Bom dia, ô!
Hoje acordei com vontade de escrever
Sobre o que for
Mas que fosse pra você
De tantos versos que perdi
E aprendi a escrever
Recitei na minha mente cada um
Durante a noite e o amanhecer
Não me impeço que eu pense em ti
Na verdade ninguém me impede
É que quando cê tá longe, o coração pede
Para que você esteja aqui,
mas sem prece, sem pressa...
Nem com passe de mágica nem "forever"
Nada disso é o que interessa
Não uso palavra que não me expressa.
A tua boca despertou meu desejo
Olhei para os compromissos
E pedi carta de despejo
Que me mandassem para bem longe
E para mais perto do meu anseio
Peço que não se assuste não, morena...
Mas eu gosto do teu jeito,
Nem tão louca,
Muito menos total serena.
É que minha alma nada amena
Encostou na tua
Pegou um travesseiro
E foi pra rua
Acendeu tua alma com um só isqueiro
Ôh, dó...
Parece que por um dia inteiro!
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
Poesia do presente passado
Fazer o quê?
Sente aqui perto pra ver
O que no mundo pode acontecer
Por quê, é insaciável a vontade de viver
De cada um que aqui sobrevive
Não importa o lado
Não importa por onde escorre tais lábios.
Há algo que se eterniza
na muralha concretada de uma "city"...
Mesmo se a vida for apenas uma passagem breve,
Peregrina
Pirata
Continuaria aqui:
Sem apressar o vôo e a aterrissagem
Na matéria-prima do mundo
Que oprime aquele que não tem coragem
E seja como for!
Pode ser imundo,
Submundo, qualquer mundo!
Saiba bem dessa vantagem,
Um mergulho no fundo profundo
a jornada permanece
A cada passo que se dá
A alma se fortalece.
Sem desviar do caminho
Deixando marca pelo muro
Não me importo se estou sozinho
Sigo sendo sempre puro!
Às vezes esbarro aqui
Em algum cruzamento,
Encontro alguém feliz
De bom pensamento.
As vezes é por ali,
Alguém apaixonado,
A vida não nos diz
Quem vai estar do nosso lado.
O presente nos cumprimenta,
Com seus gestos inesperados,
Esse é o bom da vida,
Somos constantes presenteados.
A cada segundo, uma nova paisagem,
O coração bate forte
Por toda essa viagem.
Portanto, aconchegue-se,
Sente ao meu lado,
Vamos juntos escrever
Aquele passado desejado!
(Escrito com Sofia Ramos)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Rimando piratamente #3
Contraste social dessa cidade, muralhas que se erguem em meio ao nada. Tomam conta de tudo como se fossem descaradas, alimentando a história de uma vida enrolada. Sorrisos mais despreocupados expressam de qual lado a alegria realmente está. Não é aqui, é lá. Quiçá! Árvore viva, resistência ao medo. Flor do cerrado, dona da beleza mais pura e rara. Poeta não é isso nem aquilo, poeta é poeta, não é piada. Compositor de canções faladas, à quem compadece a alma bem lavada. Pensamento soa e é livre, voa e segue pra longe. Há quem entenda e se aproxime...
Rimando piratamente #2
Teus olhos negros, meus olhos castanhos, minha mente se assanha só d'eu te enxergar. Meio estranho, mas é onde eu me acanho. Vejo o brilho dessa tua alma pura frente à minha toda escura. Rente ao meu corpo, essa tua beleza se tornou meu sinônimo de alteza, de repente... Teu corpo está no meu, envolvente. Pele escura, nua e crua, iluminada solenemente. De onde se cria toda essa volúpia interminável, inimaginável... Possui emoção da cabeça aos pés, não é invés, é certo. Não há nada incerto, aqui nada fica no revés. Quando se ajeita aqui, torna-se estreita e difícil de acompanhar. Dona da beleza imensurável, inexplicável, que me faz ficar na espreita, me desajeita (o tempo todo). Viver de confusão é como se fosse a minha reação, mas existem certezas que guiam o que eles chamam de "ter coração". Pra onde é que eu vou? Não sei. Também não me interessa agora, quando é o momento certo a gente percebe a hora. Pra cada incerteza a busca da solução, escrevo alguns versos pra ver se ninguém tira a minha razão. Fique sempre à vontade, sinta-se à vontade...
Rimando piratamente #1
Sonhador! Talvez nem merecedor eu sou. Mas quem se importa? Coração? Não, coração sempre deixa aberta a porta. Se cê quiser entrar, se quiser ficar, seja bem-vinda ou bem-vindo. Às vezes eu paro, mas continuo indo... Nem sempre sorrindo, pois eu posso estar banhado de saudade, ou não. Mas a realidade é que nem vou pedir opinião pra construir a minha versão, isso não tem nada a ver com dignidade. Eu sempre estou do outro lado dessa divisão, talvez a mais distante, onde eu me encaixo e vou bem mais além que apenas um instante. Só sonho o tempo todo e nem penso em aterrizar, porque se isso acontecer eu posso deslizar e cair no precipício. Não quero saber de resquícios do que me fez mal, quero olhar pra frente e ser mais corajoso que um marginal. Quero ter a astúcia não inventada, quero dizer tudo sem esquecer de uma só palavra. Pra quem é leal, eu desejo que seja mais que maioral, que não esqueça dos princípios e faça o bem, sempre sem olhar à quem, como mãe já dizia. Sempre que dizia eu refazia a minha ideia sobre o mundo, queria esquecer tudo de imundo e voar pra em seguida sonhar em paz. Aprendi a fazer isso sem depender de ninguém e à partir disso me tornar alguém. Não tem nada a ver com egoísmo, não quero que isso seja visto como ato de heroísmo, só quero que entenda o que eu quero transmitir sem abolir toda a verdadeira ideia. Dos fatos, dos relatos, das palavras em vão, inicio um novo caminho, ergo as mãos e agradeço à mais um tempo difícil que veio pra me fazer crescer e não cair, não dessa vez.
Embriague
Jogado na cadeira do bar
Meio desengonçado
Esquecendo do passado
Deixando a mente voar
Sobrevôo as loucuras
Falo de mim mesmo
E o fim de tudo isso
É quase igual ao recomeço
Cada situação é
Nada vivido em vão que
Faz com que tudo isso seja
Dissolvido em um gole de cerveja
Fermentação mental
Descontrole de emoção
Sinto todas as batidas
Que pulsam em um coração
Mas aqui jaz mais uma historia
Enterrada sem euforia
Fora...
Só não perambulo, sonâmbulo
Há horas em que o sono me perde
Não impeço que assim seja
Pois não perde-se mais rápido
Do que eu entre pensamentos
Entre quartos e paredes
Todos vazios entre si
Me acanho no meio
Perdidamente em cada devaneio
Vejo em mim um tal sorriso
Sem rima
Sem trilha
Ao canto
Reinvento cada história
Difícil de acreditar
Até compreender
Muitas voltas num vôo dará
E sobre arrepios
Escolhi não relatar
Somente em palavras
Essa minha forma de enxergar.
Não impeço que assim seja
Pois não perde-se mais rápido
Do que eu entre pensamentos
Entre quartos e paredes
Todos vazios entre si
Me acanho no meio
Perdidamente em cada devaneio
Vejo em mim um tal sorriso
Sem rima
Sem trilha
Ao canto
Reinvento cada história
Difícil de acreditar
Até compreender
Muitas voltas num vôo dará
E sobre arrepios
Escolhi não relatar
Somente em palavras
Essa minha forma de enxergar.
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