As horas passaram rápido demais, eis que a tarde chegou, hora de sair... Dou uma volta pela cidade mas prefiro voltar para um lugar mais seguro que chamo de casa. E tudo continua uma confusão. Observo cada detalhe da cidade, olho dentro do olho de cada pessoa, reparo no verde e no colorido da natureza, distraí por um momento, esqueci de tudo, mas logo retornei ao meu verdadeiro eu. Palavras ecoam forte demais, as lembranças gritam ardentemente em meus tímpanos, parecem querer arrancar algo de mim. Não há como ignorar tamanho barulho! O que será? Eu não sei, eu não sei... Tenho certeza que algo me faz falta, um momento, algum beijo, alguém, sei lá... Alguém? Mas como assim alguém?
Novamente a casa está vazia. Coração, posso chamá-lo de casa? Você também está vazio... Estou só, mas o dia não está nostálgico como deveria estar. Estava silêncio. Porém, não está mais. O som não está no último volume, mas o bastante pra que acabe com o silêncio. Silêncio esse talvez, que alguém poderia quebrar de algum jeito que chamasse minha atenção, de alguma forma, sei lá qual. Eu poderia até mesmo despertar por conta de um susto, mas não... Por qual razão estás longe? Nossos caminhos se cruzaram, mas logo tomamos caminhos diferentes tão rápido quanto alguém que deseja amenizar suas dores emocionais e detona um copo de cachaça. É tudo difícil demais pra tentar entender. Porque tentar compreender algumas coisas parece complicado. Então melhor não se importar demais. Será que é possível? Eis a grande dúvida. "Na dúvida, durma."