quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
"Sentado à beira do caminho"
Sentado na varanda esperando o tempo passar. Esperando que o mesmo tempo carregue as angústias de um coração. Acende um cigarro e em meio as lágrimas dá o primeiro trago. Se lembra da ultima vez que olhou nos olhos do amor de sua vida, e se foi... nunca saberia que aquele dia seria a ultima vez que se viriam. A vida lhe machucou, trouxe feridas gigantes, aparentemente impossível de serem curadas. Mas assim prosseguiu, olhou para o céu, limpou as suas lágrimas, deu um ultimo trago, entrou para casa, e deitou-se esperando que aquele sentimento de saudade e orgulho passasse, e assim pudesse viver um pouco mais em paz, já que a sua vida é repleta de conflitos exteriores e interiores, gigantescos como os seus sonhos. Colocou os seus fones de ouvido, forçou o olhar para segurar as lágrimas e pensou a madrugada inteira. Poderia ser apenas insônia, mas não era. Era a dor da saudade de alguém que tanto lhe fez feliz e depois, quase que sem mais nem menos, se foi. Lhe deixou várias marcas, porém, ele teria de abrir mão de tudo e começar uma nova vida, se é que isso era possível. Não foi a primeira vez que algo assim aconteceu. Sua vida virou de cabeça para baixo em poucas horas, e isso doeu. "Quando eu mais precisei, você se afastou..." Algumas vezes ele desaba por tentar ser forte demais. Porém, sabe que nem mesmo os concretos permanecem firmes para sempre. Talvez se comparasse à um concreto. Não queria abrir mão da história que haviam vivido, mas a vida lhe obrigou e as circunstâncias também. Talvez aquele amor volte correndo para ele, mas só talvez. Poderá, assim como ele, tentar seguir em frente (e conseguir). E o preferível foi mostrar a sua "força interior" e caminhar como se nada lhe houvesse acontecido. E assim seguiu. Talvez consiga, talvez não. No fundo, bem lá no fundo, ele sabe que falta algo. Ele sabe...