Mudanças... tão inevitáveis. São inúmeras as mudanças. Várias. Desde então começo a perceber que nada permanecerá do mesmo modo, que alguma coisa pode ser isso hoje, mas amanhã poderá tornar-se em algo diferente, fora de minhas expectativas e respectivos padrões mentais. Não é tão complicado assim aceitar esse modo de vida, sempre foi assim. Saí do útero da minha mãe de um jeito, e agora sou totalmente de outro. Tudo mudou, tudo. Não tinha nada, hoje tenho algumas coisas. Alguns amigos. Alguns amores. Alguns desejos. Alguns sonhos.
Recordo-me da infância onde tudo era fácil, certas coisas eu não sentia quando criança... certas coisas não me importavam. Eu vivia como se cada dia fosse o último: acordava antes de todos, pegava a bicicleta ás 7:00 da manhã, ia até a padaria pra depois tomar café da manhã e ir andar de bicicleta, até encontrar algum amigo pra poder brincarmos juntos. Hoje vejo o quanto isso é belo. Simples e belo. Agora acordo ás 8:00, sim, ás 8:00. Já não tenho mais aquela bicicleta roxa. Tenho agora uma casa para arrumar e algumas coisas para me preocupar. Não vou mais até a padaria, não quero café da manhã.
Sei que algumas coisas não mudaram, no fundo eu sei disso... Talvez só a rotina tenha mudado, as prioridades... mas o coração continua o mesmo e os sentimentos também. Coração, sentimentos... andam no mesmo caminho, de verdade.
O tempo passou tão rápido e todo o exterior mudou, mas o interior continua intacto. Na verdade, eu acho que o tempo voa. Não há outra explicação pra que ele passe tão rápido. Por isso devo viver. Amar. Apaixonar-me. Sonhar. Ajudar a mim e aos outros. Fazer a diferença. Ser diferente. Sorrir... mesmo que as possibilidades de negar um sorriso sejam múltiplas. Prefiro sorrir e se estiver difícil, que seja, sorrirei do mesmo jeito. E sei que a vida é mesmo uma roda gigante. Sempre gostei de roda gigante. Espero sempre gostar.