sexta-feira, 31 de maio de 2013

Drinks, madrugadas e uma certa liberdade


Em um bar de uma esquina qualquer, dá alguns goles no seu copo de cachaça e sai do estabelecimento como um ser largado, livre. Camiseta aberta, calças caindo, caminhar desgovernado.Saiu sem rumo pelas ruas escuras da cidade. Acendeu um beck e esqueceu do mundo. Caminhou, caminhou, caminhou e foi interceptado por uma moça com uma ótima aparência que lhe chamou para tomar alguns drinks. Depois de inúmeros, ela o convidou para o seu pequeno quarto no alto daquele bar, entraram, tiraram a roupa e passaram a noite ali, juntos. Ele levanta da cama, acende um cigarro e observa a Lua às 4h da madrugada enquanto a moça estava ali: nua e deitada, ao alcance de seus olhos. Às 5h30min da manhã, ele começa a vestir-se novamente, em silêncio para não acordá-la, pega as suas coisas e retira-se dali. Sai pelas ruas mais uma vez, de madrugada. Mais uma vez está ali: caminhando sem rumo ao som do bom e velho Blues até que outra mulher o tenha por algumas horas, mais uma vez. Por enquanto está só, aguardando ansiosamente a próxima noite. Só deseja a pura e verdadeira sorte. Apenas isso, vivendo em busca do prazer: esse é o seu lema.

Aquilo que preciso

Tenho agonia dessa vida monótona.
Preciso que algo mude, preciso.
Preciso de tanta coisa que me perco.
Há tempos não acontece nada que me surpreenda de um modo positivo e mecha com meus sentimentos.
Mas agora, preciso descansar. Quero viver tranquila, quero ter um coração e uma mente totalmente leves.
Não quero me interrogar inúmeras vezes. Quero sentir que estou viva, por dentro e por fora. Interiormente e exteriormente. Não quero recordar-me de nada daquilo que me preocupa por longas e intermináveis horas. São tantas coisas, não cabem aqui, em meus pensamentos. Quero espaço. Poder respirar. Me utilizo daquilo que não faz parte de mim e sinto como se eu não estivesse aqui. A vida está cheia de vazios. Queria fugir de tudo, de uma vez só. Agora.

domingo, 26 de maio de 2013

Análises à parte

Mas se tiver algo bom pra lembrar e guardar comigo, que eu lembre. Que eu continue a minha vida aconteça o que acontecer, mesmo que as coisas pareçam nunca se ajeitar. Sei que um dia tudo ficará lindo e agradável, novamente. A vida é uma completa metamorfose: em questão de milésimos tudo pode mudar. Na verdade eu não sei quem sou, chego a conclusões e depois as perco. Isso é incomodante, porém, não há como evitar. Estou nos meus quase 17 anos, entre a adolescência e a fase adulta, quase que precoce. Todos os sentimentos embaraçados, contidos, estranhos, formando o meu caráter que talvez seja o único para uma vida toda. Sentimentos de que errei diversas vezes, mas também acertei o alvo e consegui arrumar a minha vida em todas as vezes em que ela ficou de cabeça para baixo. É como acordar dia após dia e o quarto estar literalmente bagunçado depois de uma mudança, e aos poucos vou lhe arrumando até que ele fique impecavelmente organizado como a minha vida é em alguns (e poucos) momentos. É assim que as coisas no meu universo fluem. Meu próprio universo. Dediquei-me a muitas coisas que não valeram a pena, mas o fato de eu saber que tudo que acontece tem um por quê visível, me faz prosseguir. Errei, oque é completamente normal. E acertei inúmeras vezes, mesmo sem perceber. Dizem que isso é de gente que é como a lua, pessoas de fases variadas. Se realmente for assim, bom, acho que todos os seres humanos são, até mesmo aqueles que usam máscaras e esquecem do que realmente são ao se infiltrar demais no personagem que criou para tentar fugir do que construiu em si próprio, do que realmente é. Mas, eu mesma prefiro assumir o que me tornei e prosseguir assim mesmo, porque no fundo eu sei que um dia as máscaras caem e não quero ter nenhum problema quando isso acontecer. Eu assumo a minha realidade mesmo que ela seja complicada e confusa, afinal, acho que viver é isso: encarar as coisas como elas realmente são. Não quero ser taxada de idiota, tão pouco hipócrita. Sou o que sempre fui, mesmo que eu não saiba o que sou.

Escrito com Matheus Maia.

sábado, 11 de maio de 2013

Alguma mala.

Sabe o que eu queria, mesmo? Fugir pra um lugar, fugir. Quem sabe eu conseguiria colocar essa minha cabeça no lugar? Porque anda tudo tão bagunçado, parece impossível que eu consiga “me ajeitar”. Colocar umas roupas numa mochila gigante com uma barraca e um bom tênis e seguir, sem rumo até que minha mente se purificasse do mal que tenho causado à mim, ultimamente. Comprar uns cigarros. Os meus melhores amigos costumam ser os 20 cigarros de um maço. Onde encontro forças para não desistir? Será que elas habitam dentro daquilo que eu sou? Eu me questiono, toda hora. Imagino o quão deve ser insuportável me ver reclamar da vida todos os dias, me ver com uma cara indiferente dia após dia desde que não tenho estado bem. Está tudo bem e de repente eu já não sei mais o que houve. Tudo escurece, fica horrendo e dolorido. E esse aperto aqui no meu peito, até onde vai? Preciso reencontrar o meu ponto de paz, talvez uma luz ao fim do túnel que caminho, caminho, caminho e nunca alcanço. Ultimamente os problemas tem vindo à tona, todos de uma vez. É como se eu recebesse caminhões de entulho em minhas costas e não conseguisse caminhar. Quem sabe consigo ficar aqui, parada, com esse bando de entulho psicológico em cima de mim? Quem dera eu toda vez que tomasse um banho, a minha alma e os meus pensamentos também entrasse no embalo. Há dias não consigo me reencontrar e me pergunto: onde é que eu fui parar? Cadê o meu eu? Não me encontro. E os meus sorrisos longos e alegres, onde estão? Será que eu tenho me abandonado sem perceber, deixado de cuidar dos meus problemas e afundando-me em ilusões? Até quando irei acordar e querer voltar a dormir com medo de enfrentar o mundo e conhecer pessoas, até quando? Tanta coisa mudou… cadê a minha coragem…? Eu vou tentar sair por aí, meio que sem rumo. Irei me procurando em todos os cantos possíveis, em todas as cidades, em todos os lugares que eu puder. Quem sabe eu esbarro em mim, por aí? Quem sabe o meu eu também esteja à minha procura? Não adianta. A minha cabeça não pára um segundo. A madrugada pode ser sim a melhor hora para pensar, mas é nessas horas frias que eu encontro a minha insanidade adormecida. Não queria acordá-la. Mas no final, acaba tudo bem. Hoje já é um novo dia. Que eu tenha uma boa madrugada, um bom dia.

Imagina.

Entre e feche a porta, eu desligo a luz. Deixe que eu feche todas as janelas e fique tudo bem escuro. Nada precisa ser visto e observado nesse momento, apenas sentido. Tudo começa com um beijo, nenhum de nós dois sabemos onde isso irá parar. Minutos depois eu sinto o meu corpo deslizando pelo seu precedido de leves sussurros. A minha mão alcança a sua cintura. Impossível me conter, o teu corpo grita por mim e eu desejo você. A tua boca me chama. É você, tudo o que eu desejo, agora. Agora, é só eu e você. Ninguém para atrapalhar. Você retribuí com todo o seu charme. Nossos corpos estão quentes. Realizamos todos os nossos desejos sem perceber que a hora passou. Esquecemos do mundo e só existe eu e você. No final das contas ninguém entende o que acontece entre a gente. Ninguém nunca irá entender, por mais que se esforce. Já é tarde. Cansamos. Agora é hora de deitar a cabeça no travesseiro e refletir: onde iremos parar? Se é que vamos parar…

Por muito dizer...


- Tentar dizer e falei até demais.
Mesmo assim senti que ainda faltava algo à ser dito. Algo que nem eu mesma sei. Sinto um sono imenso, acabei descobrindo que dormir é (praticamente) a melhor coisa do mundo para fazer. Não me incomodo quando durmo e não incomodo à ninguém. Relaxo. Esqueço os problemas. Tudo passa… O que não passa quando eu adormeço? Por mim, nada. É certo que eu crio as piores expectativas possíveis, talvez elas evitem muita coisa. Consigo me virar a maior parte da minha vida, sozinha. Desabafos em cima de desabafos. Coitado de quem me ouve ou lê o que escrevo. O meu rosto, creio eu que não tem expressado nenhum sentimento, ao contrário do que acontece dentro de mim. Me pego sempre com a cabeça encostada no vidro do ônibus e o meu olhar distante. Até fico me perguntando: o que será que essas pessoas pensam quando me veem assim? Mas isso não importa. Os meus dedos cheiram a cigarro, os meus melhores companheiros. Percebo que a esperança de que tudo pode melhorar tem medo de aproximar-se de quem sou e não sei bem o por que. Vomito palavras que mais parecem abismos esquisitos. Foda-se, o peso da vida diminui. Sinto tudo girando, de cabeça para baixo. Que ânsia! Terminarei o meu dia monótono, chato, assim: escrevendo. Talvez seja a única coisa que ainda sei fazer, se é que sei. Porque o resto… é só o resto.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Efeitos de uma madrugada sem você

Eu não sei que efeito é esse que trás a madrugada, mas acho que o vento dela carrega a saudade de ti na mesma intensidade do frio que sinto aqui. São 02:13 da “manhã”. Há alguns minutos atrás eu deitei e tentei (em vão) adormecer, mas algo me incomoda. Distância e saudade. “Distância e saudade” ecoam sem parar em minha consciência. E você, o que será que está sonhando neste exato momento? É, amor. Cá estou eu em minha casa, sem ti. Lembrando de como começamos e de como estamos indo. Tomando goles de consciência para compreender que dessa vez a paixão me laçou. Mais um gole para eu perceber que é de ti que devo (e quero) cuidar, passar anos e anos contigo. Outro gole para que fique claro que o meu coração está em suas mãos. Tento entender o que é isso que você causa em mim, mesmo estando longe. É, cheguei a conclusão de que certas coisas a gente não precisa entender, só precisa viver e sentir. Essa é a verdade. E o que sinto, só aumenta. A paixão me embriagou, literalmente.