quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Qual o porquê?

Estou aqui no meu quarto, sentada no chão mesmo, pensando e tentando entender porque todo dia uma saudade diferente de você. "Qual o porquê disso tudo?" Poderia eu viver apenas uma só saudade, de um jeito só. Sabe, eu tô aqui distante de você, mas saiba que mesmo assim eu tô contigo. "Engraçado" que o meu amor por você continua o mesmo, mesmo com tudo que aconteceu entre a gente. Acho que quando você chega no "limite máximo do amor", ele permanece ali, daquele jeito e você vai levando esse sentimento como algo normal, que não muda mais. E é assim que eu me sinto. "Sim, eu aceito!". Não, não estamos juntos, porém, me sinto feliz do mesmo jeito, como nos tempos em que estávamos quase que compromissados um com o outro. Me sinto bem por saber que está tudo bem, e me sinto melhor ainda por acreditar nesse amor, talvez eu acredite sozinha mas sei que quando se trata de pensar em nós, eu não estou sozinha nessa, como você disse. É, tô começando a ver que amor de verdade realmente não morre: eu continuo te amando. Você me faz sorrir e nem sabe, mas agora tá sabendo e é isso aí. Deixa gravado no seu coração o que escrevi aqui. Obrigada.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

433km


Ah, meu bem...
quem dera eu, ao teu lado...
Cafuné, conversas e risadas.
"Cafuné, conversas e risadas."
Tudo aquilo que fazia parte da nossa rotina...
Se foi.
Quiçá, volta.
Esperamos a volta disso tudo,
de longe mesmo;
433km, para ser mais exata.
O mundo gira,
e mesmo com todo esse vai e vem,
te juro amor, permanecerei contigo.
Você acredita?
Eu acredito.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"Ar"


Saber escutar.
Suportar.
Continuar.
Caminhar.
"Ar..."
O amor e seus diferentes ares.
"Ah, eu suporto."
Mesmo não querendo, eu suporto.
Tenho que suportar.
E isso aqui está escrito no meu olhar
e nas minhas sensações:
"Afinal, eu te amo."

Que chato...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Mais um dia (meio) chato

Hoje o dia foi longo e sem descanso. Mesmo assim eu tive tempo de sobra em minha mente para pensar em nós, ou melhor, no que fomos. Por um momento eu quis ter você ali, para abraçar e me sentir segura, fugir do frio... Em outro momento o que eu queria era te ter bem longe, como tenho agora. Pensei comigo: "parecia eterno...". Foi eterno, mas um eterno que durou pouco tempo. Não é novidade dizer que de vez em quando lhe sinto aqui, você ainda me acompanha de certo modo. Confesso que não é legal chegar em casa depois de um dia cansativo e estressante e não ter com quem conversar. Era você quem me dizia palavras que eu gostava de ouvir. Eu deitava a minha cabeça no travesseiro e dormia, pensando em cada palavra que me disse antes de eu adormecer. Talvez eu não te tenha mais comigo por estupidez minha, ou facilidade em acabar estragando tudo ou parecendo ingênua (idiota) por ficar meio nervosa e assustada em determinadas situações. Como pode tudo mudar assim, tão rápido, não é mesmo? Evito ao máximo de pensar nisso tudo, porém, parece inevitável cada pensamento. Hoje, quase escrevi o seu nome na areia enquanto eu brincava diante dela, como uma criança. Mas exitei. Sim, eu te evito. Se eu devo lhe esquecer, penso que evitar-te seja a melhor forma possível de ir te deixando como me deixou. Deixei de ouvir muitas musicas por sua causa, deixei de dizer certas palavras por elas serem bastante usadas por você, evito pessoas parecidas contigo, porém, continuo achando cada uma delas lindas, como acho você. Ah... ultimamente tenho evitado tanta coisa. Mas, nessa confusão toda eu posso dizer que ainda me sinto bem. A cada dia que passa, eu encontro comigo mesma e fico satisfeita com o "meu eu antigo", aquele mesmo que eu era antes de te conhecer. Talvez insuportável, calma demais, preguiçosa e "sem sal", mas eu nunca me senti tão bem ao lado de alguém há não ser ao meu próprio lado. E sinto uma frieza sentimental de minha parte, isso parece novo em mim. Será consequência das decepções? Pode ser, até. É, digamos que eu esteja superando a falta que você me faz, comigo mesma. Enfim... acho que estou conseguindo. Espero estar conseguindo. Espero...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Um caminho


Na estrada um buraco, raso
Um caminho só de ida, as costas não existem
As árvores por fora fenecem
Por dentro as raízes imploram, ao tempo
Os ventos percorrem pouco a pouco com sinos serenos,
Com olhos pequenos e dentes serrados.
É tarde
faz frio
porém, são calafrios interiores
não arrepiam os pelos
De certo modo a emoção está à flor da pele
e aquece
Caminha em paz, sem muita preocupação
Seguindo seu caminho
A vida lhe impôs...
Sem reclamações, porque sabe
que se tropeçar, era aquele o seu destino.
A vida lhe impôs um só caminho.

Com Anna Gabriela

domingo, 20 de janeiro de 2013

Reticências...

Pensamento indomável... Penso sem parar. Parece medo. Medo sem razão. Pessoas. Insignificância. Dor. "Preju". Saí no "preju". Diminui-me. Diminuí-me. Quem me dera poder pará-lo. Quem me dera pará-los, sentimentos e pensamentos! É como se eu não tivesse um certo domínio sobre mim. Parece estranho, devastador. Aos poucos vai desgastando, cansando. Exaustão. Estou farta. Lancei a carta errada, o dado errado, apostei no número errado... Acreditar é sinônimo de azar? Não. Porém, aparenta. Em certos momentos pareço não suportar tamanho vazio. Abismo. Infinito. Dá pra mudar? Fugir? E se sentir insuficiente, já não basta? 
Me sinto morta aos poucos... Se isso for um pesadelo eu desejo acordar. Quem sabe... acordar em minha cama, ao lado de alguém que trás paz... ou até mesmo sozinha na mesa da cozinha com um copo de cachaça ao lado, vazio. Terei acordado. Numa vida aparentemente normal demais. Assim espero. Quem sabe eu acordo... e tcharam! Minha realidade seja outra. Quiçá. Mas não me iludo. Não irei me iludir. Amém...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sentimentos de Roberto


Me sinto estranho...
fecho os olhos e é como se eu visse meu interior
não vejo mais a vida como antes
"preto e branco".
Tudo esta ficando escuro e não sei o que posso fazer...
estou aqui parado e não consigo escrever muita coisa.
me fogem as palavras e me sobra a confusão.
tento enxergar a luz mas só vejo escuridão.
Tenho pessoas do meu lado mas é como se não estivessem aqui,
tento encontrar a calma, mas cadê?.
Tenho vontade de correr, mas não sei pra onde ir, 
podem me contar a melhor piada mas não tenho vontade de sorrir. 
Escrever será minha última tentativa, 
expressar meus sentimentos através dessas narrativas. 
Pra cada linha que escrevo meus pensamentos vem e vão 
e vem na minha mente as palavras que meus inimigos cairão.
Tenho fé que um dia a angustia acaba...
"dor nenhuma é para sempre" confio nessa palavra.
A vida desmorona em questão de segundos,
é como se um meteoro caísse em meu mundo.
Vejo pessoas indo e vindo da minha vida.
Nada fica, nada fica.
Corri, corri, corri. Onde cheguei?
Quando será a minha vez? Eis a questão.
"Mas é claro que o sol vai voltar amanhã."
Disso eu sei, disso saberemos.

Escrito com Roberto Marques

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Companhia


Talvez uma rua vazia num pôr-do-sol e um cigarro aceso, gigantesco
Do tamanho de meus pensamentos. Ao além...
Estou farta, farta de tudo. De emoções, momentos e coisas que nunca mudam.
"Mas o tempo é piada enquanto eu sou quase nada."
Antes que eu me esqueça. Antes que eu esqueça de mim.
Vou despertar dessa viagem e prosseguir.
A sós, quiçá... a sós!
Talvez esse seja o meu novo erro:
caminhar a sós.
E caminharei na areia da praia.
Sua calçada.
E será tarde, será madrugada.
Será eu e o mar.
A brisa.
A sós.
Não só.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vai tentar entender?

Nunca fui de ter um amor que desse carinho e "tudo que eu precisava". Sou de dar carinho sem cobrar algo. Acho que tem que ser assim, acho. Nada é como quero, digamos. Talvez seja culpa minha, quiçá não. Mas isso não importa. Sigo a minha vida do mesmo jeito. Não me sinto sozinha. Sentir-se só não é ausência de carinho, é ausência de pessoas na vida. Carência seria a ausência do que eu queria ter. Sim, sinto-me carente. Mas também sinto preguiça e não quero fazer nada para que o que sinto, mude. Cansei... estranho. Porém, é assim que prossigo, sigo sem olhar muito para trás. Olhando para trás, perderei o meu foco e quiçá até tropece. Nesses tropeços posso me machucar, então minha preferência é olhar para frente, como se o caminho todo que percorri não tivesse deixado nenhuma marca, nem um arrependimento, nem uma saudade. Foi apenas um caminho. Passou, como esse agora. Prossigo e sigo, como se nada tivesse acontecido.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sente e imagine








Talvez ninguém imagine como eu me sinto diante dos acontecimentos da vida. Prefiro não demonstrar tais reações diante de algumas coisas. Talvez isso soe incompreensível, porém, é diferente para mim.  Deitei no chão do banheiro porque queria pensar, sentada. Com o cigarro já aceso, pensei pouco. Não queria pensar no que penso sempre. Queria mudar meu foco, mas ele continuou ali, me atormentando. Levantei, desliguei o chuveiro, saí do box e me olhei no espelho. Ali enxerguei apenas um alguém vazio de olhar frio, cheio de incertezas. Sem nenhuma expectativa. Parece que o meu mundo parou por um momento. Mas como um motor de carro velho e desgastado, uma hora ele volta a funcionar, porque a vida é assim.












Porquês, talvezes e deixa assim


Quando eu penso demais, não encontro nenhuma resposta fixa ou digna de ser expressada. Penso pouco, logo encontro várias respostas.


Porquê?
Não há explicação.
Não há respostas.
"Tudo vale a pena pra te reencontrar"
Valia (?)
O tempo foi dado.
Os sentimentos mudaram.
Quiçá, renasça.
Vivo de "talvezes" "quem sabes" "não agora" "sei lás".
Irritante tal coisa.
Mas mudar...
mudar como?
Mudar, porque?
"Deixa estar como está."

Mas o desespero só vem quando a madrugada chega.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

"Sentado à beira do caminho"

Sentado na varanda esperando o tempo passar. Esperando que o mesmo tempo carregue as angústias de um coração. Acende um cigarro e em meio as lágrimas dá o primeiro trago. Se lembra da ultima vez que olhou nos olhos do amor de sua vida, e se foi... nunca saberia que aquele dia seria a ultima vez que se viriam. A vida lhe machucou, trouxe feridas gigantes, aparentemente impossível de serem curadas. Mas assim prosseguiu, olhou para o céu, limpou as suas lágrimas, deu um ultimo trago, entrou para casa, e deitou-se esperando que aquele sentimento de saudade e orgulho passasse, e assim pudesse viver um pouco mais em paz, já que a sua vida é repleta de conflitos exteriores e interiores, gigantescos como os seus sonhos. Colocou os seus fones de ouvido, forçou o olhar para segurar as lágrimas e pensou a madrugada inteira. Poderia ser apenas insônia, mas não era. Era a dor da saudade de alguém que tanto lhe fez feliz e depois, quase que sem mais nem menos, se foi. Lhe deixou várias marcas, porém, ele teria de abrir mão de tudo e começar uma nova vida, se é que isso era possível. Não foi a primeira vez que algo assim aconteceu. Sua vida virou de cabeça para baixo em poucas horas, e isso doeu. "Quando eu mais precisei, você se afastou..." Algumas vezes ele desaba por tentar ser forte demais. Porém, sabe que nem mesmo os concretos permanecem firmes para sempre. Talvez se comparasse à um concreto. Não queria abrir mão da história que haviam vivido, mas a vida lhe obrigou e as circunstâncias também. Talvez aquele amor volte correndo para ele, mas só talvez. Poderá, assim como ele, tentar seguir em frente (e conseguir). E o preferível foi mostrar a sua "força interior" e caminhar como se nada lhe houvesse acontecido. E assim seguiu. Talvez consiga, talvez não. No fundo, bem lá no fundo, ele sabe que falta algo. Ele sabe...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Um céu azul, nuvens, concretos e outras coisas


Um céu azul de nuvens brancas
um pássaro
e um verde.
Concretos.
Mais pássaros.
Um cigarro natural
fumaças
"not done yet"
ou 
"eu não acabei ainda"
e algumas lembranças.
Deixei algo para trás.
Me sinto bem.
Ufa!
Está passando...
Passará.
Passou.