terça-feira, 11 de setembro de 2012

Prazer, rotina.


Cada qual com a sua própria solidão...
seu jeito de viver e aproveitar a vida.
Tenta seguir só, enquanto outros não sobrevivem sozinhos.
Precisam de um abraço, um apoio, qualquer que seja, seja lá de quem virá.
Há aqueles que desabam quando perguntam "por que estás tão triste?"
mas existe quem se cala, e finge-se que nada aconteceu
inventa uma desculpa qualquer, mas prefere não demonstrar o que sente.
Deve haver algum medo, algo que lhe faça sentir que não deve demonstrá-los assim, por mais que possa doer. E como dói... Segue para lá, e para cá, meio que sem rumo. Com a cabeça na lua, nem imagina onde isso irá parar. Coloca um som e segue para bem longe, no seu pequeno mundo. O único preço que paga por essa viagem é lembrar dos momentos que tiveram fim, os bons e os ruins... E percebe que sua mente está uma bagunça, bagunça essa que contagiou o coração e toda uma vida. Ao mesmo tempo que tem tudo, pensa não ter nada. Ao mesmo tempo que estás com todos ao seu redor, vive em retaguarda. Lágrimas? Não se lembra do que é isso. Coração está fechado, fechado demais... Tudo ao seu redor parece normal, mas só ao redor. Enquanto que dentro de si, tudo está fora do lugar. Já não é a mesma pessoa, já não tem os mesmos desejos e sente-se fria. Está calor, mas queria mesmo era o frio, um amor, chocolate quente e um cobertor. Diz pra si mesma que só precisa disso, só disso. Porém, falta-lhe o frio, um amor, chocolate quente e um cobertor. Decide por fim a sua viagem. Desliga o som e volta ao mundo real. E alguém chega e diz: "Prazer, rotina."