E tudo parece tão estranho. Tantos pensamentos. Tantos sentimentos. Tantos momentos. Sinto tudo. Meu coração suporta tudo. Minha mente suporta tudo. Não sei de verdade onde vou parar assim, mas sei que em algum lugar eu chego. Talvez longe demais daqui. Talvez perto demais daqui. Só quero chegar em algum lugar. Sozinha. Acompanhada. Atordoada. Com pensamentos aparentemente insanos. Não sei pra onde vou. Não sei quem eu quero. Não sei se quero alguém, também. Não quero estar só, agora. Mas sei que algum dia, vou querer. Acho que minhas palavras estão uma bagunça. Mas a boca fala do que o coração está cheio, já diz o ditado. Meu coração cheio de confusões, minha mente também e o meu corpo também. Minha cabeça e meu corpo falam mais que eu. As vezes nem o dicionário sabe o real significado das palavras que vomito. As vezes nem eu sei. As vezes grito, ainda bem que existem paredes. Talvez eu não saiba ser só. Mas não adianta, se eu deixar que outra pessoa tome a minha vida logo passo a sentir saudade de mim. Eu gosto de mim. Gosto de estar comigo. Gosto de ser assim. Seja lá o que eu for... Aos poucos descubro defeitos, qualidades... Sigo assim, talvez isso dure alguns momentos, mas talvez dure eternamente. Foi o que a vida me proporcionou: viver desse modo. Seja lá que modo seja esse. Só sei que esse é o meu modo. Meu modo de viver. Meu modo de ser. Meu modo que você poderá aceitar ou não, mas este é o meu modo. Esse é o meu coração. Esses são os meus sentimentos. Esses são os meus pensamentos. Essa é a minha confusão. Essa sou eu, prazer.
Por: Rafaela Alexandre & Davi Maia