segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Para ler pausadamente


Coloquei o dedo na garganta para ver se eu vomitava a minha alma afim de fugir daquilo que me tornei. E vamos lá: vomitar sentimentos no sentido figurado de ser. E também, uma vida só. Vomitar uma vida inteira. Qual será? A minha. Beber café amargo e quente, fumar um cigarro por noite e viver de biscoito. Escrever, escrever, escrever: viver disso. Disso e mais nada. Outras coisas e momentos, para quê? Não há sentido algum. Leu o que eu escrevi e escutou o que eu disse pausadamente em seu ouvido? Pois é. Leia pau-sa-da-men-te. Cobertor. Melhor amigo em dias frios durante a primavera para observar da janela o tempo nublado comigo, querido Cobertor. Sim, primavera. Inverno, não. Só aqui dentro de mim. Nem o Sol sabe se vai ou fica de vez, quem dirá a Felicidade. Quem dirá as pessoas. Tamanhas indecisões existem. Será culpa da chuva? Talvez. “O Sol…” Uma vida baseada em “talvez” e “não sei bem”. A minha. Daqui a pouco você foge por vontade própria, mas não é isso que eu quero de ti. Descanso minha mente em frente a TV, que só serve para isso, é a marca registrada do meu tédio. Enfrento o papel como se fosse um muro apenas com uma caneta e escrevo alguma coisa que me cansa. Desabafo. Lembrar-me sempre cansa. Vou querer dormir. Me esgotei. Faço uma lista mental de coisas que não deveriam existir (ah, mas não deveriam mesmo), que por sinal levaram um pedaço do que fui, uma boa parte, inclusive. Me destruí um pouco, eu acho. Já não sei quem eu sou. Sei o que sou… sou mais um ser humano? Talvez. Me perdi bem ali naquela rua, já era noite. Deixei lá os meus pedaços importantes. Que pena, talvez. Ou será que alguém levou tudo? Alguém para me responder, por favor. Garçom, mais uma daquelas que tem um belo sorriso. Penso em uma coisa só, logo, sofro amnésia das outras. Perco os sentidos e o sentido da vida. Todos os sentidos. Esqueço porque vivo e tudo torna-se um passado fincado em um baú. Complicado. É uma vida. Compliquei. Embaralhe as cartas mais uma vez, esse é o jogo da vida. […] e que chova de novo para que dance comigo. Na vida. Na ida. Na vinda. Não quero dançar a sós (e que isso não seja mesmo necessário).  Fica. Supero. Respiro e espero. Alguns e poucos dias. Logo, volta. Logo, vai e volta. “Posso até me acostumar”. Ainda não me acostumei com idas e vindas. Apenas, fique.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Só sei que


É tanta paranoia que
Tanta verdade que
me fez ver de um modo que
não sei bem o que
será que
só sei que
a lágrima é o que
corta o que
eu queria que
tu
entendesse
o que significa o "que".

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Escrever e espairecer. Viver.

O dia começou tão monótono e meio cheio de confusão que eu realmente achei que nada mais me faria sorrir ou me fazer ver algum sentido na vida. É assim que eu me sinto ultimamente. É meio forte essa coisa de dizer que a vida não tem graça. É coisa demais nessa minha mente nada pura e adolescente. Viver precocemente sem perceber não é agradável a ninguém, acredito eu. Acabo obtendo tanta lembrança e sinto um certo peso, uma culpa totalmente sem querer. Eu gosto de ter certeza das coisas, porém, confesso que ultimamente não tenho tido certeza de nada, nem mesmo daquilo que estou sentindo e sobre as coisas que são mais concretas possíveis. Já sou errada pelo simples fato de ser humana, essa coisa de certo e errado é literalmente relativo. É óbvio que não sei o que cada um julga como certo. Costumo apenas ter certeza de minhas inúmeras palavras. A vida por ser vida já é complicada. Parei por alguns minutos para ouvir um rapaz, o seu filho tem olhos lindos e verdes, e um sorriso encantador. Senti o quanto as pessoas ao meu redor me olhavam estranho por essa atitude. Mas qual é o mal em parar pra ouvir alguém, seja lá quem for? Eu gosto de atenção, o rapaz gosta de atenção, a gente gosta de atenção. A gente toda, tanto quanto gostamos de ter os nossos valores sendo reconhecidos. Isso nem é tão necessário assim... A vida não é só sentido, nem tudo precisa fazer sentido (não agora). Opto por enxergar além do que eu realmente vejo, às vezes consigo, às vezes não. Mas sempre tento. Acredito que viver seja tentar, sempre. Reerguer-se, sempre. Pensar nisso me deixa melhor. Absolutamente nada é em vão, essa é uma das poucas certezas da vida. Quando coisas ruins demoram passar eu prefiro pensar que é essa tal dificuldade que formará o meu caráter inquebrável que desejo levar pela vida inteira. Aceito o que vier, de verdade. Sei o quanto sou forte. Forte e frágil ao mesmo tempo. Perdoo o que aparentemente eu não deveria pelo simples fato de que tudo é tão passageiro para que eu guarde rancor e envenene a mim mesma com isso. A vida em si é curta e boa apenas se eu souber viver. "É preciso saber viver" e deixar os dias que passaram ficarem apenas no passado, cada dia é "o dia", é pra ser vivido do jeito que prefiro. Mesmo que eu viva pouco, mas desejo que essa vida aqui, se ela realmente for curta, que eu viva de um jeito que realmente valha a pena, e que valha a pena tudo aquilo que passei e me fez estar aonde estou hoje. Não sei bem aonde estou, mas sei que continuo no caminho certo. Não demorará muito para que eu olhe para trás e encha a boca para dizer: eu realmente fiz a coisa certa. Vivi.

Peço desculpas por minhas palavras um tanto aleatórias, mas escrever sobre qualquer coisa sempre foi o meu refúgio pra um dia monótono como esse.

sábado, 14 de setembro de 2013

Breve

Não é sexo, drogas e rock’n roll que eu tenho a oferecer
Sou o oposto
Sou prazer e sentimento
chá quente e som leve
Sou carinho, cuidado e nada mais
Sou pouco ou sou demais
Sou tudo ou quase nada
Sou isso aqui que você vê
Ao meu olhar eu nunca mudei
Ao meu olhar
É tudo o que eu vejo
É só o que eu consigo enxergar.

domingo, 1 de setembro de 2013

Deixa no canto

Me perdi nas "curvas da vida"
A vida em si é uma estrada
Cheia de buracos
Possui acostamentos e...
sei lá.

Só sei que me perdi
numa hora dessas
Eu me perdi
Mas eu me queria de volta
E mesmo, até hoje tudo aquilo que perdi
não voltou.

Sei que te verei ainda
bem distante de mim,
bem distante
me perdi, e lhe perdi também.

Cadê meu chão?
Ficou contigo.
"Eu poderia ter perdido qualquer pessoa, menos você".

Mal sabe ela que foi eu quem a perdi,
te perdi e nem vi.
Senti.

E ela ainda disse pra eu fugir à pé.
Tarde.