segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Num sobe desce

Vida travestida de montanha russa,
Às vezes me assusta
Parece que tenho medo de altura
Senti tontura
Senti tortura ao ver suas costas
Falarem por você
Por mim
Segurando o copo na mão
Acendendo um cigarro com tremelique
Em vão...
No vagão,
Há coisas que parecem ser,
Mas não são.
Só.
Eles são platéias para o teu show
E eu me viro atrás das cortinas
Agarro minha dor fina
Me entupo de morfina
Pra ver se passa
Mas hoje o dia acordou com uma dor cinza e fraca
Hoje a montanha russa não teve graça
Senti meu peito tombar
Desisti do último trago.