sábado, 15 de setembro de 2012

Porque tentar compreender algumas coisas parece complicado

Acordei... Olhei para cima, para os lados, tudo parecia exatamente normal até eu voltar à mim e perceber que nem tudo está em perfeito estado como parece. Nenhum barulho pela casa, ninguém por aqui, só eu... Levanto lentamente, começo a pensar demais e logo me pergunto se está tudo bem. Recebo um não, gritado. Alguém gritou, meu coração gritou, meu cérebro gritou, e a minha alma ecoou. Porque, então? Tudo parece tão bem, "aparentemente estás perfeita", por dentro, por fora... Logo em seguida paraliso as conversas entre o coração e a mente. Enquanto isso leio as mensagens da noite passada, uma delas é bela, muito bela. Alguém está distante de mim, o bastante pra que eu sinta um vazio, que dessa vez não é fome. É o vazio de querer acordar com alguém do lado, ou até mesmo com uma simples ligação, um eu te amo daqueles verdadeiros... Os minutos passam rápido demais, então é melhor fazer algo. A cozinha parece um bom lugar pra refletir. Sem querer, uma lágrima cai, logo em seguida outra, e outra, e outra... Ninguém por perto, não tentam fazer-se de presentes. Talvez estejam ocupados demais... Algumas coisas realmente machucam, cicatrizam, mas ainda doem, como doenças que corroem os melhores órgãos do corpo. Cessei as lágrimas. Preciso ser forte. Mas tudo não passa de meras máscaras.

As horas passaram rápido demais, eis que a tarde chegou, hora de sair... Dou uma volta pela cidade mas prefiro voltar para um lugar mais seguro que chamo de casa. E tudo continua uma confusão. Observo cada detalhe da cidade, olho dentro do olho de cada pessoa, reparo no verde e no colorido da natureza, distraí por um momento, esqueci de tudo, mas logo retornei ao meu verdadeiro eu. Palavras ecoam forte demais, as lembranças gritam ardentemente em meus tímpanos, parecem querer arrancar algo de mim. Não há como ignorar tamanho barulho! O que será? Eu não sei, eu não sei... Tenho certeza que algo me faz falta, um momento, algum beijo, alguém, sei lá... Alguém? Mas como assim alguém?

Novamente a casa está vazia. Coração, posso chamá-lo de casa? Você também está vazio... Estou só, mas o dia não está nostálgico como deveria estar. Estava silêncio. Porém, não está mais. O som não está no último volume, mas o bastante pra que acabe com o silêncio. Silêncio esse talvez, que alguém poderia quebrar de algum jeito que chamasse minha atenção, de alguma forma, sei lá qual. Eu poderia até mesmo despertar por conta de um susto, mas não... Por qual razão estás longe? Nossos caminhos se cruzaram, mas logo tomamos caminhos diferentes tão rápido quanto alguém que deseja amenizar suas dores emocionais e detona um copo de cachaça. É tudo difícil demais pra tentar entender. Porque tentar compreender algumas coisas parece complicado. Então melhor não se importar demais. Será que é possível? Eis a grande dúvida. "Na dúvida, durma."