quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Coisas simples


Alívio.
Leve.
Alívio.
Me leve.
Até onde irá?
Quero ir contigo.
Não sei quem iremos encontrar.
Talvez um caminho contínuo de felicidade.
Sem retornar.
De algo que aqueça o coração.
E jamais desaqueça-o.
Amor...
As coisas simples permanecem.
Encantam.
Distribuem sorrisos.
Simples.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Á parte


Definir meu estado
deteriorado
sem fim.
Corro pra longe
tu me alcanças
sinto.
Logo desapareces
parece poeira ao vento
se vai.
Deixa tudo sujo
deixa defeitos
carrega todas as minhas qualidades
e não volta.
Eu lhe busco
sempre.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O verde e o caule

A folha e seus verdes
veias
Se pisar
machuca
perde a vida
a cor.
O caule lhe sustenta
sempre seco.
Porque?
Não sei.
Sei apenas que um completa o outro
mesmo sendo totalmente diferentes.
Mesmo assim.
Permanecem juntos.

Você tragava com tanta beleza... eu observei.

domingo, 28 de outubro de 2012

Pra que título?


Acendi um cigarro e comecei a observar a lua. Brilhava tanto, mesmo sozinha. Não havia estrelas que meu olhar pudesse perceber. Logo veio em mente alguns acontecimentos recentes, porque o passado... ah, o passado já não tem tanta importância. Passou. Dizer que eu não queria reviver algumas coisas seria um erro, mas não no momento. Agora estou em outra fase, digamos que de cura. Cura, talvez uma palavra forte demais, porém não me lembro de nenhuma outra com o mesmo significado por agora. Algumas coisas não surtem tanto efeito como a alguns meses atrás. Nem mesmo algumas musicas que fizeram tanto sentido, surtem efeitos.
Eu apago o cigarro e ele leva com si algumas lembranças. Foram inúmeros tragos, incontáveis, talvez no meio disso tudo assim como a fumaça, as lembranças que um dia foram fortes hoje já não estão mais aqui para fazer jus a seu efeito. No início doem, mas logo depois quando se vão, vem o alívio e você quer viver tudo de novo. Ou pode já estar satisfeito. Por isso apaga-as e restam as cinzas que o vento leva. E o que restou? Absolutamente nada. Fica ao meu critério fazer tudo novamente ou deixar que o tempo, o vento, o pensamento tenham seus efeitos. Fico com a ultima opção, isso é fato.

Permaneça, flor... permaneça.


Olhar sereno.
Nuvens claras.
Tarde de domingo.
Calor.
Lá fora venta...
aqui não,
lá fora.
Dentro de mim, choveu.
Parou.
E então, nublou.
Permaneço assim, "nublada".
Talvez possa haver primavera,
onde chove e logo após tudo fica belo e colorido.
Nasce uma flor.
Se eu cuidar, sei que ela não murchará.
Ei flor, permaneça.

Mudanças, mudança, mudanç, mudan, muda, mud, mu, m.


Sem luzes


Aqui não venta.
Faz um calor imenso.
Já são altas horas da madrugada.
Não sei de que modo posso modelar meu mundo.
Enfim, não sei o que sentir.
Levar em consideração.
É complicado.
Você pode me entender?
Não.
Então, tudo bem.
Se preferes assim, quem sou?
Quem sou eu pra mudar...?
Sou alguém para ficar em meu canto.
Sem chamar a atenção.
Sem palco.
Sem luzes.
Apenas.
Eu.

Palavras soltas que o vento preferiu não levar


De saudade foi para lembrança
de rotina foi para mudança
de constante para
relevante
inconstante
causava o bem
hoje confusão
fora da razão
fora do comum
foras...
o que me espera lá fora?
Sentimento é algo que aflora
logo, não dá pra conter
esconder
desaparecer
tentar esquecer
mudar
"deixa que o tempo vai
cicatrizar."
Passou, cicatrizou.

sábado, 27 de outubro de 2012

Liberdade, felicidade, amor e outras coisas


É como se a minha realidade se privasse de mim a cada segundo. As horas passam rápido demais. Eis que tudo se desmancha com facilidade, fora do comum. A areia da ampulheta se dissolve como num piscar de olhos. Me pergunto: o tempo possui asas? 
E voa, voa, voa... não para.
Querem me segurar, prender-me. Talvez não haja motivos para isso, mas se houver, quero descobri-los.
Viver é bom quando a liberdade está em nossas mãos, ou próxima de nós. O mundo é uma prisão, as circunstâncias e oportunidades, são uma prisão. Pessoas funcionam como abafador de sonhos, onde você sonha e diz aquilo que quer pra você, e quem houve lhe sufoca. Diz palavras que soam como "tapas na cara" enquanto você só precisa ser ouvido e compreendido. Querem diminuir o seu valor, quando na verdade ele é tão alto que ninguém pode torná-lo baixo. São inferiores e querem-lhe abaixo deles. As pessoas...
Somos forte demais para estar abaixo. Não se deixe abalar por nada, permaneça firme até o fim. A recompensa vem depois. Faça tudo que lhe traz benefícios, bem-estar. Pode soar meio egoísta mas, cuide primeiro da sua felicidade. Sendo feliz consigo mesmo podes ajudar outra pessoa a alcançar a felicidade como alcançou. Mesmo que por pouco tempo.
Felicidade não é um destino a se chegar. Felicidade são alguns atalhos do caminho.
Por isso, viva. Viva cada dia como se fosse o último. É meio clichê mas, nunca se sabe sobre o dia de amanhã. Sabemos apenas que o passado pode refletir no futuro de um modo agradável, ou não. Pense e repense sobre suas atitudes para que não sofra danos no futuro. Mas viva intensamente. Isso sim, é importante.
Viver intensamente.
Poucos conseguem, mas ninguém nunca reclamou porque viveu intensamente. Então, não contenha o risonho que há dentro de você e muito menos o que guarda dentro de si que lhe traz benefícios. Cresça, e apareça. Por fim, espalhe o amor.
Ele é importante.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012


Estou cansada...


Entenda como quiser.


Fisicamente.
Mentalmente.
Sentimentalmente.
Mente.
Cansada.
De tudo, mesmo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Rua crua

Caminho pelas ruas...
em determinados segundos me esqueço
até onde quero chegar.
Observo quem me rodeia.
Olho no olho, e enxergo vazios,
olhares secos...

Em cada olhar uma pessoa,
um pensamento.
Andamos.
Alguns tristes, outros contentes.
Andamos na mesma rua,
mas cada um em um mundo diferente...
Caminho indiferente.
Não querendo muito saber
o que cada um sente.
Sinto necessidade de poder provar
o momento "cada qual no seu lugar".

Ruas vazias... iluminadas pelos postes.

As mensagens nos muros chamam atenção...
talvez escritas por um bêbado,
um hippie, ou um cristão.
Mas não fazem a menor diferença.
São escritas em vão...
pois todos que passavam não liam, as viam como pichação.

E agora eu me pergunto: cadê seus olhares sensíveis...
sinceros?
em meio a terra, em meio a todos;
Enxergue, abra os olhos.
enxergue novamente, porém, de um jeito diferente;
Coloque sensibilidade no olhar,
e verás que o mundo é mais belo quando se pode avistar,
o mundo pelo qual eu espero.
Do qual desejo alcançar.

Lucas Brito e Rafaela Alexandre

Pra você


E nos teus versos eu quero ver meu nome.
Nossos momentos.
Nos teus pensamentos desejo estar.
E quando for a noite, eu sonharei contigo, amor.
Quando disser "saudade", quero que seja porque estou longe,
mesmo que por pouco tempo.
Quando sorrir, quero que o motivo seja eu.
Quero o teu mais belo beijo.
Quero ser o seu bem.
Quero lhe abraçar quando sentir medo,
e quero que me abrace quando eu quiser chorar.
Quero isso.
Alguns quês.
Alguns quereres.
Sinceros.
Quereres.

domingo, 21 de outubro de 2012

que fome...



...fome de paixões recíprocas
beijos ardentes
gostares...
abraços demorados
apertados
palavras sinceras
sussurros no ouvido
pessoas de volta
(as que valem a pena, claro)
bons momentos
perdões


é, saudade disso tudo.

sábado, 20 de outubro de 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um dia (talvez) qualquer

Cumpriu suas tarefas e seguiu. Pegou um ônibus qualquer e foi até a rodoviária central, comeu alguma coisa e por fim, parou. Colocou o fone de ouvido e começou a pensar em tudo, tudo que era possível, que estava ao seu alcance, e pensava, pensava muito. Embarcou no ônibus que seguiria para o seu bairro e passava pelo centro da cidade... movimentada, parece que não para, não dorme nunca.
Não parava de pensar, mas bem que queria. Seria possível?
Abriu sua mochila e viu dois livros, desses de romance, e a viagem continuou... ela observava tudo aquilo que seus olhos alcançavam e percebeu o céu. Ele estava em todos os cantos, até mesmo onde seu olhar não poderia enxergar. E foi escurecendo, mesmo com esse clima todo indeciso, viu que dessa vez o frio predominou. Enfim, tantas pessoas ao seu redor...
Dessa vez não queria alcançar o olhar de ninguém, talvez até queria, mas não era possível.
Parecia inquieta aos olhos dos outros, inquieta, impaciente... cansada de algo. Sabia que não estava bem.
Bocejou. Parece que seu destino nunca chegava, simples assim.
Permanece frio, obviamente. Queria contar pra alguém que não está bem, que queria chorar de novo. Mas pra que chorar? Mais uma vez? Queria mesmo, chorar. Está sozinha, parece.
Desembarcou do ônibus e da linha que seguia seus pensamentos. Não pausou a musica e nem parou de pensar. Chegou a conclusão que nunca para de pensar, seja lá qual foi o motivo de tantos e seus pensamentos. Todos os pensamentos são seus, todos. Tentou desatá-los como nós, mas não deu certo. Continuou a pensar, e pensava, pensava... isso fez com que o tempo passasse mais facilmente. Tornou as coisas um pouco mais complicadas, mas no momento não poderia ter certeza de nada, nem tomar uma decisão que fosse, por menos importante que parecesse.
No momento enxergava importância nas coisas mais fúteis, e futilidade nas coisas mais importantes. Era uma espécie de loucura, e lhe dominou...
Porque vive, será? Deve ter deixado de cumprir alguma espécie de "missão" e agora permanece, como está. Segue sua rotina e quem sabe, assim sente-se satisfeita de algum modo.
Viu que, um olhar, um sorriso, um abraço apertado e boas palavras podem mudar um dia todo, desses chatos e também pode mudar uma vida.
Nunca mais caminhará cabisbaixa, e muito menos negará um sorriso a alguém.
Sorria, meu bem. Sorria. Viva e sorria. Sorria e viva. Faça disso seu novo estilo de viver, faça acontecer.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Quereres

Não queria que o cd parasse de tocar
nem que o cigarro apagasse
nem que as pessoas se fossem.
Queria tudo certinho
sem dores
sem mágoas.
Queria algo mais... Queria frio
não queria calor.
calor humano, somente.
Queria amor, não queria paixão.
Paixão passa.
Queria que tudo estivesse certo. 
Por fim, no seu determinado lugar.
Porém, nada está.

Um fim, uma direção... mas não há rumo


E mais uma vez eu me sinto só.
Meu pensamento continua vago.
Feito um carro sem direção, ele segue...
Sem rumo.
Não vejo onde isso vai parar.
Me lembro de alguns passos dados.
Largos.
Curtos.
Tentei encontrar sorrisos no escuro.
Cansei.
Não achei.
Continuei.
Ainda na esperança em que eu pudesse encontrar.
Cansei mais uma vez.
Não achei.
Continuei.
Ainda só.
Andei só.
Permaneci assim.
Só.
Nisso que chamam de solidão.
Estou só.
Enfim.
Queria um chá.
Fim.

domingo, 14 de outubro de 2012

Um lado da moeda


Eu conheci um lado seu que ninguém conhecia.
(Talvez)
Ou quase ninguém.
Agora são.
Agora são vários desencontros.
Estamos distantes.
E assim seguimos...
Firmes.
Eu me agarrei a mim mesma.
Você, eu não sei. Apenas imagino.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Tango despedida


Parto nesse trem das 6
acho agora vou de vez
deixo tudo pra você e talvez
teu retrato guardarei
triste é ter que ir assim
sem levar você pra mim
ouça o tango tocar
solitário a entoar
Teu sorriso ao despedir
meu sorriso a mentir
e o adeus que te escrevi, tá aqui
leia quando eu partir
Não se importe em esperar
deixa a música passar
vá dançar teu tango a dois
que meu pranto só vem depois

Rodrigo Roque

Um texto sem título

O que fazer para continuar caminhando sem parar? Acho que não consigo. Há algo que me prende. Me dilacera o coração. Sinto uma dor infindável em meu peito. Um buraco enorme e vazio. Mas nem todos poderão preenchê-lo, é complicado. Preciso de alguém que desate os nós que estão em mim. Há tempos não sei o que é estar bem, sem preocupações, ou coisas do tipo. Sabe, ainda dói. Mas aprendi que devo aceitar e conviver com a dor de acordar todos os dias e não te ter ao lado, é algo torturador. Mas tem que ser assim, enfim. Quero que esteja bem, acho que você está bem...Nunca mais derramei lágrimas. Agora elas ficam contidas e alteram o meu humor, só isso. Não vale a pena, na verdade nunca valeu, nem a primeira e nem a ultima que derramei por sentir saudades de ti ou por simplesmente não te ter aqui. Por ciúmes, sei lá. Apertou, agora dói. Meu coração, coitado. Você domina a minha mente como ninguém. Não sei bem se é amor, paixão, gostar... só sei que dói. Como facas sendo fincadas em um peito. E então, me abraça? Que sentimento avassalador. Enquanto sofro em silêncio, sem que algo possa me curar, te vejo bem... nos braços de outro alguém, que não sou eu. Tem mesmo que ser assim? Nada faz sentido. Nada. Me afogar em algo, me entregar a alguém, falar sobre o que sinto... que difícil. Olha o que você causou, consegue enxergar? Não, acho que não, não é mesmo? Confesso nunca ter sentido algo parecido, ou se sim, apenas uma vez. Ter falado dos meus sinceros sentimentos por você foi um erro irreparável, eu poderia ter ficado na minha, sem ter dito ao menos uma palavra, mesmo que o meu coração gritasse que eu deveria falar e minha mente me obrigado a dizer aquelas palavras a você. Lembro do beijo, das conversas e não queria um fim pra tudo isso, mas me obriguei a por um fim, pra ver se doeria menos. Não foi bem isso que aconteceu. Lembranças vem e vão, como vendavais que destroem tudo, aqui dentro. Nunca senti tanta dificuldade em colocar um sorriso no rosto e seguir em frente. Sorrir pareceu fácil, mas não é tão fácil assim. Talvez me entenda e saiba o que estou passando. Lhe evito, não nego. Foi a única forma que encontrei para que eu pudesse lhe esquecer, de vez. Sem mais, nem menos. Um dia isso passa. Talvez dure minutos, horas, dias, anos. Mas eu sei, que isso passa. Não há nada que dure para sempre, nada. Eu sei.

Se vai passar?

Junto todas as certezas no mundo.
Digo baixinho: vai passar, sim.
Vai passar...
Tantas coisas agradáveis já se foram.
Sentimentos. Pessoas. Momentos.
Porque isso? Logo isso?
Permaneceria para sempre?
Não há porque.
Não buscarei "porquês" para isso. 
Não me importa. Mais. Ou quase.
Não quero que importe.
Fim.

Dia 16 de julho eu te conheci.
Dia 7 de outubro conheci outra pessoa.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Não tente entender, só sinta

E ele foi. Pela primeira vez tomou uma decisão sozinho, nem olhou para trás, nem despediu-se... pegou suas coisas e foi. Seguiu um rumo sem direção, tentava fugir daquele "mundinho interno" que atormentava sua mente, e o fazia pensar em coisas estranhas, ouvir vozes e ver seres inexistentes mas o que ele não sabia é que era um problema interno, somente ele poderia resolver, porém, com tantas dificuldades estava cada vez mais complicada encontrar uma solução. Continuou a procurar. Em diversos momentos sentia-se em uma floresta, com grandes árvores e escura, onde não conseguisse enxergar o caminho a seguir. E mesmo assim foi em frente, corajoso. Atravessou muitos obstáculos até chegar em um ponto que não aguentava mais. Sua cabeça explodia, sua pele parecia apodrecida de tantas feridas, seus pés ele mal conseguiu tirar os sapatos, estavam em carne viva, ele estava esgotado, e em meio a tudo isso pegou um pequeno livro que desde muito novo foi ensinado a ler. Sim, era uma Bíblia e dali sempre buscava força para continuar acreditando que existiria um caminho melhor. Fez sua oração, abriu seu livro sagrado em alguma dessas passagens conhecidas e leu, logo sentiu um alívio, como se algo lhe abraçasse levemente. Era o seu Pai lhe dizendo que tudo isso vai passar, pois, absolutamente nenhuma dessas dores seria eterna. Disse que eterno mesmo, só Ele, e mais nada nem ninguém. "Tudo que é do mundo, tem seu fim, meu filho..." e desapareceu... ele ficou assustado, parecia cena de filme ou algum livro que havia lido. Estava melhor, sua pele parecia curada, em seus pés não haviam mais feridas, sua mente parecia sã, sem vozes ou gritos, olhou ao redor e nada de vultos ou demônios e ali ele conseguiu entender que tudo realmente passa, apesar de nunca ter acreditado nisso realmente, mas hoje, aprendeu e sentiu que pra toda dificuldade, toda dor, todo sofrimento, existe sim um remédio. Decidiu que a partir desse dia complicado e surpreso iria preencher o seu espírito com as palavras de seu Mestre, que lhe abraçou quando mais precisou, e nunca, jamais o abandonou.

R.A.R.M.

terça-feira, 9 de outubro de 2012


Aplico o "pra sempre não existe" a todos esses sentimentos.

                                                                                     Tudo passa.




Por fim, entenda como quiser.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Céu azul

"Fica comigo, então.
Não me abandona, não.
Alguém te perguntou como é que foi seu dia? [...]
Eu só queria te lembrar que aquele tempo eu não podia fazer mais por nós.
Mas também quero te mostrar que existe um lado bom nessa história [...]"

Charlie Brown Jr.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Roda gigante


     Mudanças... tão inevitáveis. São inúmeras as mudanças. Várias. Desde então começo a perceber que nada permanecerá do mesmo modo, que alguma coisa pode ser isso hoje, mas amanhã poderá tornar-se em algo diferente, fora de minhas expectativas e respectivos padrões mentais. Não é tão complicado assim aceitar esse modo de vida, sempre foi assim. Saí do útero da minha mãe de um jeito, e agora sou totalmente de outro. Tudo mudou, tudo. Não tinha nada, hoje tenho algumas coisas. Alguns amigos. Alguns amores. Alguns desejos. Alguns sonhos.

     Recordo-me da infância onde tudo era fácil, certas coisas eu não sentia quando criança... certas coisas não me importavam. Eu vivia como se cada dia fosse o último: acordava antes de todos, pegava a bicicleta ás 7:00 da manhã, ia até a padaria pra depois tomar café da manhã e ir andar de bicicleta, até encontrar algum amigo pra poder brincarmos juntos. Hoje vejo o quanto isso é belo. Simples e belo. Agora acordo ás 8:00, sim, ás 8:00. Já não tenho mais aquela bicicleta roxa. Tenho agora uma casa para arrumar e algumas coisas para me preocupar. Não vou mais até a padaria, não quero café da manhã.

   Sei que algumas coisas não mudaram, no fundo eu sei disso... Talvez só a rotina tenha mudado, as prioridades... mas o coração continua o mesmo e os sentimentos também. Coração, sentimentos... andam no mesmo caminho, de verdade.

    O tempo passou tão rápido e todo o exterior mudou, mas o interior continua intacto. Na verdade, eu acho que o tempo voa. Não há outra explicação pra que ele passe tão rápido. Por isso devo viver. Amar. Apaixonar-me. Sonhar. Ajudar a mim e aos outros. Fazer a diferença. Ser diferente. Sorrir... mesmo que as possibilidades de negar um sorriso sejam múltiplas. Prefiro sorrir e se estiver difícil, que seja, sorrirei do mesmo jeito. E sei que a vida é mesmo uma roda gigante. Sempre gostei de roda gigante. Espero sempre gostar.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Musicas, lembranças e desapegos


Uma musica.
Uma lembrança.
Uma dor.
Aperto no peito.
A saudade.
Um amor.
Não correspondido.
Se foi.
Deixei-lo ir.
Sem tchau.
Sem despedidas.
Apenas.
Deixei.
Se for meu, que volte.
Se não for, que siga.
Ainda dói.
Toda dor passa.
Até as piores.
Leve alívio.
Eu sinto.
Isso é verdade.
Mas tudo passa.
"Toda dor passa"
Apenas, desapegue.
Desapegue, e mais uma vez.
Desapegue.


Me desculpa...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Já se passaram algumas musicas

Sempre vou questionar o que se passa ao meu redor. Sempre irei me perguntar inúmeras vezes porque as coisas são assim. Alcançarei respostas diante das maiores dúvidas, mas permanecerei sem resposta diante das pequenas perguntas. Nunca se sabe ao certo o que é verdadeiro ou o que é sentimento, ou sei lá o que. Só se sabe que a vida não para, as horas correm e você tem que alcançá-las pra não se perder. Ou você alcança, ou fica para trás, desatualizado, sem rumo, com suas dúvidas, sejam elas grandes ou pequenas. Tudo tem o seu momento certo para se concretizar, de uma forma ou de outra, preste atenção. Nada permanecerá do mesmo jeito sempre, é preciso mudar, é preciso transformar. Sair da rotina. Beijar. Abraçar. Sentir corpos e sabores. Encher-se de algo, para  não permanecer vazio. Tudo que precisamos está ao nosso lado, talvez um pouco distante (verdade), mas as vezes tão próximo que não enxergamos. Quem sabe um óculos pra enxergar à distância? Quem sabe um óculos pra enxergar de perto? É, sei lá. Talvez uma lupa. A fumaça apertou a angústia e a pôs para fora, sem pedir licença, sem forçar demais. Apenas aconteceu. Estranho. Lágrimas rolaram constantemente. Por alguém. Por algo. Rolaram. Sem pressa de conter o choro, coloquei uma musica. Ela falava por mim. Meus lábios estavam ocupados. Era paiol. Tantas lembranças... inúmeras lembranças, pareciam que nunca se findariam. Já se passaram muitas músicas. Cigarro no fim. Sinto um alívio. Leve alívio. Parece que algo ruim passou e não deixou marcas, mas sei que só por algum momento. Logo voltará. Talvez não agora. Mas voltará. Tudo tem o seu tempo. "Tudo tem o seu tempo". Que ele me traga bons momentos. Bons tempos. Bons ventos. Bons sentimentos.