito que o tempo encontrou para resolver-nos. Jogarei-o por aí, torcendo para que você o encontre e seja curiosa o bastante para abri-lo e reconhecer a minha inconfundível letra (como você costumava dizer). Deixo registrado nesse simples pedaço de papel uma parte do que guardei de ti, espero que compreenda os meus pensamentos um tanto aleatórios. É que quando um certo sentimento transborda eu preciso escrever mesmo sabendo que ninguém irá compreender, até mesmo você que jurou me entender e suportar minha loucura e meus vários momentos de insanidade. Hoje sou o reflexo do que causou em mim. Se um dia encontrar-me, apenas me observe como sempre fez e verás o que me tornei.

Com amor, eu.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Mas, tudo bem

"É sexta-feira, amor"
Manhã
O sol bate na janela
adentra o quarto
Encontra alguém
É, o Sol encontra
Me abraça
e milhares de devaneios perambulam por ali
E o coração se pergunta quando há de ter paz.

A vida, mãe nossa?
Não sabe lhe responder
E aquela doce agonia está sempre por perto
Um doce, meio amargo, chamado paixão
Outro doce que deixam amargar chamado, amor

Queira o coração esquecê-la
ou esquecê-los
queira conviver com ela
ou eles
Ela sempre estará ali
A tal da agonia
Queira o coração, aceitar a situação
Queira

Porque a vida é mesmo assim...
Desse jeito.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Uma noite sem porquês.

E não me venha com mais perguntas sem respostas. Minhas dúvidas costumam ser o bastante para mim, eu não preciso que me deixe a desejar. Viva com as suas próprias dúvidas, não aumente as minhas. Traga até mim apenas as certezas da vida (se é que existem). Por que o que quero, na verdade, é a resposta para todas as dúvidas, mesmo que seja difícil aceitá-las assim quando surgem. Às vezes até finjo não existir, aí eu durmo. O mundo sempre quer me mostrar algo, disso eu sei. O problema é que ando meio preocupada demais com o que deve ser, do que com o que realmente é. Aqui, agora. Não vivo de incertezas, não, e ninguém vive. Antes uma realidade do que inúmeras ilusões, e aí, tudo se complicará menos. Que nenhuma pressão seja exercida sobre mim, é só isso que peço. Dúvidas me pesam. Dúvidas são as próprias pressões em exercício. No momento, eu abomino-as. E se me compreende, meus agradecimentos. A quem não sabe o que descrevo aqui, meus sinceros pêsames. Resolvi fugir das dúvidas essa noite.

Escrito com Matheus Maia.

domingo, 14 de julho de 2013

Isso para mim tem outro nome

Então deixa o choro vir e banhar o teu rosto
lavar a alma
acariciar-te como ninguém.
Deixe que ela te ouça, só ela.
A lágrima.
 Deixa que o tempo que tic-tac-teia
sopre o molhar desses pequenos pingos,
deixa.
É só mais uma noite que se vai
em busca de explicações para aquilo que, talvez,
nem tenha respostas.
Deixa estar que alivia.
Deixe estar.
Apenas.
Deixe.

domingo, 7 de julho de 2013

Alguns devaneios, poucas normalidades e um final cheio de "talvez"

Será que é errado pensar no futuro? Qual será a verdadeira face dos devaneios? Parecem verdadeiras loucuras. Talvez eu seja uma loucura normal, comum e ao mesmo tempo diferente. Acho que cada um tem em si um espírito de questionamentos infindáveis, da filosofia no ato, enquanto vive. É como se fosse uma chama que a partir do momento que acendemos-a, ferve em nós pensamentos que nos fazem delirar, mesmo que por pouco tempo. Em algum momento é necessário uma pausa para descansar, descansar o espírito, abrir mão das loucuras. Será que fomos feitos para morrer? Qual será o sentido da morte? Quem sabe um dia existiu algum "antídoto" que fizessem-nos viver  mais do que o normal e, com o tempo, esse antídoto foi sendo castigado e excluído pelas atitudes dos seres humanos? Hoje vivemos e morremos rápido, sem ver, sem saber o por quê. Haverá mesmo um sentido para o fim da vida? Será que há um jeito de viver eternamente? E criaram drogas destrutivas, e transformaram bons sentimentos em seus opostos. Do amor ao ódio, da paixão a possessividade, da compreensão a falta disso. Será que existe um caminho realmente certo a seguir? Penso que haja. Há momentos em que sinto-me bem seguindo tal estrada, há momentos em que incomodo-me e me transfiro a outra. E o medo, porque existe? Ressuscitamos ele por querer? Sentir medo talvez seja um ato involuntário, quase invisível. É preciso sensibilidade para decifrá-lo e mudar a rota, sair do medo, esquivar-se. E são tantos questionamentos para poucas respostas. Talvez isso nem seja um ato louco: questionar. Como ouvi dizer: as perguntas nos mantém acordados para tudo aquilo que acontece ao nosso redor. São elas que nos livram da alienação presente no dia-a-dia de cada um, seja nós quem formos, seja lá qual for a nossa classe social e a nossa postura diante da sociedade. Viver e questionar o futuro: mesmo que seja errado não evitarei que seja assim, preciso questionar e, talvez, todo mundo precise. Talvez isso seja viver. E sempre haverá coisas que terão um fim e deixarão porquês no ar,  isso poderá ser natural, depende de quem vê. A loucura é diferente e presente em cada um de nós. Acredito que um dia o tempo trará respostas para todas essas perguntas, sejam elas minhas dúvidas ou as tuas. Costumo dizer que o tempo resolve tudo, e talvez eu use "talvez" demais, mas a verdade é que eu jamais terei certeza de algo. Para mim tudo é um mito e as opiniões são todas relativas dentro de nós, e eu pensarei assim até que me provem o contrário. Esse é o "meu mundo".