Certa noite me encontrei no teu canto. Certa era essa noite da qual eu criei em minha mente, sozinha, sonhando igual conto de fadas, antes da sua chegada. Desligue a luz do quarto, ou deixa que eu desligo, não irá empatar meu apetite. Essa luz baixa iluminando as nossas curvas me deixa excitada. O brown apagado no cinzeiro me trouxe sorte, que pode ter nome de menina. Teu nome. Suinga sem som, aumenta o tom ou controla, para que ninguém possa atrapalhar o nosso prazer. Me achava malandra demais para estar acompanhada, achava que em bares encontraria a calma... Tudo por conta da quinta cerveja na mesa que me fez esquecer como a paz caminha com destreza e não em meio ao desastre das almas vazias que parecem não se importar. Deixe que lhe falte ar, mas solte suspiros se eu souber guiar seus prazeres. Me olha bem fundo nos olhos, onde, a maioria não enxerga nada ou tem medo de ver. Sem dúvida, o brilho do teu olho que sorri junto contigo me causa muito mais prazer em ego do que quando vejo-te lacrimejar. É dia seguinte, acordo cedo, abro a janela pra ver se é necessário aterrizar. Dou de cara com a chuva. Volto meu olho para ti, queria te colocar dentro de mim, pra não ter que ir todas as manhãs, cedinho, antes que você acorde de verdade. Saio resplandescente que nem Sol, sinto que eu sou, que 'cê me colocou no meu lugar. É estranho dizer que eu sei navegar mesmo me apelidando de "Pirata", tô mais pra um ser perdido no mar que se acalmou numa ilha e nela quer morar, quer dominar, quer ser dona, quer cuidar. Queria saber amar. Queria assumir que sei. Quero dizer que aprendi com você, e de todas as ilhas que ancorei, esta é a única que eu quero ficar (mesmo que às vezes faça frio).
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Num sobe desce
Vida travestida de montanha russa,
Às vezes me assusta
Parece que tenho medo de altura
Senti tontura
Senti tortura ao ver suas costas
Falarem por você
Por mim
Segurando o copo na mão
Acendendo um cigarro com tremelique
Em vão...
No vagão,
Há coisas que parecem ser,
Mas não são.
Só.
Eles são platéias para o teu show
E eu me viro atrás das cortinas
Agarro minha dor fina
Me entupo de morfina
Pra ver se passa
Mas hoje o dia acordou com uma dor cinza e fraca
Hoje a montanha russa não teve graça
Senti meu peito tombar
Desisti do último trago.
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