domingo, 28 de abril de 2013

Apesar dos pesares

Teu coração explode de tanto sentimento e tu não sabes onde isso vai parar. E sente aquele medo de arriscar, de se ferir mais uma vez. Mas agora pensa de um modo distinto de como pensava. E, mesmo com isso tudo, decidiu aproveitar cada minuto. Bons ou ruins... as coisas costumam sempre ter sentido. Talvez não há explicações agora, mas haverá de ter. Sem pressa. Chegou a conclusão de que enquanto essa mesma mão estiver segurando a sua como está segurando ultimamente, seja lá onde quiserem ir, juntos, não haverá por que desistir. Em um caminho de gestos tão simples, encontrou o amor. É, a felicidade bateu em sua porta. Pra quem antes vivia algo tão monótono e se inspirava com o ócio aborrecedor dos dias, sim, o mundo girou (e como...). Antes as musicas que falam de amor não faziam o mínimo sentido para ti, agora elas fazem tanto sentido... Sua mente não pára um segundo, a sua vida passa mais rápido do que milésimos. Ah, sua vida há dias atrás... como tudo mudou assim, tão rápido? Acho que é mais ou menos isso que o amor faz com a gente. Deixa tudo de cabeça para baixo, de um modo bom, como uma brincadeira de criança. Eis que o amor bateu a sua porta e você deixou entrar, agora deixe que ele permaneça. Ou melhor, ela.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

E enquanto o tempo passa...


E enquanto o tempo passa ao meu redor, o meu mundo pára sempre que estou ao seu lado. Bebo um café, acendo um cigarro, escuto alguma musica e abaixo a cabeça… e o meu mundo gira, não pára. Você não está aqui. Enxergo outro mundo onde só existe “nós”. Tenho percebido que o meu sorriso depende tanto de você, ultimamente. O tempo passou… despertei. Despertei do filme em que assisti em minha mente e é uma pena não lhe ter aqui, presente, fisicamente. Cada tempo sem ti é uma tortura incessante. Lembrar do tom da sua voz numa noite fria enquanto te abraço, lembrar do seu toque enquanto te beijo, isso tudo é tão torturador. Aí está: você é o meu sonho, e eu não quero acordar, é um ato totalmente desnecessário. São 20:00 horas da noite, aqui venta e faz frio. Todas as janelas fechadas, o cobertor ao meu lado, calças e casacos me cobrem. Mas o meu frio é interior, até que você possa estar ao meu lado e mudar tudo isso como tem mudado toda a minha vida, desde que está aqui, dentro de mim.

sábado, 13 de abril de 2013

Então, me namora?



Mas a verdade, amor, é que eu sou um verdadeiro fracasso para amar. Eu me entrego, confio, me afundo. Mas tu sabes que o que sinto é puro e forte, vai além de qualquer infinito, além de qualquer céu azul.
Lhe peço que não me abandone, ó pequena. Esperei tanto por você. Sei que sou difícil de lidar, mas lhe dou o meu amor. Vamos, ele é todo seu. Abra os braços diante desse vento e então, quando cansar dessa aparente liberdade, eu segurarei-os e deixarei que sinta a liberdade bater em teu rosto.
Mas olha, preste bem atenção: não esqueça que tenho os meus defeitos, decepções na lembrança e qualidades. Não coloque todas as suas esperanças em cima de mim, não quero magoar-te. Quero surpreender-te.
Agora levanta essa cabeça, olha bem dentro dos meus olhos... consegue enxergar algo? Não? Olha mais um pouco. Repara. Eles brilham. Brilham porque tenho certeza de que é contigo que quero ver horas e horas passando rápido, porque quando estou ao seu lado parece que o tempo voa e quando vejo...
É amor, chegou a hora de eu me despedir. Olha, o sol já se pôs. Mas saiba que eu te carrego bem aqui dentro, no fundo do meu coração. Amanhã eu volto, pode ser? Mas amanhã, será a minha vez de olhar em teus olhos e farei aquela pergunta clichê que a gente faz quando gosta de alguém. "Então, me namora?".

"Se ela botar fé na minha história que é de rocha e vem do coração, vou estender o pano mais bonito feito na ilha de madagascar."

terça-feira, 9 de abril de 2013

Pensamentos, o que realmente sou, confusões e outras coisas


Eu sei que são apenas pensamentos de quem vive uma confusão imposta pelas pessoas que estão ao seu redor, e tudo não passa de uma mera invenção de fatos. E aí você começa a observar-se de um modo diferente, de uma perspectiva que só consegue enxergar depois de algumas dificuldades que a vida lhe impõe. E acaba perdendo a noção dos dias, da vida e do tempo. É quando não encontra explicação para mais nada, só se deixa levar. Sabe que o tempo está passando e está envelhecendo aos poucos, mais por dentro, do que por fora. Apenas deseja que as palavras que lhe dizem não o levem a precipício nenhum. Querem provar a ti que você é o que eles pensam e não o que você pensa de si próprio, mas eles não estão certos. E as coisas começam a complicar, ficam todas de cabeça para baixo, embaralhadas. Seu desejo é cuidar de quem cruza o seu caminho, mas como? Não consegue cuidar de si mesmo. Se joga no mundo e vive sem saber em que lugar irá chegar. Seus ouvidos estão tapados a quem quer que seja, quer se virar sozinho, está sozinho. Percebe isso ao olhar ao redor e ver que é tudo tão superficial, que as pessoas não tem mais a capacidade de amar e acreditar umas nas outras, são egoístas. Talvez nem você que diz acreditar no amor, amou um dia, e todo caminho que percorre leva a mesma resposta: "não, eu não amei a ninguém" além dos bons e velhos amigos, seria isso um ato de egoísmo? A pergunta ecoa na sua mente a cada minuto vivido. Ao abrir o livro que já está no final, sente como se não quisesse a companhia de ninguém. Quer encontrar-se no seu próprio mundo, o mundo criado dentro de si do qual deveria ser perfeito, até ser invadido. Acorrentaram-lhe e viu vários paradigmas. Saiu quebrando todos, quebrou todos os tabus da vida. E sabe onde quer chegar, mas também sabe que a vida é longa. Queria mesmo é saber o que ela lhe reservara, mas a vida não lhe diz uma palavra e se disser você sabe que seus ouvidos estão tapados. Agora só escuta o que quer dizer e ouvir. E o resto? Agora não, agora não importa. Está preocupado demais com o que realmente é e não com o que pensam que ele é. E como diz Caetano em uma de suas canções: "Hoje eu mando um abraçaço" à quem sabe o que realmente sou e não tenta fazer de mim alguém diferente.

Dedicado a minha mãe.