segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pra terminar



         É madrugada. A TV está ligada no volume mínimo e ouço alguma musica que me lembra algo. Começar a recordar de momentos nossos nunca é bom agora. Na última sexta-feira eu estava em uma praça com um amigo e enquanto tomávamos um vinho, depois de alguns goles comecei a falar de você. Exitei quando vi que era lembrança demais pra pouco eu e para os ouvidos daquele grande amigo. Sintonizei o pensamento em outras pessoas que me fazem bem, prefiro chamá-las de "distração". Não que eu use-as para desviar o pensamento de você, mas de certo modo não pensar em ti me faz muito bem.
        Ocupo a minha cabeça de todos os modos possíveis, é cansativo pensar na mesma coisa todo tempo. Desde que te conheci é só isso que faço. Mas você me fez mal, não é mesmo? Pra que ficar lembrando? Não devo. A sua atitude foi jogar tudo pro alto e apostar em outra pessoa, coisa que eu não fiz. Te esperei até que cansei, esperei minutos, horas, dias, meses... Prometi te esperar em um de meus textos, mas coração não é brinquedo.
          Escolhi aprender a te amar. Por ter algum sentimento por mim eu não quis magoar-te. Aprendi a amar e você "pulou fora". Que merda. Eu poderia muito bem ter bloqueado o meu coração pra ti. Ah, se eu soubesse o que faria com o meu coração nada do que sinto e tento decifrar agora estaria acontecendo. Posso chamar de burrice essa sua atitude? Que prazer é esse que sente ao me evitar? É bom isso? É melhor do que tudo aquilo de bom que te fiz sentir durante as suas madrugadas sem sono e seus momentos de solidão?
          Talvez eu esteja errado, ao dizer que você está me evitando. A cada passo que eu dou em sua direção você caminha dois para longe de mim. Cada dia, hora, cada segundo me sinto mais longe de você. Talvez você tenha visto que ficar comigo foi um erro ou que eu fui seu maior erro. Se sou mesmo isso tudo para você, saiba que para mim você foi um acerto, saiba que deres fim a esse amor. Talvez eu venha a cair, e se a mão que me ergue for a sua mais uma vez, me fará feliz novamente, mas se não for, saiba que já não tem o espaço que tinha antes em minha vida. Talvez esse seja apenas um texto de despedidas, um desabafo, apenas palavras. Entenda como quiser. Enquanto tenta compreender estarei sentado na cama com a TV ligada e descansando disso tudo que você me causou durante o tempo em que esteve ao meu lado. Descansarei até dormir... Talvez um dia ao acordar eu não lembre mais da forma que é a sua face. Como mágica, tudo que foi vivido, foi esquecido, será esquecido.
          Eu coloquei a decisão mais importante de tudo o que vivemos em suas mãos, e você decidiu o que lhe foi conveniente. Cansei de decidir tudo por nós. Sim, eu sei que está decidida. Se isso tudo for uma nova fase para você, tenha uma boa sorte e me deseje o mesmo. Sei que vou precisar, do mesmo modo que você. Boa sorte.

Escrito com Rayllonne Petrelli

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O que levo comigo


    Numa esquina qualquer de uma metrópole, lá estou eu a sós comigo mesma. O chão pareceu muito atraente enquanto eu beberico alguma bebida da qual não sei muito bem o que é. Sentei na calçada e percebi que a musica que sai do fone de ouvido preto fala por mim tudo aquilo que eu sempre quis dizer. Como acontece várias vezes eu me peguei pensando em você, de novo. Imaginei a gente no sofá da sala, vendo um filme, fazendo carinho e me vi prestando mais atenção em ti do que no próprio filme em que eu queria tanto assistir. Sinto falta da atenção que recebia de você, eu era mais completa... mas enfim.
    Tinha acabado de encontrar um grupo de amigos, conversamos a noite inteira, nos divertimos e agora estou aqui: sentada no chão, com um casaco bem quente e roupas cumpridas. Parece que por algumas horas eu vivia um sonho ou qualquer coisa do tipo... no bom sentido, claro. Coloco o óculos de grau e tento enxergar um outdoor bem afastado daquela esquina escura, mas isso não importa agora. Ah, nesse momento parece que a minha cabeça vai explodir de tanto pensamento acumulado. São inúmeros problemas para resolver, farei tudo isso... a sós comigo. Nada melhor do que a minha própria companhia.
     Termino de tomar aquela bebida e saio caminhando pela rua até chegar em casa. Os carros e as pessoas vem e vão na rua seguinte. Caminho e logo chego em casa. Ligo o computador e volto a rotina que tenho encontrado de vez em quando. Hoje é domingo de madrugada, quiçá amanhã retorno a minha rotina da qual ainda não me cansei.
     Muita coisa mudou em mim, na vida, nos dias. É certo que irei me acostumar com isso tudo daqui pra frente, mas tenho a sensação de que agora nada me falta. Estou seguindo levemente, construindo tudo aos poucos. Tenho vários planos e metas e realizá-los só cabe a mim. Posso ter errado a vida inteira até algum tempo atrás por ter confiado aquilo de mais importante que tenho em mim, à alguém: o meu amor e a minha própria felicidade. Sim, cometi o dito erro de deixar essas duas coisas na mão de alguém não confiável. Será isso uma fase em que superei? Vejo que sim, e levarei isso comigo daqui para frente pois a pessoa mais confiável em que devo deixar o meu amor e a minha felicidade em mãos, sou eu. Aprendi a confiar em mim e ser dona de minha própria felicidade. Deitarei a minha cabeça no travesseiro e sobre o dia de amanhã: deixo pra depois. Cada dia é um dia e tem sua importância. Levarei comigo só o que foi bom, só o que foi bom. Aprendi, tropecei, mas restaram as lições. É o que importa.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sinta


Na mochila, sempre os mesmos objetos.
No coração, sempre os mesmos sentimentos.
No ciclo de amizade, sempre as mesmas pessoas.
Na cabeça, sempre as mesmas preocupações, quiçá.
Quero mudança enquanto nada muda. 
Quero permanecer como estou enquanto não quero. 
Vivo ao alto, vivo ao baixo, mas assim vivo. 
Continuarei a caminhar, caminhar e caminhar. 
Essa mania de querer viver loucuras sem limites anda "dando nos nervos". 
Chega uma hora em que a gente cansa de ser assim e procura mudar mas não muda porque isso já faz parte do que somos. Sou fora do comum, do padrão, daquilo que te agrada sempre. É confuso. Mas eu sou normal. Pra mim eu sou normal, pra você quiçá não. Você me vê de outra perspectiva, eu não. "Não tente entender, só sinta."

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Viagem


     Hoje é mais um daqueles dias chatos de carnaval em que me vem a vontade de escrever sobre você. Acho que o meu único modo de desabafar por inteiro é escrevendo. Lembro-me dessa madrugada em que eu estava dentro do ônibus, seguindo viagem, coloquei os fones de ouvido e comecei a relembrar, relembrar de muita coisa e também inventar momentos que ainda não existiram na minha vida. Vieram tantas pessoas em mente, tantas... das mais importantes até as menos importantes. Eu olhava as estrelas e acho que nunca vi um céu tão belo como aquele. "Shine bright like a diamond" e essa frase se repetiu, foi a hora em que as lembranças de tudo que vivi ao seu lado veio à tona. Digamos que também inventei momentos contigo, mas nada que te afetasse de algum jeito. Eu pensei em você até dormir, inventei momentos e situações até pegar no sono...
     São 4:00 e pouco da manhã, o ônibus parou em uma das rodoviárias e eu acordei. Peguei uns trocados, desci do ônibus e fui "respirar". Entrei na lanchonete e comprei lanche e um cigarro. Acendi-o, dei o primeiro trago e sentei no meio-fio. Cada trago, uma lembrança, uma saudade. Aquilo foi apertando o meu coração de tal modo que o meu olhar foi parar longe. Percebi que as pessoas ao meu redor me olhavam. Um rapaz chegou e pediu alguns trocados, entreguei 50 centavos e ele agradeceu. Fiquei feliz por isso. Talvez, não por ele ter sido grato como não é de costume e sim por ele ter me dado atenção, mesmo que por alguns segundos. Ando precisando de atenção. Vai entender... não é mesmo?
     Apaguei o cigarro e embarquei no ônibus mais uma vez, coloquei os fones de ouvido e dormi de novo. Acordei já em Brasília... ah... como é bom respirar esse ar. Me senti como um pássaro livre e cansado, porém, mais livre do que cansado.
     Horas depois, já em casa, tinha acabado de acordar. Sentei no sofá e senti saudade, muita saudade, uma vontade incontrolável de te ligar... e liguei. Ouvir a sua voz continua sendo confortante e muito bom, muito. Estou completamente ansiosa, preciso te ver pra colocar os "pingos nos ís". Acho que ficou tudo muito mal resolvido, uma história inacabada. Seja o que tiver que ser, aconteça o que tiver que acontecer. Seja lá o que for, tudo tem um por quê de acontecer. Sentarei novamente no meio-fio, acenderei outro cigarro e continuarei pensando em você, até que algo aconteça. Seja lá o que for, meu amor.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cafeteria da esquina, não esqueça.





     Olho da janela do apartamento e a chuva cai lá fora. Não há sol, não há horizonte... os prédios tampam. Porém, há muitas árvores e aqui faz frio. Fecho a janela, pego a minha xícara de chá, sento em frente a TV e desligo o rádio. Não há ninguém pela casa, só eu... a solidão tornou-se rotina desde que a minha vida tornou-se mais corrida e insuportável. E como está você, será que está dormindo? Eu estou pensando em você, e muito. E você, pensou em mim hoje? Me pergunto isso toda hora.
     É, não há nada de interessante na TV. Prefiro desligá-la  novamente e ligar o som. Acendo um cigarro, pego uma dose de whisky e desligo o celular. Não quero que me perturbem, preciso de um tempo comigo. Acho que essa coisa de me acostumar com a solidão é verídica, eu preciso disso. Me sinto cada vez mais velha e sozinha mesmo sabendo que não estou. Esse sentimento deve ser em decorrência de alguns sentimentos que eu tive muito precocemente, mas isso não importa agora. As luzes da sala estão todas apagadas, ou melhor, de toda a casa. A embriaguez já tomou conta de mim, e como todas as outras vezes, me veio aquela vontade de escrever para você, ou te ligar, mandar uma mensagem no celular... mas exitei. Esse meu orgulho tem me ajudado bastante à mostrar que "não" sofro por te ter tão longe, ou melhor dizendo... não te ter, nem perto, nem longe. Orgulho dói, por isso choro durante alguns minutos. Me deito, ali mesmo, no sofá da sala.
     Acordei agora. Não vi a hora em que adormeci e estou deitada no sofá com uma baita claridade no meu rosto. Sinto uma dor de cabeça, um sentimento estranho, vazio... como sempre tem ocorrido ultimamente. Tomo um banho, lavo o corpo e tento lavar a alma também. Afinal, mais um dia está se iniciando, tenho zilhões de coisas para fazer. Diferente de quando lhe conheci, alguns anos atrás. Quem diria que esse sentimento fosse durar até hoje, não é mesmo? Você continua com a mesma beleza, obteve maturidade... eu me orgulho de você. Realmente não sei como está a sua vida ultimamente, mas espero que esteja bem. Te quero bem como eu sempre quis. Te quero para mim, ainda.
     Hoje temos um encontro marcado na cafeteria da esquina, não esqueça. Colocar os papos em dia, matar a saudade... quem sabe dessa vez você queira namorar comigo, depois casar, me tirar dessa solidão e rotina cansativa? Passar mais uma noite comigo... Quem sabe, quem sabe...? Aguardo ansiosamente a nossa hora e sinto de verdade que ela chegou. Te espero mais tarde.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O barco


E nesse seu vai e vem a gente marca um encontro, quem sabe toma um cafezinho, você senta ao meu lado e então eu te abraço e te protejo desse frio. Jogar conversa fora, falar de coisas boas, sem clichê e resgatar do passado só aquilo que foi bom pra mim e pra você. Sobreviveremos a todo e qualquer mal, juntos nessa caminhada. A vida com você tem mais graça, não quero lhe perder. Quando vier de novo, peço por meio desse escrito que você fique. A sua presença me completa, me trás boas sensações: a minha pupila dilata, o meu sorriso aparece e o coração acelera, tudo muito bom. Tá ruim aqui, agora... sem você. Sabe, amor? Complica menos, já entendi que tu não é fácil. E eu lhe disse: tua presença me faz bem... cê sabe, cê sabe... acredito que o destino tem algo mais para nós. Lembra quando me mandou aquele texto de Caio Fernando em que diz para eu remar? Pois é, estou remando. Ainda não abandonei o nosso barco. Se você quiser voltar e ficar, ainda estou aqui. Mas não demora não, tá? A vida é curta. Mas esse curto tempo eu quero passar contigo. Sem mais. Então segura aqui a minha mão, mas olha, segura mesmo, cruza os seus dedos nos meus e aperta forte, porque teremos de enfrentar muita coisa. É difícil? Sim. Mas se fosse fácil, não teria graça. Não solta a minha mão... não solta.

"Tempo voa e quando vê, já foi."

É, estou sem sono. Talvez seja culpa da tarde bem dormida ou dos inúmeros pensamentos que inundam a minha cabeça esses dias. Se eu pudesse me desligaria de tudo agora. Tudo isso cansa! Ah, quer saber?! Sei lá o que pensar. No fundo eu sei que devo mudar algo, devo mudar muita coisa. O tempo voa, o tempo voa... tudo muda e eu mudo junto, não por opção: a mudança vem da obrigação (acho). Eu quero muita coisa, porém, não quero nada. Porquê? Entenda você como preferir. A vida é assim. Aceite e releve, mas não aceite tudo e não releve tudo, somente aquilo que deve. Viva leve e sem medo. Deite a cabeça no travesseiro e tente dormir. Relaxa... é só mais um dia que terminou e você pensa que nada mudou, mas muita coisa mudou, só você não viu. Tempo voa e quando vê, já foi.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Brasília...


Brasília
Legião Urbana
Vinho e cerveja
Cigarros
Amigos
Amor.
Tudo o que eu preciso.
Mas: e se eu quiser paz?
Devo retornar a Minas Gerais?
"Se quiser a paz, Minas Gerais!"
Mas eu quero a felicidade.
Paz?
Possuo.