terça-feira, 10 de novembro de 2015
Nua. Crua.
O mundo pode tirar de você
Alguém que lhe ensinou a viver.
Essa é a minha maior e mais dolorosa certeza.
Vejo o quanto seres humanos são cruéis, também...
Vejo algumas tristezas que vem e vem, não se vão.
Olho pro lado, logo vejo um irmão pedindo um trocado
Na minha frente vejo corpos ao chão,
Adormecidos, esquecidos como um cão...
Sem dono.
Na favela matam vários negros,
Nas metrópoles morremos lentamente porque viemos do gueto,
Sem saber, já nascemos réus.
Mas o tempo é quem comando cada passo que dou,
Nunca me esqueci de onde eu vim, muito menos o que sou,
Onde é que agora estou?
Acordo todo dia de manhã,
Sempre fico à pensar,
Cumprir meus compromissos é sempre uma missão,
À começar pelo ônibus que todo dia é lotadão.
Na calma de um monge eu sigo em cima dessa trilha que o mundo me propõe
Nessa noite escura
Nesses versos que componho
Sabendo que mais uma vez me recomponho pelo que sonho.
Privilégio mesmo é nascer em berço de ouro, o resto é plágio.
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